Apdeites V2

Link ao Apdeites V2

Está quase totalmente pronta esta nova versão do Apdeites.

Alguns destaques.

A nova lista Blogaritmo apresenta as últimas quinhentas actualizações da lista de blogs favoritos (mais conhecidos e/ou mais antigos), com o título do post, o nome do blog, data/hora e outros dados.

A nossa barra de ferramentas (Toolbar) aparece agora renovada, com aparelho de rádio embutido e tendo este a maior parte das emissoras nacionais.

O Apdeites tem agora os seus próprios mecanismos de detecção de actualizações, e por isso as listas da nossa base-de-dados mostram a situação mais recente para cada blog, sem qualquer dependência de serviços externos.

Agora com cinco interfaces (modelos) diferentes, o utilizador do Apdeites pode escolher aquele que mais lhe agrada ou mudar o “visual” do site quando quiser.

Technorati Profile

Alegadamente outros: a solução final


FCCN: Portugal terá site para denunciar conteúdos ilegais

Portugal vai ter a partir de Maio um site especializado na segurança online onde se poderá fazer denúncias sobre conteúdos ilegais na Internet, disse esta terça-feira à Lusa um responsável da Fundação para a Computação Cientifica Nacional (FCCN).
No site a ser criado, «jovens e adultos vão poder denunciar conteúdos pedófilos, de violência extrema ou xenófobos, e outros que alegadamente constituam crimes públicos», disse à agência Lusa Lino Santos, da direcção técnica da FCCN.

Segundo o especialista, a medida está integrada no programa europeu «Safer Internet Plus» e ainda aguarda avaliação da Comissão Europeia.

No entanto, «deve ser aprovada até o fim deste mês» e vai ser fundamental para «iniciar e facilitar a investigação criminal, melhorar o tempo de reacção das autoridades, assim como encurtar as distâncias a nível europeu».

«As denúncias feitas no site vão primeiro ser tratadas junto de operadores especializados – que farão uma primeira triagem – para verificar se realmente se trata de conteúdos ilegais e determinar a origem do conteúdo», adiantou o especialista.

«Se os conteúdos ilegais forem portugueses, a denúncia será comunicada de imediato às autoridades nacionais. Se os conteúdos forem oriundos, por exemplo, de um servidor na Alemanha, a hotline portuguesa [que está ligada à rede europeia] contacta a rede alemã para que esta faça a denúncia às autoridades daquele país», acrescentou.

Em declarações à agência Lusa, Luís Magalhães, presidente da Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC), outra entidade envolvida no projecto, disse que a hotline será «fundamental para detectar conteúdos ilícitos na Internet e garantir uma maior segurança dos utilizadores».
(…)
Diário Digital, 06.02.07

A notícia diz tudo: diz que os conteúdos podem ser “alegadamente” classificados e diz que os crimes podem ser “outros”. Conclui-se, portanto, que as diversas organizações policiais que operam no espaço cibernético não estão a cumprir o seu papel, as suas obrigações, e que, assim sendo, há necessidade de criar uma espécie de agência central de delação.

O parágrafo anterior, por exemplo, estando frontalmente contra a criação de tal organismo, contra os fundamentos que o orientam e contra o espírito a ele inerentes, poderá sem qualquer esforço vir a ser considerado, enquanto “conteúdo”, como uma opinião “de violência extrema”; ou poderá ainda suceder, por exemplo, que determinados “jovens” descubram – neste artigo de opinião como em qualquer outro – algo que a eles, “jovens”, pareça ou lhes cheire ser “crime público”; vai daí, toca a efectivamente denunciar aquilo que alegadamente lhes parece ser ou lhes cheira a qualquer coisa de “outros”.

Se isto não é grave, gravíssimo, se não estamos agora mesmo na iminência da liquidação total da liberdade de expressão na Internet, então, isto consumado, nada mais poderá alguma vez pôr em causa esse bem maior.

Existe controlo policial e institucional sobre os conteúdos no ciberespaço, e o poder judicial é exercido sobre os seus autores, mentores ou executores, de acordo com as leis nacionais e internacionais vigentes. Todos os crimes tipificados como tal são legalmente perseguidos e puníveis, neste meio virtual como em qualquer outro da vida quotidiana. Mas esta nova agência central de delação, com o alto patrocínio, em Portugal, de uma entidade ligada ao Ensino, vem criar um precedente absolutamente novo e evidentemente perigoso: a denúncia por motivos “alegadamente” “outros”. Conceitos nos quais passará a caber tudo, sem qualquer restrição, filtragem ou coerência. Institucionalizada a suspeição enquanto método e enquanto poder, demitidas por redundância as organizações legais das suas funções, apeada a Lei do seu estatuto de eficácia e destruído o seu espírito cívico e regulador, pouco ou nada restará em termos de direitos, liberdades e garantias. Bastará então que a alguém, seja por que motivo for, ocorra uma qualquer suspeita, ou que refira um conteúdo que “alegadamente” qualquer coisa, para que – no mínimo – esse conteúdo seja “triado”, em busca de qualquer ilegalidade, e que seja determinada “a sua origem”. Ou seja, aquilo que antes era da competência de profissionais formados para o efeito, e cuja actuação era legitimada, regulada e supervisionada por órgãos superiores, também eles legítimos, passa agora para a esfera da simples denúncia – presume-se que mesmo anónima – e para a “competência” de qualquer um.

Note-se que, por fastidioso que pareça referir tal evidência, não consta que até hoje fosse proibido ou houvesse algum impedimento a que os cidadãos, “jovens e adultos”, se queixassem junto das entidades competentes quanto a quaisquer situações que lhes parecessem de carácter criminal. Verificada a fundamentação da queixa, as autoridades actuavam. Não havia crimes “outros”, mas apenas aqueles que a Lei determinava.

Esta novel central de informações, felizmente ainda não avaliada pela Comissão Europeia, pretende substituir-se à autoridade do Estado e subverter o Poder Judicial, deixando simplesmente que ambas as coisas caiam na rua. Por exemplo, estando alguém, neste momento e num computador qualquer, passando a pente fino aquilo que aqui se diz. Pode perfeitamente suceder que esse alguém encontre aqui uma qualquer coisinha de “alegadamente” ilegal ou que possa não ser um crime dos mais comuns mas, quem sabe, algo de “outros”.

A sociedade da informação, a aldeia global, dará assim lugar a uma sociedade altamente vigiada, um campo de concentração global.

Imagem: anfíbio anuro Bufo bufo, original de RSPB.
Conhecimento do assunto via blog Fractura.

Juiz em causa imprópria




Segundo noticiam hoje diversos jornais, e como se pode também ler no Diário Digital, um Juiz de Direito foi suspenso preventivamente das suas funções, aliás na sequência de um processo disciplinar que lhe foi concomitantemente instaurado, por ser o autor de um blog que “contém linguagem considerada como imprópria e obscena”.

Dando de barato, pelo menos para já, qual foi a instância judicial ou de quem partiu nominalmente a ordem de suspensão, e sem entrar em considerações de cariz terminológico sobre a matéria de facto que deu origem à suspensão de funções e à instauração do processo, o Apdeites procedeu a uma operação de pesquisa dos conteúdos do blog Aqui e Agora, da autoria do Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Hélder Fráguas; tentámos, por conseguinte, identificar ou isolar alguns termos ou expressões que sejam passíveis de classificação, segundo o senso comum e corrente, como “linguagem obscena”; quanto à outra categoria ou nível, isto é, quanto à linguagem que possa ser considerada como “imprópria”, abstivemo-nos de sequer tentar localizar uma só palavra ou expressão que fosse, pelo simples facto de essa classificação ser absolutamente relativa e subjectiva, dependendo em exclusivo de quem assim a considera, porque a considera como tal, em que circunstâncias e quando.

Portanto, apenas no vastíssimo campo daquela linguagem que pode eventualmente ser considerada por alguém como “obscena”, pesquisámos os últimos 20 “posts” daquele blog. Os resultados foram, de facto, surpreendentes.

Encontrámos, por diversas vezes, palavras (de diversos enquadramentos, em tipo, género e número) como “deputados”, “computador”, “reputado”, “reputação”, “reputar”, etc.; aquilo que detectámos de mais parecido com o que a acusação de obscenidade faria supor, foi o substantivo “disputa” e o respectivo verbo “disputar”. Mas ainda assim, convenhamos, seria necessária muita ginástica mental para conseguir ler a designação em calão de “prostituta”, naquelas palavras que desgraçadamente utilizam aquele étimo como seu núcleo ou parte constituinte.

Na mesma senda de espiolhamento sistemático, tentámos localizar algo parecido com a palavra mais comummente utilizada no Português corrente, aquela que designa em apenas cinco letras as diversas formas de apresentação da matéria fecal, mas, nem assim, nada feito, não detectámos tal palavra uma única vez; o mais parecido com que topámos, em todos os textos, foi o antepositivo “mer”, como em “mero/a” ou em “meramente”, por exemplo. Da dita substância em si, nem rasto enquanto palavra “obscena”.

Numa terceira tentativa, já de certa forma em desespero de causa e fartos até à raiz dos cabelos de andar à procura de algo que lá não se encontra, verificámos se porventura não haveria nada parecido com “parir”, ou “pariu”, ou assim; mas não; nem isso; o mais parecido que lá está é “Paris Match”, mas supomos que a designação dessa venerável revista francesa não possa ser tida em conta como, propriamente, “linguagem obscena”.

Também quanto às (pouquíssimas) imagens que ilustram e abrilhantam o blog em causa, pouco ou nada haverá a dizer, na mesma perspectiva: assim de repente, há lá uma gravura de Amadeo de Souza-Cardoso que, realmente, algumas almas mais insensíveis poderão considerar como, por exemplo, particularmente feio, mas ainda assim seria necessário esticar muito a corda para ver aquele quadro do pintor como uma coisa “obscena” ou sequer “imprópria”, enquanto linguagem pictórica.

Nesta conformidade, e presumindo que aos autores da suspensão e do processo disciplinar movidos contra o referido Doutor Juiz não ocorrerá sequer a sorte de nomes que alguns lhes estarão chamando neste momento, o Apdeites está em condições de garantir que os conteúdos do blog Aqui e Agora não possuem quaisquer conteúdos menos recomendáveis, e muito menos ainda em se tratando de apuro e aprumo na linguagem – de primeira água, podemos asseverar.

Sugerimos, portanto, ao ou aos autores de tão graves acusações, e mentores de tão gravosas medidas, contra tão insuspeita pessoa, que enfiem o instrumento de cordas no saco e que se entretenham de uma vez por todas em actividades mais meritórias, como praticar actividades libidinosas com suas próprias pessoas ou procurar em suas próprias cabeças quaisquer vestígios de parasitas microscópicos, retirando-os com a ajuda do indicador e do polegar. Com o devido respeito, é claro.

New Blogger versus WBloggar

De forma sucinta, o WBloggar é um programa gratuito que permite a escrita, manuseamento, gestão e publicação de blogs de forma remota, ou seja, a partir do próprio computador em que se trabalha. Pode-se escrever um novo post (ou alterar qualquer dos existentes) sem ter de estar on-line e sem necessidade de aceder ao endereço da plataforma onde está alojado o nosso blog; depois, já on-line, basta enviar os novos conteúdos, à distância, por assim dizer; o Wbloggar permite isto, para a maioria se não para todas as plataformas (Blogger, WordPress, MT, B2, LiveJournal, etc.), mas possibilita ainda um interface de escrita e de gestão muito mais completo do que o específico de qualquer daquelas plataformas.
(Mais indicações num post anterior sobre esta ferramenta.)


Alguns utilizadores do WBloggar ficaram absolutamente “pendurados” quando, recentemente, um ou todos os seus blogs passaram da conta “Old” para a “New Blogger”. Evidentemente, não apenas os dados de acesso mudaram, como também o endereço do “host” Blogger é agora, para os blogs que já migraram, ligeiramente diferente; por isso, deixou de ser possível, com o WBloggar, enviar novos posts ou “ir buscar” os anteriores.

A solução para isto é muito simples: não altere as definições actuais; crie uma nova “conta” no WBloggar.

1. File | Add account | (Yes) Next
2. (Custom) [esta opção está no fim da lista]
3. Account Alias: Novo Blogger [ou qualquer outro nome à escolha] | (assinale ou não o “Ping”)
4. Next | Next [verifique se é de alterar alguma coisa; em princípio, não]
5. Host: www2.blogger.com | Port: 80 [ou outra, verifique; retire a opção https, se assinalada]
6. Next | User: (o endereço de email da sua conta Google) | Password (da sua conta Google) [assinale ou não “save password”]
7. Finish

Se não houver nenhuma mensagem de erro, está de novo com o seu WBloggar “em linha” com a Blogger.com. Para testar a configuração, importe alguns posts ou envie um novo, como teste, o qual a seguir irá apagar remotamente.

Semiramis: in memoriam

Faz hoje um ano que a blogosfera se deu conta da morte de Joana, a autora do blog Semiramis.

Uma mensagem na caixa de comentários ao último post publicado naquele blog trazia a terrível notícia:

Caros amigos,

A Joana partiu para não mais vai voltar.

Eu era uma das três únicas pessoas que conhecia a sua identidade. Na hora da partida não sei qual a sua vontade em relação ao magnifico blog que mantinha com grande paixão.

Sinto-me orgulhoso por ter sido seu amigo durante os últimos 15 anos. Onde quer que estejas, não te esquecerei.

As nossas homenagens à memória de Joana Semiramis.

XAMPP: Win+localhost+DB+PHP=WordPress local

XAMPP

Já aqui falámos do WAMP, uma ferramenta “quatro em um” (Windows+Apache+MySQL+PHP) que permite, entre outras coisas, montar, testar, rever localmente – no próprio computador – qualquer tipo de site e, nomeadamente, os escritos em linguagem PHP e que dependam de base-de-dados. Como é o caso do WordPress, evidentemente.

O XAMPP serve também para o efeito, com as vantagens acessórias, em relação ao WAMP, de necessitar de menos recursos e de ter rotinas de instalação e ferramentas de manuseamento e gestão bastante mais simples. Existem versões do XAMPP não apenas para Windows, como para MAC OS X, Linux e Solaris. O download é curto e a instalação automática, com poucos ou nenhuns requisitos de configuração, havendo ainda uma série de módulos e acessórios opcionais (FTP Server, Perl, etc.).

Com este programa gratuito, pode inclusivamente criar o seu “WordPress portátil” – por exemplo, numa simples “pen drive”. Com a versão XAMPP Lite para Windows, poderá levar consigo o seu site ou blog para todo o lado, e trabalhar nele quando e onde quiser.

XAMPP painel de controlo

Imagem logótipo de XAMPP: Apache Friends

Vamos a isso!

—– Original Message —–
From: “Webritmo, Publicidade na Internet Unip. Lda.”comercial@webritmo.com
To: joao.graca@netcabo.pt
Sent: Thursday, February 01, 2007 11:23 AM

Subject: Re: domínio pago e apagado!

Caro Sr. esta conversa é quase toda verdade, faltam algumas palavras a meu favor que o Sr. cortou ..

Mas como o Sr. sabe ou deveria saber.. o Sr. Fez uma gravação ilegal e como tal já enviei o Site para 2 testemunhas e para o Meu advogado….

Por acaso eu pensava que o Sr. era advogado, mas pelos vistos não é… caso contrário não teria feito isto…

Vamos então ver quem tem razão…………………….. e qual brincadeira é que fica mais cara….. Já que diz que eu brinco….

—– Original Message —–
From:
joao.graca@netcabo.pt
To: comercial@webritmo.com
Sent: Sunday, January 28, 2007 10:30 PM
Subject: domínio pago e apagado!

Sr. Carlos Cavaleiro,

A sua “brincadeira” já me custou suficientemente caro. O www.cedilha.com está inacessível, à espera de uma licença que eu paguei e que vc. se “recusa” a libertar (ou lá o que é). Não sei se esta manobra se deve a puro ressaibo seu, por eu ter resolvido mudar de poiso, ou se já terá uma encomenda para “ceder” o cedilha.com.

Seja qual o for o caso, pode vc. ter a certeza absoluta de que tudo farei para reaver aquilo que é meu por direito, e que me foi abusivamente sonegado.

Espero que resolva esta situação – que é inteiramente de sua responsabilidade – ainda durante o decorrer do dia de amanhã, 30 de Janeiro.

João Pedro Graça

Download da gravação AQUI (durante os próximos cinco dias).

Gravação em formato .wma, no Letras Com Garfos

Gravação em .zip, no Bitaites

(Este post foi transcrito do blog alternativo do Apdeites, em 01.02.07)