Late Morning Blogs(*)

Anonimato
Que medo parece haver dos bloggers anónimos!.. Que estranha sociedade esta, tão frágil, tão vulnerável às mãos de anónimos, como se que qualquer zé ninguém tivesse todo o poder sobre ela. E tem, mas só quando algo está mal na sociedade. Graças a Deus, graças ao anonimato, até o peixe miúdo pode ameaçar o poder podre. Aconteceu comigo uma vez. O presidente da minha companhia obrigou uma senhora da contabilidade a ter reforma antecipada para pôr um familiar dele a trabalhar no seu lugar. Enquanto a primeira senhora era eficiente, a que a substituiu era burra. Toda a gente na companhia sabia disto e escandalizava-se mas não fazia nada. Eu fiz. Escrevi uma carta anónima ao Presidente a ameaçar denunciar o caso aos jornais mas não assinei. Só depois fiquei descansada. Nunca disse nada a ninguém até agora. Mas qual era a alternativa que eu e os outros tinhamos? Ficar calados e comer? Ao menos assim, tenho a certeza que o Presidente apanhou um susto e que iria pensar duas vezes antes de fazer qualquer coisa semelhante. Na vida é assim. Quem tem responsabilidade para emendar o mal, deve fazê-lo. Seja de que maneira for, mesmo que envolva práticas menos ortodoxas. De toda a maneira, quem não deve não teme…nem o anonimato.

inInacessível

Eduardo Prado Coelho e os blogues
Eduardo Prado Coelho não lê blogues. Eduardo Prado Coelho odeia blogues. Mas eu sei que ele sabe porquê. Eduardo Prado Coelho odeia blogues porque sabe que nunca teria sucesso na blogosfera. Mais ou menos como a fábula do lobo que, não chegando às uvas, suspira “são verdes”.
Os blogues obedecem a um complicado processo de selecção natural. Só os melhores se impõem, só os mais persistentes sobrevivem. Ok, não só. Há um bocado de amiguismo nisto (o que pode facilitar ou dificultar a vida a um gajo) mas fundamentalmente, para um blogue ter sucesso, tem que ser interessante e bem escrito. Coisa que Eduardo Prado Coelho, arrogante e cheio de ódio, na sua prosa mais ou menos aparvalhada, não sabe fazer. Mas o que Eduardo Prado Coelho sabe é que não sobreviveria mais de quatro meses num mundo selvagem como este. Eduardo Prado Coelho prefere o conforto e a segurança de uma coluna de jornal, onde, apesar de tudo, sabe que ainda é lido por alguém. Ironicamente, por muitos dos que escrevem blogues.
[Miguel Vaz]

inRepública dos Desalinhados

Anónimos
“Está aí à porta uma pequena polémica sobre o anonimato dos blogs.(…)
Vejamos: blogs anónimos, não gosto. Mas não me fazem diferença e leio poucos deles. Há blogs anónimos que são muito bons; um dos melhores é sobre gastronomia e é escrito por diplomatas. Por pudor, não assinam, e eu compreendo. Mas quando queremos acusar, tripudiar, abalroar, criticar, assine-se por baixo. Escreva-se o nome com coragem e um nadinha de vergonha. Um blog anónimo perde uma grande parte da autoridade.
Outra coisa, inteiramente diferente, é um blog ser assinado por gente que não conhecemos.(…)Chamar anónimo a um nome é um erro de gramática. E um defeito de carácter. ”
Francisco José Viegas

inMiss Pearls

OS NOSSOS
“Creio que [Deus] tem um grande sentido de humor. Às vezes dá-nos um abanão e diz-nos “não te leves tão a sério”. Na verdade, o humor é uma componente da alegria da criação. Em muitas questões da nossa vida, nota-se que Deus também nos quer impelir a ser mais leves, a perceber a alegria, a descer do nosso pedestal e a não esquecer o gosto pelo divertido.”
Joseph Ratzinger, Deus e o Mundo – a fé cristã explicada por Bento XVI, uma entrevista com Peter Seewald, Tenacitas, Outubro de 2006

inPortugal dos Pequeninos

(*) Paráfrase do título de uma “secção” habitual do blog Abrupto (Early Morning Blogs)

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