A melhor defesa é o ataque(*)

1. Proteger conteúdos em geral
A partir do momento em que algo é publicado na Internet, o detentor do espaço ou da conta de utilizador do alojamento (ou o respectivo responsável) adquire automaticamente todos os direitos sobre a matéria publicada.

Isto significa não ser necessário – e, muito menos, exigido ou exigível – declarar expressamente quaisquer reservas ou condições de utilização, cópia ou reprodução dos nossos conteúdos.

No entanto, porque há ainda muito perfeito imbecil por aí, à solta, alguns com fraquíssimas capacidades de entendimento ou reduzidíssimas faculdades visuais, e também porque não custa nada, será talvez conveniente escarrapachar uma declaração de “copyright” (©) algures, em todas as páginas de um site ou blog.

A acrescentar a isso, e até para reduzir ou, de alguma forma, balizar as mesmas condições e reservas, poderá colocar uma “etiqueta” de licença da Creative Commons. Não precisa de pagar nada nem, sequer, de se inscrever no serviço. Basta entrar na página e criar uma licença, escolhendo de entre os modelos e modalidades disponíveis. Depois de parametrizar as diversas opções, copie e cole (aqui, sim, é permitido e tem mesmo de ser) a “etiqueta” nas suas páginas.

Pode ainda, para os copistas ceguinhos de todo, e no caso de já não ter pachorra para paninhos quentes, espetar com uma frase vagamente (ou claramente) intimidativa, no template do seu blog ou no código das suas páginas. Ponha lá isso onde der mais jeito, em maiúsculas, a vermelho, a piscar ou como quiser, mas não se esqueça da regra de ouro: os piratas, os canibais e, em geral, os chulos de serviço, adoram gozar com esse tipo de letreiros; aqueles tipos gramam à brava, vá-se lá saber porquê, atacar precisamente aqueles que mais avisos e letreiros colocam. Fica o aviso… sobre os avisos.

2. Proteger imagens, áudio e vídeo
Existem diversas formas para tipos de protecção também diferentes.
a) O hardlinking é uma espécie de pirataria (de largura de banda, isto é, de consumo de tráfego no host). Pode, por exemplo, limitar o acesso via htaccess (um ficheiro de texto no directório) ou através do CPanel do seu domínio (opção “hardlink protection”, se for este o modelo).

b) Se não quer ver as suas fotos reproduzidas aqui e ali, com ou sem referência à “fonte”, pode começar pelo watermark embedding: edite o ficheiro de imagem com um programa profissional (Photoshop, Paintshop Pro, etc.) e procure opções semelhantes a “insert” “watermark”, ou manuseie isso nas propriedades do ficheiro, se o programa permitir; parametrize a sua “marca de água” (elementos de identificação, endereço de proveniência, maior ou menor transparência, código ou referências a inserir).

c) Em alternativa (ou em conjunto), “corte” a imagem em pedaços: a maioria dos bons programas de edição gráfica permite image slicing. O que sucede, com esta técnica, é que a imagem aparece inteira, mas por sectores; logo, quem quiser copiá-la terá de andar “à pesca” dos endereços de todos os pedaços, depois juntá-los com o código exacto e na sequência correcta. Alguns programas tornam mesmo impossível esta reconstituição a posteriori.

d) Para proteger áudio – se forem gravações próprias – acrescente, no princípio ou no fim, com a sua própria voz, o endereço onde o ficheiro está ou vai ser alojado.
Quanto ao vídeo – se for seu – é fazer o mesmo e/ou acrescentar texto com as referências, um logótipo ou elementos do género.

3. Proteger texto
Existem imensos programas e inúmeras técnicas para o efeito, mas ou são caros ou são ineficazes, ou ambas as coisas. De resto, como sabemos, nenhum sistema antipirataria é 100% eficaz. Pode também em texto inserir “marcas de água” ou codificar (empastelar) o código (este denunciará a cópia) ou ainda utilizar um misto de ambas as técnicas.

No entanto, existe um processo absolutamente grátis (e semi-artesanal, mas que se pode automatizar) que pode resolver o problema. Não sei, sinceramente, se – no ano de 2001 – já alguém usava isto, mas enfim, aí vai: transforme os seus textos em imagem! Tão simples quanto isso. Assim, será (praticamente) impossível alguém fazer cópias parciais dos seus escritos ou, pior ainda, modificá-los. Depois, pode rastrear as cópias através das estatísticas, se houver hardlinks às suas imagens de texto, e pode identificar a cópia de imediato, porque a imagem… é igual. Se adicionar watermarks a estes ficheiros de “fototexto”, a possibilidade de cópia não detectada passa a ser rigorosamente igual a zero. Além disso, ninguém irá fingir que é o autor de um texto que é… uma imagem.

Se o texto “fotografado” tiver links, pode mantê-los através de image map ou fazendo referências textuais de índice e colocar os links em rodapé, por baixo da imagem do seu texto.

Outra forma, ainda não muito testada, é uma espécie de watermark… textual. Ou seja: nos seus textos, por exemplo logo a seguir a um “ponto final, parágrafo” (ou em vários locais), escreva um conjunto qualquer de caracteres ou uma palavra que não exista (só para exemplificar, seja o neologismo “katalepsiquicamente“); certifique-se de que essa “palavra” não devolve quaisquer resultados em motores de busca. Depois, formate a palavra com o tamanho e o tipo mais pequenos possível, e com a cor do fundo da área de texto da sua página. Pode prescindir de tamanho e tipo, mas é importante que a palavra fique invisível, já que se confunde com a cor do fundo. Pode inclusivamente formatar uma área do post, via css, para que tudo ali fique automaticamente formatado em transparência.

4. Detectar copianços
Aqui no Apdeites, já por diversas vezes foram referidos programas de detecção de plágio – nomeadamente, a nível de texto – e mencionadas as respectivas virtudes e os não poucos defeitos de cada um deles. Por exemplo, o CopyScape é carote e tem muitas falhas.

As redes de conhecimentos são muito úteis, neste particular; hoje em dia, a maior parte dos casos detectados (ao menos, os mais flagrantes) de copianço industrial resultam de avisos particulares: alguém que conhece o estilo de outrem ou que, simplesmente, acabou de ler certa coisa e depara, logo a seguir, com a mesmérrima coisa em outro sítio qualquer; vai daí, simpática e solidariamente, avisa o autor do original. É assim que às vezes se vão apanhando os mentirosos, mas não é lá muito conveniente fiarmo-nos, por diversos motivos, nomeadamente deontológicos, em redes de detectores particulares ou de amigos que podem até nem o ser, de facto.

Uma maneira completamente independente, automática e fiável de saber quem e quando copiou o quê é, simplesmente, utilizar o Google Alerts. Esta técnica, surgida por mero acaso, está detalhadamente explicada num post anterior. Tudo depende da forma como seleccionamos os critérios de pesquisa, para que exista uma detecção fidedigna. Com a inserção da watermark artesanal em texto, acima referida, basta isso como critério.

5. Denunciar
Há quem, por alguma idiossincrasia complicada, baralhe os significados exactos de “denunciar” e de “bufar” (salvo seja), confundindo delação com acusação. No que diz respeito ao plágio, pelo menos, uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra. De resto, será talvez legítimo presumir que as mesmas pessoas que misturam os conceitos estão também, de alguma forma e por isso mesmo, porque a confusão é deliberada, comprometidas.

Uma coisa será, utilizando uma expressão popular, “lavar a roupa suja em público”, outra bem diferente é cada qual fazer valer os seus direitos e mesmo os seus pontos de vista, quando se considera prejudicado seja por quem for. Se existe de facto “roupa suja”, essas miudezas serão todas da responsabilidade de quem as sujou; a alternativa seria então o quê, lavar a gente a porcaria dos outros? Resolver as coisas “em privado”? Mas como, se aquilo que os porcalhões fazem é feito em público? E para quê, se essa gente é totalmente impenetrável a qualquer ideia de higiene, nomeadamente a mental?

Uma das armas mais eficazes – se não a mais eficaz de todas – no combate à pobreza de espírito em geral e à mediocridade vigente em particular é a publicitação (chame-se-lhe denúncia ou outra coisa qualquer) das patifarias que fazem patifes. O seu alardear, sonoro, porque não estridente, é a única forma de parar os parasitas. A “punição social” resulta, em Portugal, o mais das vezes de forma perversa. No que diz respeito especificamente ao negócio da pirataria, do tráfico, de receptação e de contrafacção de material intelectual, aquilo que existe, em Portugal, não é nada que se pareça com “punição”; pelo contrário, o que existe é promoção, mesmo exaltação, elogio, panegírico dos roubos e daqueles que roubam, alcandorados à categoria de verdadeiros heróis, levados em ombros pela turba entusiasmada.

A exposição pública dos casos de plágio, como os de contrafacção de marcas, de adulteração de produtos ou de reprodução ilegal, é não apenas um direito como um dever. Não existe qualquer diferença, substancial, moral ou legal, entre o mixordeiro que fabrica vinho “a martelo” e o tipo que publica exclusivamente aquilo que rouba; tanto qualquer plagiador profissional como qualquer vendedor de automóveis roubados vive à custa do seu “negócio”: este, à sombra da bananeira, enquanto pode, o outro à sombra da mais completa impunidade.

Para que servem, em última análise, os inúmeros programas e as diversas técnicas de rastreamento e detecção de cópia ilegal? Para que os autores legítimos fiquem cientes de que foram roubados? Ah, pois, está bem, olha, este copiou-me o artigo tal, que giro. Será que os programadores que fizeram o CopyScape são uma cambada de ociosos, uns idiotas chapados sem mais nada em que se entreter?

CopyScape, Google Alerts, watermarks, Creative Commons, exposição pública. Tudo isso e muito mais, o que for preciso, até que por fim funcione a tal “punição social” ou que, ao menos, exista alguma espécie de sanção moral para os plagiadores.

Claro que, não sendo nós masoquistas nem tendo especial apetência pela caça ou pela perseguição ao parasita, as “acções armadas” – de rastreamento e denúncia – não deverão ter muita importância nem ocupar uma parte significativa do nosso tempo. Funcionam, como deveriam funcionar sempre as mais diversas armas de defesa pessoal, ainda que virtuais, para dissuadir criminosos de praticar o crime. Se esses mesmos criminosos tiverem conhecimento de que estas armas existem, e que alguém está disposto a usá-las, muito provavelmente irão pensar duas vezes, antes de se dedicarem de novo à sua querida pilhagem.

Há, por conseguinte, que denunciar, sim, e publicamente, sim. Há que estabelecer mecanismos de defesa. Há que fazer passar a mensagem, até que o mais estúpido dos estúpidos plagiadores meta na sua cabecinha dura o seguinte recado: pare de roubar, sua besta!

(*) De quem será esta frase? General Custer? Bobby Fischer? Eusébio da Silva Ferreira? Cicciolina?

Tarde piaste

Na Internet, (quase) todos nós somos autores. A partir do momento em que publicamos seja o que for, a coisa publicada passa a ser pública, mas cada um de nós é o único e legítimo proprietário dessa coisa… a não ser que expressamente prescinda da respectiva propriedade. É este o conceito básico de propriedade intelectual.

Aquilo que pode ser publicado por qualquer de nós constitui matéria de conhecimento, reflexão, utilização ou fruição que não existiria, como é evidente, se não tivesse havido a iniciativa individual e o trabalho pessoal para a sua concepção, idealização, esquematização e consequente materialização, no suporte e com a metodologia que igualmente dependem do critério do autor. Nisto consiste, em resumo, o conceito de domínio público.

Por outro lado, na mesma Internet, (quase) todos nós somos consumidores: lendo, vendo, ouvindo ou, seja de que forma for, utilizando aquilo que está publicado, recebemos o conhecimento, usufruímos daquilo de que gostamos, utilizamos o que nos é útil ou desenvolvemos novas ideias e perspectivas sobre determinado tema. Assim se delimitam as fronteiras do conceito de partilha.

Claro que, tal como ninguém é obrigado a reclamar para si mesmo qualquer espécie de direito sobre o que produz, enquanto autor, também a todos assiste a prerrogativa de não ler, ouvir ou ver seja o que for; o leitor, ouvinte, espectador ou utilizador não o é por imposição, mas por opção própria, deliberada e motivada. É este o conceito de liberdade individual.

Definidos os conceitos subjacentes à World Wide Web, quanto a conteúdos, finalidades, liberdades e responsabilidades, tornar-se-á porventura mais simples e transparente isolar aquilo que é ilegítimo ou inadmissível, nas relações entre os cidadãos desta aldeia global e virtual, na forma como interagem com os outros e com o próprio meio. Isto é, como se pode definir os conceitos de plágio ou, de forma mais abrangente, de atropelo de direitos autorais.

Em poucas palavras: apropriação do trabalho alheio em proveito próprio. Desde reproduzir integralmente um conteúdo sem citar a origem, até à reprodução fortuita ou acidental de matéria já antes copiada, em sete graus de variedade e gravidade se pode escalonar esta verdadeira praga dos novos tempos cibernéticos. Da mesma forma que existem gradações para qualquer (outro) crime, do roubo ao assassinato, passando pela fraude, também na área dos direitos de autor se pode cometer uma ou mais infracções ou prevaricações, e com o mesmo tipo de agravantes e de atenuantes. A questão principal reside na própria tipificação deste crime enquanto tal.

Por regra, e quase por definição, o plágio – em sentido abrangente – não apenas não é crime como desperta até paixões “libertárias”, num meio de beneplácito ou mesmo indiferença geral. Há até quem se entretenha a brincar com o assunto, ironizando ou literalmente gozando com os poucos “maluquinhos” que tentam, de alguma forma, defender o seu trabalho, a sua personalidade, a sua identidade. A sua… e a dos outros, igualmente por definição.

Para um escritor, aquilo que publica é o seu ganha-pão; nada mais, nada menos. E quem diz escritor, diz pintor de Arte, argumentista, encenador, escultor ou inventor, todos aqueles que, em suma, produzem matérias não tangíveis, factos não materializados, simples ideias, os que de alguma forma refazem a realidade ou a própria matéria. Seja quem for que viva daquilo que produz, à semelhança de qualquer operário, padeiro, pescador, lavrador, gestor ou escriturário, tem o direito integral e inalienável a ser recompensado pelo que faz. Que outrem se aproprie de bens alheios, materiais ou imateriais, é tanto mais inadmissível quanto mais desses bens depender a sobrevivência de quem os produziu. À espécie ou por serviços prestados, o princípio é o mesmo e universal.

A apropriação abusiva do trabalho e do produto do trabalho alheios, a prepotência, o abuso, o atropelo de direitos individuais, tudo isso existe, em todo o lado e em todos os sectores: em qualquer fábrica, quando o operário não recebe aquilo que lhe é devido no tempo justo e necessário; num escritório, quando se despede um funcionário competente e cumpridor para colocar no seu lugar um compadre qualquer; nos campos férteis, que são arrasados e de onde famílias inteiras despejadas, sempre que os poderosos precisam de comprar mais um Ferrari; nas falências fraudulentas, em que nenhum trabalhador tem direito a qualquer espécie de indemnização por ficar com a sua vida – e a dos seus – abruptamente comprometida. A injustiça faz parte do código genético humano, sempre existiu e muito provavelmente será eterna, mas isso não significa obrigatoriamente que seja uma inevitabilidade ou que ninguém tente, ao menos, minorar as suas consequências, contribuir para resolver problemas, identificar deficiências e indicar possíveis soluções ou, numa palavra, lutar. É a isto que geralmente se chama “política”, coisa com a qual parece que ninguém tem nada a ver, pelo menos enquanto essa mesma “política” não lhe bate à porta ou enquanto não lhe cai literalmente em cima da cabeça.

Talvez seja por causa deste fenómeno, ou seja, as coisas só interessarem quando nos dizem directamente respeito, que se vai assistindo, recentemente, a uma explosão de queixas e denúncias. Parece que, de repente, muitas pessoas se aperceberam de que estão a ser roubadas, espoliadas, vilipendiadas, diminuídas, insultadas. Aqui, nesta nossa aldeia virtual, como já vai havendo alguma população a mais, isto é, excessiva em relação aos recursos disponíveis, o número, a gravidade e a incidência de assaltos subiu exponencialmente e ameaça deixar de ser uma simples praga e passar à categoria de pandemia.

Mesmo alguns daqueles que ainda há pouco tempo defendiam, com unhas e dentes, os putativos méritos da anarquia, a abençoada suavidade da bandalheira total, pois bem, sucede que agora a coisa também lhes toca a eles, e por conseguinte arrepelam-se irritam-se solenemente, vão ao ponto de ameaçar os antigos compagnons de route com processos e tribunais, quando não com paus e com pedras, em sentido literal.

Pois bem, ainda não é tarde. Há que fazer alguma coisa, como vêem, como estão agora a sentir na vossa própria pele. É pena que só agora se tenham dado conta daquilo que já se sabia perfeitamente, mas pronto, sem rancores, o que lá vai, lá vai: sejam bem vindos ao lado de cá.

Assunto solocionado (c/ 4 ós)

Depois de imenso paleio sobre o assunto, com tiradas inteligentíssimas de ambos os lados, uma coisa havia que faltava esclarecer: mas afinal, o que diz a ficha técnica do DQEUEDM? O autor da música, diz que é quem? E o autor da coreografia, quem é que lá diz que é?

Fartei-me de procurar e, finalmente, encontrei um vídeo “tubístico” onde aparece o final de um programa, ficha técnica incluída. Depois, foi só recortar aquilo que interessa, numa de tirar dúvidas.

E, afinal, quem diz que é plágio não anda, pelos vistos, muito longe da verdade; pelo contrário, quem diz que é tal coisa deve ter alguma razão quando diz que é uma espécie de coisa esquisita. Uma história muito mal contada e, principalmente, com desculpas esfarrapadíssimas e argumentos um bocadinho parvos, se não quisermos ser desagradáveis.

O resultado, a ficha técnica integral do programa Diz Que É Uma Espécie De Magazine, é o que segue. Aquilo diz que é quem, o autor da música do genérico? E diz que é quem, o tipo que engendrou a coreografia da dita do dito?

https://www.youtube.com/watch?v=g7yaMr2kz0c

Esta versão YouTube está muda. Para ver (e ouvir) uma outra versão, mais completa, procure no nosso VodPod (na coluna à direita).
Apesar da péssima qualidade do “clip” inicial (não confundir com original), pode-se perfeitamente entender os nomes, entre outros, dos autores da “música do genérico”, da “edição e grafismo” e da “concepção cenográfica”.

E pur si muove

1. Caguei e Andei – Apontamento de uma Filha-de-Putice para que Conste – Daniel Abrunheiro, 27.05.07
Respingo: “Estava muito ocupado a passar pelo que não é (nem nunca foi, nem nunca será): autor único. Ou único autor. Bardamerda. Até me faz sorrir de cristalina comiseração e de pura cristandade: gosto de ajudar os pobres de espírito. O Governo não faz nem mais nem menos que este(s) gajo(s): rouba e moraliza.
Enfim, tenho Chopin e tenho Huysmans. Com um ando, com o outro cago para o “autor” daquilo que é meu
.”

2. Direitos de autor agitam teatro ACERT de Tondela – Diário de Notícias, 31.05.07
Respingo: “Abrunheiro não esconde a revolta já que, segundo afirma, “quem ler a ficha técnica fica com a impressão de que o José Rui foi o autor das canções, quando tal não é verdade”.

3. Esclarecimento de José Rui Martins – “Andar nas Nuvens” – o apontamento que desejo que conste sobre a calúnia provocatória de Daniel Abrunheiro – ACERT, 02.06.07
Respingo: “e) Após o acto de terrorismo intelectual de Daniel Abrunheiro, propus a esta equipa fantástica, autêntica obreira do projecto, um desafio louco e aparentemente irrealizável, mas que veio a concretizar-se: voltar à estaca zero reescrevendo, reinterpretando e recriando tudo em 48 horas, de forma a gorar as expectativas destruidoras de alguém que, embora toldado pelo seu egocentrismo e megalomania, mais não era do que um dos múltiplos elementos que compunham o espectáculo.

4. “Nunca ninguém me acusou assim” (José Rui Martins) – Diário de Notícias, 09.06.07
Respingo: “Escreveu apenas alguns dos poemas das canções do espectáculo. Mesmo alguns dos poemas, mencionados no blogue dele como sendo seus, não o são. São meus.”

“Ficha artística” anterior: (cache Google)
Texto e Encenação: José Rui Martins
Adaptação livre a partir de um conto de Mario Lamo Jimenéz
Cumplicidade artística: Teatro e Marionetas de Mandrágora
Interpretação: José Rosa, Raquel Costa, Ruy Malheiro e Sandra Santos
Storyboard: José Rui Martins, Zétavares e Zito Marques
Animação e 3D: Zétavares e Zito Marques
Poemas: Daniel Abrunheiro, Fernando Pessoa e José Rui Martins
Música: Fran Perez
Direcção de Construção: Marta Silva
Desenho de Luz: Luis Viegas e Paulo Neto
Figurinos: José Rosa
Montagem e Técnico de som: Cajó Viegas
Construção de marionetas e Apoio à manipulação: Teatro e Marionetas de Mandrágora: Clara Ribeiro, enVide neFelibata, Filipa Alexandre e José Machado
Apoio à construção de marionetas: Ana Duarte, Ilda Teixeira, José Rosa, Marisa Ezequiel, Sílvio Neves, Raquel Costa, Ruy Malheiro e Sandra Santos
Fotografia: Carlos Fernandes
Carpintaria: Sílvio Neves
Serralharia: Rui Ribeiro
Mecanismos: Manuel Matos Silva
Voz-off: José Rui Martins, Miguel Torres e Pompeu José
Produção: Marta Costa e Paula Coelho

“Ficha artística” actual:
Texto e Encenação: José Rui Martins
Adaptação livre a partir de um conto de Mario Lamo Jimenéz “Un Viaje Fantástico al País de las Nubes”
Cumplicidade artística: Teatro e Marionetas de Mandrágora
Interpretação: José Rosa, Raquel Costa, Ruy Malheiro e Sandra Santos
Poemas: Fernando Pessoa e José Rui Martins
Música: Fran Pérez
Músicos (vozes e instrumentistas): Alexandra Ávila, Carlos Peninha, Fran Perez, João Almeida, José Medeiros, José Rui Martins, Lydia Pinho, Mariana Abrunheiro, Miguel Cardoso, Paulo Nuno, Quiné
Voz off: Catarina Estrela, Ilda Teixeira, José Medeiros, José Rui Martins, Lydia Pinho, Miguel Torres e Pompeu José
Storyboard: José Rui Martins, Zétavares e Zito Marques
Animação e 3D: Zétavares e Zito Marques
Direcção de Construção: Marta Fernandes da Silva
Construção de marionetas e apoio à manipulação: Teatro e Marionetas de Mandrágora: Clara Ribeiro, enVide neFelibata, Filipa Alexandre e José Carlos Machado
Mecanismos: Manuel Matos Silva
Apoio à construção de marionetas: Ana Duarte, Carlos Fernandes, Ilda Teixeira, Luis Viegas, Marta Fernandes da Silva, Marisa Ezequiel, Pedro Waciel, Pompeu José, Sílvio Neves, Raquel Costa, Ruy Malheiro e Sandra Santos
Colaboração: Adriana Ventura e Lisete Lemos
Desenho de Luz: Luis Viegas e Paulo Neto
Misturas e masterização: Quico Serrano
Técnico de som: Cajó Viegas
Figurinos: José Rosa
Diário de Bordo: Carlos Fernandes
Fotografia: Carlos Fernandes e Carlos Teles
Carpintaria: Sílvio Neves
Serralharia: Rui Ribeiro (coordenação), Fernando Brás e João Carlos
Produção: Marta Costa e Paula Coelho
Secretariado: Irene Pais, Paula Alexandra, Rosa Marques e Rui Vale

Fair play (em Português, férplei)

A Fair(y) Use Tail

Esta animação é integralmente constituída por colagens de diversos filmes da empresa americana Walt Disney Pictures. “Limita-se” a reconstituir falas dispersas, pondo-as numa sequência minimamente inteligível para veicular um discurso aparentemente coerente – o perfeito disparate que será o “copyright”, essa coisa horrorosa inventada por sinistros capitalistas que se dedicam exclusivamente a explorar aqueles que se estão nas tintas para os direitos de autor, a manada amorfa sem uma coisa nem outra. Em resumo, trata-se – portantos – da eterna “luta” dos “oprimidos” contra os “opressores” ou, dito de uma forma ainda mais simplezinha, da ancestral, remota, vagamente esquizofrénica guerra entre o chamado Bem e o chamado Mal. Claro que o simples bom-senso não é para aqui chamado, tudo se resume ao sporting-benfiquismo do costume, o habitual e muito confortável mundo onde apenas existem duas coisas, a saber, “nós” (eles) e os “outros” (nós).

Só uma coisa não faz lá muito sentido, nesta trama complicada: o filme está muitíssimo bem feito.

E existe algo mais que também não bate certo: todos os materiais utilizados são referidos como “fonte”, com título, realizador, data e produtora. A ficha técnica inclui ainda os nomes do autor da ideia, dos editores, do gajo que esgalhou as cenas e dos tipos todos que deram uma ajuda no esgalhanço. Isto, está bem de ver, para que se saiba perfeitamente quem não deve ser sequer mencionado.

Ladrão que rouba a ladrão? Não. Espertalhão que rouba a parvalhão.

Burros? Não! Pérolas, pequenas alterações, a culpa é do maestro, o que se quiser….

PedroF, título de post no blog ContraFactos & Argumentos, 24.05.07

Cópia? Plágio? O que os Gatos fizeram, e assumidamente, foi pegar numa pérola kitsch que, na televisão francesa foi feita à séria e transformá-la numa paródia. É particularmente chocante que alguém que se diz fã do grupo utilize palavras como “cópia” ou “plágio”, cilindrando por exemplo o delirante trabalho que eles fizeram ao nível da letra, encaixando naquela estética e naquela melodia o poema mais improvável da História. Que haja “fãs” do grupo a confundir paródia com plágio ou cópia, mostra como, fundamentalmente, este país continua a não saber lidar com o conceito de gostar de alguma coisa e de dar valor a quem tem sucesso. A ver por isto, muita sorte teve o Herman nos tempos do Serafim Saudade de não existir um blog que viesse a público acusá-lo de estar a plagiar o Marco Paulo.

Nuno Markl, blog Há Vida em Markl, extracto de post de 23.05.07

“Plagiar” não é forçosamente o mesmo que “parodiar”. De forma alguma. Não tem nada a ver, na maior parte das vezes. Pode-se plagiar sem parodiar, como se pode parodiar plagiando, mas também é possível – simplesmente – parodiar com originalidade(*).

A discussão sobre qualquer tema perde invariavelmente quando não estão bem definidos os limites, inclusivamente os semânticos, da terminologia utilizada na argumentação; para veicular os diferentes pontos de vista, há um princípio basilar de coerência terminológica a respeitar, princípio sem o qual a opinião individual perde consequentemente todo o valor, toda a eficácia comunicativa e, em última análise, toda a credibilidade; utilizando as mesmas palavras significantes, mas atribuindo-lhes cada qual significados diferentes, quando não opostos, qualquer polémica se transforma fatalmente em conversa de surdos ou, como se diz correntemente, em tremenda peixeirada. Ou seja, nem sempre é a conversar que a gente entende, muito pelo contrário, grandes desentendimentos podem surgir em qualquer conversa, como sabemos, bastando para tal que uma das partes, ou ambas, ou todas, interpretem de forma diferente os mesmos conceitos, aqueles que precisamente serviriam para esclarecer a matéria em questão.

Neste particular, interessando a direitos de autor e envolvendo o plágio, puro e duro, ou qualquer outra forma de apropriação do trabalho alheio em proveito próprio, não há outra maneira de chegar a alguma conclusão se não através de uma escolha muito simples: ou se definem com o máximo de rigor os significados dos termos basilares, ou então aquilo que teremos – e que se está a ver – não passa de discussão estéril, de motim verbal, de insuportável gritaria no meio da qual ninguém se entende, ninguém se ouve nem deixa ouvir os outros. Ora como é evidente, enquanto toda a gente grita e ninguém se entende, a questão fundamental permanece, aparentemente irresolúvel e, pior do que isso, fomentada pelo crescendo da gritaria e incrementada pela anarquia que resulta do extremar de posições.

Quando os defensores da benevolência em relação à cópia “livre”, ou quando os próprios plagiadores, mais ou menos assumidos, proferem, nas discussões sobre plágio, palavras tão desagradáveis como “estupidez”, “inveja” ou “mesquinhez”, não fazem mais do que provocar a parte contrária, a dos autores que se sentem prejudicados ou a daqueles que, não sendo propriamente autores, não apreciam particularmente o roubo institucionalizado, a permissividade acéfala, em suma, a bandalheira geral.

Ora, está bem de ver que – como sempre acontece com os insultos – esse tipo de perdigotagem mental fica do lado de quem a cuspilha. Uma coisa, evidentemente, e para que fique claro, é chamar “ladrão” ou “pulha” a um ladrão ou a um pulha, outra bem diferente é vir um desses ladrões, uns quantos de tais pulhas, chamar nomes feios a nós outros, em pessoa ou, pior ainda, a nossas honradas mãezinhas.

E ficamos, portanto, neste impasse, que é também um ciclo vicioso: enquanto se trocam insultos, aumenta a crispação e, quanto mais esta se torna intolerável, mais insultos se trocam. Ora, é precisamente isto que interessa aos indefectíveis do “copyleft” em geral e da bandalheira em particular: quanto maior o barulho, maior a impunidade. Tão simples quanto isso. Ao contrário daquilo que tentam fazer passar, como imagem de marca, essa gente não está absolutamente nada interessada em saber o que quer dizer o substantivo “plágio”, ao certo, ou o que significa a expressão “copiar e colar”, exactamente.

Evidentemente, aos profissionais da reciclagem intelectual não interessa absolutamente nada que exista alguma espécie de consenso, e muito menos quanto a estabelecimento de conceitos ou a fixação de definições: se não se souber com rigor definir o que é “plágio”, então o plágio não existe ou, no máximo, vá lá, é algo “muito discutível”. O mesmo vale para conceitos conexos, como (por exemplo) autor, património intelectual, criação, obra, invenção, descoberta; já quanto ao s.m.pl. “direitos”, bem, quanto a isso parece não haver dúvidas, direitos são os deles, e acabou-se, não tem nada que saber.

Enquanto puderem continuar a fingir que “plágio” é outra coisa diferente de plágio; enquanto puderem dizer que plagiadores são sempre os outros; enquanto se mantiver a ideia piedosa de que o corte e costura é uma actividade com o seu quê de meritório; enquanto houver quem engula a patranha de que o plagiado até devia agradecer ao plagiador, porque piratear é “uma forma de elogio”; enquanto apresentar como sua a produção alheia for impingido como uma forma de “promoção” legítima; enfim, enquanto se conservar a questão em terrenos polémicos, escorregadios, e enquanto estivermos atolados neste pântano de indefinições, está para eles – os espertalhões deste mundo – aberta uma porta para o nirvana existencial, para um mundo completamente “livre”, cheio de seres imensamente felizes, para sempre livres do trabalho, esse horror desumano.

Uma das consequências, quanto mais não seja numa perspectiva filosófica, do triunfo da lógica parasitária, seria – caso ninguém resistisse – a uniformidade absoluta: aceite a cópia como modo de vida, como aspiração, como talento ou mesmo profissão, quando já nada mais surgisse de novo mas houvesse apenas reproduções de coisas antigas, o mundo dos humanos seria um imenso depósito de réplicas fieis, povoado por milhares de milhões de pessoas uniformes, indistintas, tão parecidas umas com as outras como as gotas de um aguaceiro torrencial.

Deve ser por isso, realmente, que esta é uma questão tão política quanto outra qualquer. Ou, se calhar, um pouco mais do que as outras.

(*) Na minha imodesta opinião, é o caso do genérico do DQEUEDM. Apenas deveriam ter citado o original, na ficha técnica. Nada mais. Ou, melhor, mais uma coisinha: se a coisa não tinha importância nenhuma, como de facto não tem, escusavam de andar a debitar umas baboseiras sobre o assunto, tentando fazer-se passar por vítimas, eles, e por estúpidos (ou “invejosos”), os demais. Não havia necessidade, como diria toda a gente sabe quem.

Transcrição integral…

Outro engenheiro

Um energúmeno que se diz engenheiro (calma, não estou a falar do outro) reproduziu na íntegra o post Maio, aí abaixo, numa página pessoal. Fê-lo sem qualquer indicação de autoria e dando-se ao trabalho de escrever, por baixo, “Isto que eu acabei de escrever é verdade (…)”, acompanhando tudo com uma música xaroposa e manteiguenta. Pura filhadaputice, puro mau gosto e pura falta de carácter.

Este desabafo fica, obviamente, sem link; os cabrõezinhos desta espécie não merecem, sequer, publicidade gratuita.

*← link para o blog

Não queremos cá bufos nem bufarias, mas enfim, vamos lá a saber: afinal, quem é esse “engenheiro”? Onde está a cópia? Mas é cópia, assim mesmo cópia, mas mesmo cópia, cópia, cópia? E o fulano assina mesmo por baixo, e tudo?

É este. Está aqui. É. Sim. Sim, sim, sim. Assina. E tudo.

Este post pode ser copiado sem menção da origem

Uma vez sem exemplo, e apenas para que se veja que o sistema funciona perfeitamente.

—– Original Message —–
Sent: Sunday, May 27, 2007 2:54 AM
Subject: Google Alert – sms grátis sapo voipcheap vodafone tmn messenger chamadas

Google Web Alert for: sms grátis sapo voipcheap vodafone tmn messenger chamadas

REEF #2
Tanto a Vodafone, como a TMN e a Optimus possuem serviços online para enviar
Com 300 minutos de chamadas (de voz) por semana grátis, e com cada SMS “a


 This as-it-happens Google Alert is brought to you by Google.


Manage your alerts.

O post (mal) copiado, neste caso, foi publicado no Apdeites no passado dia 12, com o título SMS: solução mais simples. Os parasitas que o copiaram (e adulteraram), ainda por cima com erros de Português, dizem-se estudantes universitários; pobre universidade, pobre país que tais “académicos” gera!

Como vêem, camaradinhas, não adianta nada empastelar textos, meter lá umas colheradas, mexer aqui e ali, a ver se pega. Mais depressa se apanha um plagiador (mentiroso) do que um coxo (mental).

Note-se que estes “autores” de matéria alheia, “estudantes” e tudo, têm lá no bloguezito uma licença CC que reza, entre outras admiráveis coisas, o seguinte:
“O utilizador deve dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante.”

Grandessíssima lata! Hão-de ser grandes engenheiros, não haja dúvidas! Pois, pois. Engenheiros “das obras feitas”, como se dizia dantes e como se vê.

Este post estava suspenso, até que houvesse resposta ao comentário que deixei no blog em causa; como esse comentário foi ali apagado, não tem nada que enganar: publique-se. Para o caso de os mesmos brincalhões resolverem alterar ainda mais o post roubado, há aqui um ficheiro “cache”. Isto, apenas porque o respectivo “cache” da Google não é eterno.

P.S.: acabo de verificar que o post roubado foi apagado no blog dos ladrões e substituído por um paleio qualquer, paleio esse que não satisfaz. A minha exigência, absolutamente legítima enquanto autor da coisa roubada, era que apagassem aquilo, pura e simplesmente. Enquanto ali permanecer o dito paleio, com uma referência idiota ao Apdeites, este post permanecerá aqui. Como está. Fim de conversa.

Creative Commons para totós (*)

https://www.youtube.com/watch?v=mAWKcGF0gNs

Pequeno extracto do programa Sociedade Civil, da RTP2, emitido em 22.05.07.

Crie a sua licença Creative Commons. É fácil, é de borla e não dá milhões (**). Mas antes isso do que nada.

Ao menos, quando qualquer totó se lembrar de copiar os seus trabalhos, sempre poderá dizer qualquer coisinha, tipo “olha, pazinho, copiar é muito feio, sabias? Olha o que diz aqui, ó!”

(*) Paráfrase de título original de colecção da Porto Editora.
(**) Paráfrase de campanha publicitária da Santa Casa da Misericórdia.

Cem comentários

A chico espertice geral

Quarta-feira, Maio 23, 2007
Copiar é o nosso destino. Somos um povo de copistas de ideias alheias. Porém, creio que houve alturas em que não copiamos tanto e tenho saudades desse tempo, por esse motivo e porque nos devolve a memória de uma dignidade que já não temos.
Copiamos desgraçadamente em tudo e em todo o lado. Fazêmo-lo ainda com a desfaçatez da impunidade, porque quem copia sai sempre beneficiado. A cópia ri-se do original. E os basbaques complacentes, aplaudem.

No Google, procurei o sítio original onde terá vindo a mostra da cópia do genérico do Diz que é uma espécie de magazine, dos Gato Fedorento, a última mostra da nossa capacidade de copianço à larga e sem vergonha.
Fui dar aqui. O post é de 17 de Maio do corrente ano. No entanto, alguém deu por ela, no mesmo dia, mas nada disse do sítio onde viu primeiro e até mostrou admiração pela descoberta!! Outros seguiram e fizeram o mesmo. Apresentaram a “novidade” como descoberta própria, sem citar o descobridor. É assim, em Portugal, por isso não admira que tenhamos um primeiro ministro como temos e o país que temos: uma sítio de chicos espertos e pouco mais.

Transcrição integral de post do blog Grande Loja do Queijo Limiano

Notas, em 25 de Maio, às 16:00 horas
Entretanto, desde que o vizinho da Grande Loja publicou o post acima, em dois diazinhos apenas, já inúmeros bloggers “descobriram” a extraordinária novidade.
Uns escandalizam-se, por isto e por aquilo, principalmente por aquilo, outros nem por isso, e há ainda outros que não só mas também; porém, todos, mas absolutamente todos, se “esquecem” sistematicamente de referir de onde lhes chegou tão espantosa “cacha”; que se saiba, o primeiro blog a tocar no assunto foi o Chuinga.L, conforme aqui referido no passado dia 17.
Estamos, portanto, perante mais um caso paradigmático de síndroma copista aguda, aquele fenómeno blogsférico que se poderia talvez designar por esquecimento patológico ou, em linguagem corrente, a mania do “varreu-se-me completamente, faz de conta que fui eu”.