Pallywood

Já toda a gente ouviu falar de Hollywood, essa extraordinária máquina de produzir barretes, mas se calhar ainda pouca sabe que existe uma imitação palestiniana da “Meca” cinéfila.

De facto, há muito quem diga que em Pallywood se produzem também esplêndidas peças de cinema que, ao contrário dos estúdios originais americanos, se destinam não às salas de espectáculos mas antes aos mais insuspeitos meios de comunicação social.

Como todos sabemos, os banhos de sangue na Palestina entram-nos casas adentro, via imagens de TV e notícias de jornal, de uma forma tão intensa e constante que não nos deixa qualquer tempo para pensar: por exemplo, poucos se interrogarão como será possível que as balas e os mísseis israelitas apenas acertem infalivelmente em civis inocentes e que as bombas palestinianas não façam mais do que uns buracos no chão, por regra sem matar ou sequer ferir seja quem for.

Não será pelo menos um pouco estranho que existam sempre tantas filmagens e fotografias de um lado e quase nada do outro? Como se pode explicar que em diversas situações de tiroteio, de emergência, de aflição extrema, apareçam sempre tantos grandes planos das mesmas cenas?

imagem DN
imagem de capa do DN de ontem
imagem Público
imagem de capa do Público de ontem

Será possível que o horror possa servir como arma de propaganda? Haverá algo mais do que a guerra por detrás das terríveis notícias que nos chegam do Médio Oriente?

A “playlist” que se segue contém alguns vídeos que pretendem demonstrar essa tese.



6 comentários em “Pallywood”

  1. Vejo que também já reparaste que os mísseis dos palestinianos são como as pistolas de plástico da escola do Cerco, apenas fazem entornar a sopa dos israelitas. Os mauzões dos israelitas é que não têm espírito de humor para estas brincadeiras de mau gosto, irritam-se e desatam à bordoada contra os pobres civis palestinianos. Só porque não conseguem tomar a sopa em sossego.

  2. Caro Matrix, já tinha lido o texto que refere. Infelizmente, não me parece que aquele sr. dr. prime pela independência ideológica ou que sequer se rale com um módico de neutralidade. Ainda mais infelizmente, e de forma geral, como sabemos, o maniqueísmo é uma doença de fácil diagnóstico mas de cura muito difícil, se não impossível…

  3. Depois de verificar, via Blogsearch, deixei o seguinte comentário n’O Insurgente:

    «Apenas agora constatei que usei exactamente o mesmo título (o mais óbvio…) num post sobre o mesmíssimo tema e que, ainda por cima, já havia esta outra playlist (os clips 1 e 7 não estão repetidos?), que foi por si aqui publicada, n’O Insurgente, em Julho de 2006.

    Bolas. Peço desculpa. Trabalho repetido e desnecessário, o meu. Se bem que tenha o hábito de ver primeiro o que já existe sobre um assunto, antes de publicar algum post a respeito, desta vez precipitei-me.

    Enfim, nada de grave; fica aqui a nota de que se tratou de mera coincidência, ok?»

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