Não

– Bom dia. O meu nome é Paulo Querido e sou testemunha num processo neste Juízo Cível, mandaram-me comparecer esta manhã.
Embora fosse a minha primeira vez naquele tribunal, o funcionário reconheceu o meu nome. Mas não pelo meu (pequenino) lado público, de jornalista.
– Ah, sim, um momento. Ó fulano, o processo dos blogues é hoje?

O processo dos blogues ensina-nos duas lições. Saiba quais lendo o resto deste texto no Expresso online.

Paulo Querido, no blog “Mas certamente que sim”, 15.06.07

Desconhecia este texto. Desconhecia. Não sabia disto. Não sabia. Não pode ser. Não.

NÃO!


Este post foi alterado em 01.07.07 (às 0:45 h), substituindo-se a transcrição integral do texto no original, publicado na página respectiva do jornal Expresso online, pelo “post” do mesmo autor no seu blog, “post” esse que é parcial e remete para aquela mesma página.

Esta alteração foi efectuada a pedido do referido blogger, via e-mail, tendo este invocado a legislação atinente aos direitos de autor, e estando, realmente, todos os conteúdos do jornal Expresso protegidos por essa legislação, sendo proibida a reprodução de qualquer conteúdo daquele semanário sem autorização expressa.

No entanto, esse pedido referia-se – provavelmente terei entendido mal – à “retirada imediata do post” (referindo o link deste post), e não apenas do artigo transcrito. Isso, evidentemente, não foi nem será feito. A citação integral, protegida por direitos de autor nas páginas do jornal online, foi substituída por uma citação parcial (integralmente transcrita) de post no blog do mesmo autor, o qual, como o próprio refere no seu e-mail, não goza daquele tipo de protecção legal.

O Apdeites congratula-se pelo facto de assim ter – mais uma vez – chamado a atenção para esta problemática, nomeadamente envolvendo alguém que sempre demonstrou total indiferença, quando não menosprezo, por este tipo de questões. Citando o próprio, no e-mail mencionado, “sendo você um acérrimo defensor da legislação que protege os autores, compreenderá que, ao contrário do meu blogue, onde publico sob um licenciamento que prevê este tipo de cópias sem autorização, no Expresso não me dou a esse luxo”. Pois, exactamente, aqui está: dura lex, sed lex. Cumpra-se.

Esperemos que outro tanto seja exigido a todos os outros blogs que citam e/ou transcrevem artigos do Expresso online, em geral e, nomeadamente, o texto agora em apreço. Caso contrário, caro Paulo Querido, ter-se-á tratado de um simples acesso seu, de qualquer repentino apego à legalidade, neste particular, uma coisa espúria e pontual, dirigida e individual. Porque, enfim, será muito difícil acreditar que você seja homem para brincadeiras, para coisas de garotos.

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