Qual é a coisa, qual é ela?

Destes seis “videoclips” – que retratam situações de violência na escola -, um é “fabricado”, ou seja, foi montado e encenado; os outros cinco retratam situações reais.

São tudo documentos altamente instrutivos, por assim dizer.

Uma “encarregada de educação” mais despachada atesta valente murraça numa qualquer professora americana. Esta embatuca e fica pensando, lá com os seu botões, quanto lhe irá custar a conta do dentista.

Algures em Bucareste, para compensar as bandalheiras que se vão passando nos “States”, é o prof quem exercita o seu “jab” (aliás, mais do que um); acerta em cheio nas queixadas do aluno. Tóim. Digo, toma e vai buscar.

Já na Coreia (do Sul, presume-se), a coisa parece que é mais cultural. Com uma besta quadrada no papel de professor, a cena é realmente chocante: uma aluna leva murros na cara e na cabeça, com toda a força, a valer e, pelos vistos, não tuge nem muge. Deve ser alguma coisa da tradição local que, sinceramente, desconhecemos.

Ainda nessas terras coreanas, curiosamente numa aulinha dada em Inglês, a páginas tantas desata a tocar um telemóvel; o docente, a modos que mais coriáceo, apossa-se do dito artefacto e espeta com ele no chão (tunga), desfazendo-o em pedaços. Giro, muito giro.

Em notícia de TV americana, temos o depoimento de um outro docente que, não vamos jurar mas apenas suspeitar, se deve ter envolvido em alguma cena de pancadaria com uma das suas alunas. O assunto deve estar por esta altura no Supremo Tribunal lá do sítio, no mínimo. Aquilo foi qualquer coisa por causa de uma fotografia que a moça tinha, do namorado ou isso. Assunto sério, portanto.

Ainda sobra tempo para ver um professor positivamente possesso, sabe-se lá bem porquê, que ordena a um dos alunos que se ponha em pé; como os tempos já não vão para ordens, o discente não apenas se põe em pé como sai porta fora. Neste caso, o “sabe-se lá bem porquê” tem a ver com o Hino Nacional americano, algo a que aqueles alunos (americanos) em geral e o que saiu em particular acham que é fino não ligar pevas.

Enfim, tudo coisas altamente edificantes, como se vê e comprova. O fenómeno é mundial e, disso não nos podemos de forma alguma envergonhar, Portugal está à cabeça das nações mais ou menos evoluídas, não apenas no que diz respeito às novas tecnologias como à bordoada que as mesmas podem ocasionar. Lá nisso, na área da porrada em estabelecimentos de Ensino e quanto às NTI, nós cá não recebemos lições de ninguém. Somos, por conseguinte, um país do primeiro mundo, ou lá o que é. Yupi, portanto. Já não falta cumprir-se Portugal, como dizia o outro pessimista do catano.

Por fim, que o palavreado já vai longo, fica aqui uma singela adivinha, para que os nossos amigos e leitores possam dar algum uso às meninges:

qual destes seis é o vídeo “fabricado”?

Toca a puxar pela sageza, bom povo. Não vale ir à YouTube espreitar, ok?

Bem.

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