Super-Bock, Super-Blog

prémios Super-Blog

Um concurso interessante, iniciativa de uma conhecida marca de cerveja, que pretende tornar anual e permanente a “eleição” dos melhores blogs portugueses, com prémios (a sério) para os distinguidos em cada uma das nove categorias.

O regulamento prevê a “votação” online, numa primeira fase, e a apreciação dos nomeados, posteriormente, por um júri “composto por jornalistas, profissionais de media e especialistas em Blogs”.

Com excelente apresentação gráfica, o site dos Super-Blog Awards disponibiliza desde já toda a informação sobre o primeiro “concurso”, a decorrer até Junho do próximo ano.

Tratando-se de uma iniciativa comercial (sem precedentes no género, muito provavelmente), a “votação” está aberta apenas a bloggers inscritos… o que é pena, claro. Isto poderá vir a ser um evidente revés para o êxito e mesmo para a credibilidade da promoção, já que muitos poderão ficar de fora do “escrutínio”. Este é um reparo possível, que ainda poderá ser corrigido. Outro, igualmente corrigível, seria a revisão do modo como os textos relacionados com o concurso estão redigidos: além de um Português pouco, hum, digamos, cuidado, a opção pelo tratamento dirigido às “massas” juvenis, com o típico e por vezes irritante “tu cá, tu lá”, pode afastar algumas daquelas pessoas que – já não pertencendo propriamente a essa faixa etária, como é o meu caso – poderão pura e simplesmente embirrar com tais familiaridades.

Boa sorte, e se “blogar” não beba (muitas).

Papel armadilhado

OPINIÃO

Uma entrevista decapitou o responsável pela investigação do caso Maddie e é reveladora de duas coisas. A primeira é que a PJ continua sem perceber que as relações com a Comunicação Social têm de ser feitas por profissionais de comunicação e não por polícias. É um problema que se arrasta há anos.
(…)
Gonçalo Amaral é polícia, é investigador criminal e é há vários meses insultado por um polícia inglês reformado, com acesso aos media, que se atira a ele como gato a bofe. Não tenho dúvidas de que é difícil viver com alguém, a partir de Inglaterra, a destruir o bom nome da carreira de um profissional empenhado. E como não sabe, e ninguém lho exija que saiba, respondeu rijo na entrevista que deu.

Ora foi aqui que se lixou. Porque ele deve investigar, pois é a sua profissão, e quem lhe deve defender a reputação é a instituição onde ele trabalha.
(…)

Moita Flores, no jornal Correio da Manhã, hoje, página 7.

Mas, afinal, quem é o “bife”? Quem será esse tal investigador criminal reformado que se atira “como gato a bofe” ao nosso agente da Judiciária, agora demitido por se ter passado com o dito felino?

Será Mark Williams-Thomas, que coloca “sérias dúvidas” quanto à “integridade do Inspector-Chefe Gonçalo Amaral, ou será Dai Davies, que defende a tese da cabala, ou seja, que os McCann estão a ser perseguidos pela PJ?

Não haverá um terceiro, igual e convenientemente reformado, a atirar-se às canelas do Inspector-Chefe? Ou um quarto, e um quinto, enfim, um magote deles?

Por exemplo: se tomarmos como fidedigna a notícia publicada, o que faz um piloto de automóveis português ao passar informações confidenciais (se é que existiram), em exclusivo (será?), a um órgão de informação inglês?

In a conversation with a Portuguese racing driver, he was heard saying he was sure the little girl was dead even though there’s no final proof that she is. He told ex-F1 star Pedro Lamy he believed the McCanns drugged Madeleine to keep her quiet and accidentally killed her.

Amaral said: “The police case is we are sure the parents kiled Madeleine. They are both doctors and know about drugs. We are confident in our case.” One of the group outrageously chipped in how he believed the couple could have taken cocaine on the night Madeleine disappeared.

The conversation was a flagrant breach of the judicial secrecy rules which prevent Kate and Gerry from defending themselves against police leaks. Amaral, his beer belly spilling over his baggy jeans and a creased shirt unbuttoned to reveal a gold medallion, looked more like a holidaymaker than a detective in charge of a case which today enters its 150th day.

The Sunday Mirror, 30.09.07.

Note-se que foi este mesmo jornal britânico, e neste mesmo artigo, aquele que primeiro lançou os “factos” menos abonatórios sobre o carácter e a competência de Gonçalo Amaral, dizendo que ele “trabalha quatro horas e meia por dia, no máximo” e que “emborca cerveja atrás de cerveja”, durante os seus “almoços prolongados e bem regados”, entre outros nada recomendáveis e muito menos elegantes mimos.

Se isto não é pura e dura má-língua, simples maledicência travestida de jornalismo, se coisas destas não destroem a paciência e o sangue-frio do santo mais impecável, então bem podemos limpar as mãos à parede quanto àquilo que merece ou não merece crédito e quanto ao discernimento de quem julga e decide. O assassinato de carácter é o único crime de sangue que não permite à vitima qualquer espécie de defesa, é o único tipo de crime que passa por regra e definição impune e é também o único em que ninguém defende a vítima – nem antes nem, muito menos, depois.

Gonçalo Amaral foi demitido, objectivamente, por ter dito que a polícia inglesa defendia a estratégia e os interesses do casal McCann, pouco ou nada se importando com os factos apurados ou com tudo aquilo que pudesse ser contrário a essa estratégia e a esses interesses. Quando tentou esclarecer que as suas palavras tinham sido truncadas (como sabemos, algo que “nunca” sucede nos jornais), que se referia apenas aos investigadores ingleses que o andavam a difamar e a atrapalhar as investigações, já ninguém deu ouvidos ao Inspector-Chefe: foi na mesma recambiado, demitido, dispensado.

Resta saber se pior não estará ainda para vir, naquilo que ao Inspector diz respeito: se os seus serviços foram dispensados, enquanto responsável por uma determinada investigação, tendo por base afirmações que não produziu e acusações que nunca foram comprovadas, então não será difícil presumir que o seu calvário apenas terá começado agora; se já não serve para chefiar uma equipa, pelos motivos apontados, então não servirá certamente para qualquer outra função oficial, ou no âmbito de qualquer força policial, pelos mesmos motivos.

E, é claro, da fama já não se livra. A mistura letal de mau jornalismo com jogos de poder fez mais uma vítima. E daí, pensando melhor, talvez não haja mistura alguma. O mau jornalismo não existe. É outra coisa que se chama.



https://www.youtube.com/watch?v=2bWqTjxumSY

Jornal 2, RTP2, Oct. 3 2007

11.889 palavras

CÍRCULO JUDICIAL DE TOMAR
TRIBUNAL JUDICIAL DA COMARCA DE TORRES NOVAS
Acórdão

Tribunal Judicial de Torres Novas Data: 16 de Janeiro de 2007

Processo de Sequestro de Menor Juiz Relatora: Dra. Fernanda Ventura
Descritores:
Crime de sequestro agravado Crime de subtracção de menor
Regulação do poder paternal.
Recusa de entrega de menor a pai biológico.
verbojuridico ®
______________
JANEIRO 2007

Acordam os juízes, que compõem este tribunal, no seguinte:

1. Relatório

O Magistrado Judicial pronunciou, em processo comum com intervenção do tribunal colectivo:
– LUIS … GOMES, casado, 1 ° sargento do exército, nascido em 22-7- 1967, natural da freguesia de Carvoeiro, concelho de Mação, filho de Luís ….. e de Maria …., residente na Rua …, Bloco Militar, r/c di reito, no Entroncamento, e
MARIA ADELINA …., casada, comissionista com última residência conhecida na Rua …., Bloco Milita r r/c direito, no Entroncamento.
Pela prática, em autoria material, na forma consumada e em concurso efectivo, de um crime de sequestro agravado, p.p. pelo artigo158°, nºs 1 e 2, alíneas a) e e), do Código Penal e de um crime de subtracção de menor, p.p pelo artigo 249°, nº1, al. c) do Código Penal.
Baltazar ….. constituiu-se assistente e deduziu pedido de indemnização por si e em representação da sua filha, Esmeralda Porto, para ressarcimento dos danos patrimoniais e não patrimoniais causados pela actuação dos arguidos.
O arguido apresentou contestação escrita invocando em suma ter agido sempre pensado na menor – que lhe foi entregue pela mãe aos três meses de idade – que se encontra saudável, inserida na sua família, com quem se identifica sendo uma criança livre e feliz, entendendo não haver nenhuma decisão transitada que o obrigue a ter outra atitude, pugnando assim pela sua absolvição.
Realizou-se a audiência de discussão e julgamento com observância do formalismo legal tendo-se no início determinado a separação de processos quanto à arguida MARIA ADELINA ….., dado que até à data não tinha ainda sido constituída arguida nem notificada de qualquer acto, por se desconhecer o seu paradeiro.

2. Saneamento

Quanto às questões prévias de que cumpra conhecer:
O assistente veio deduzir pedido de indemnização (por si e em representação da sua filha) contra ambos os arguidos.
Atendendo a que quanto à arguida MARIA ADELINA …foi determinada a separação de processos, tendo presente o princípio da adesão processual prevista no art.º 71 do CPP, o pedido de indemnização contra ela prosseguirá nesses autos, verificando-se nestes uma impossibilidade superveniente da lide que se declara.
Não existem quaisquer outras questões prévias ou incidentais que obstem à apreciação do mérito da causa.

3. Fundamentos de facto: a) factos provados

1- Esmeralda Porto nasceu no dia 12 de Fevereiro de 2002 e encontra-se registada como filha de Aidida Porto …. e do assistente Baltazar ….. Doc de fols. 46
cuja certidão se encontra junta a fols. 505
2- Em 28 de Maio de 2002, a referida Aidida Porto entregou a menor Esmeralda ao casal constituído pelo arguido Luis … Gomes e Maria Adelina Cantador Lagarto. Doc. de fols. 46 cuja certidão se encontra junta a fols. de fols. 509.
3- Nos autos do Processo de Regulação do Poder Paternal nº 1.1A9/03.3TBTNV, do 2°
Juízo do Tribunal Judicial da comarca de Torres Novas, foi proferida sentença, datada de 13 de Julho de 2004, que determinou, a atribuição ao assistente Baltazar …, pai da menor Esmeralda Porto, o desempenho do poder paternal. Doc. de fols. 46 cuja certidão se encontra junta a fols. 507 a 529.
4- Desde essa data, é o assistente Baltazar que detém o exercício da autoridade paternal sobre a menor Esmeralda, a qual ficou confiada à sua guarda e cuidados. ( Matéria de direito) Continuar a ler 11.889 palavras

Fui eu que fiz

Por João Aguiar

Corta e cola

O plágio deixou de ser uma vergonha? Aparentemente, sim.
Recorre-se a ele livremente, sem aborrecidos complexos.

Para vos dar conta da minha perplexidade, tenho de narrar, ainda que abreviadamente, algo que me sucedeu. Navegava eu, incauto e alegre, em plena Net, quando topei com uma página (ou site, ou sítio, enfim, uma coisa dessas) dos alunos da Universidade Lusíada contendo um texto intitulado “A Monarquia Portuguesa”. Curioso, fui ler.

O texto era meu. Parágrafos cortados de um capítulo que escrevi para uma obra intitulada, justamente, A Monarquia Portuguesa e publicada em 1999. Parágrafos cortados (um deles, mal cortado) e colados. No final, havia esta menção: “Trabalho elaborado por Paulo Jorge Estêvão Pizarro Gonçalves – Finalista de GRH”. Isto quer dizer Gestão de Recursos Humanos. O finalista era, pois, um rapaz cheio de recursos. Abreviando: fiz reproduções fotográficas de toda aquela página e enviei-as, juntamente com a digitalização das páginas do livro que tinham sido copiadas, para a Sociedade Portuguesa de Autores, que escreveu à Reitoria da Lusíada. O curioso é que esta só respondeu à segunda carta (que já ameaçava com uma acção em tribunal) e limitou-se a dizer que: a página acabar de ser retirada da Net (o que era exacto); a Lusíada não era responsável pelos conteúdos colocados pelos alunos (aceitemo-lo) e o jovem Paulo Jorge Estêvão Pizarro Gonçalves formara-se em 2003, pelo que a Reitoria nada mais podia fazer, perdera-lhe o contacto (paciência).

Bom, nada disto é importante, excepto que me pergunto (e julgo sinceramente ser uma pergunta legítima) que mais terá o menino copiado para obter a licenciatura.

Vem agora a propósito mencionar que dois amigos meus, ambos professores no ensino superior, me contaram histórias idênticas de alunos, a propósito de ensaios ou outros trabalhos que lhes tinham sido atribuídos: é simples, pá, vais à Net, copias e botas o teu nome por baixo. Um dos casos referia-se a uma rapariga que tinha inadvertidamente copiado e apresentado, como seu, um texto da autoria do seu próprio professor. Ou era muito distraída ou já foi preciso ter galo.

E estamos nós nisto quando de repente surge uma notícia no jornal Público que me deixa boquiaberto: “Textos assinados por Luís Filipe Menezes copiados de sites da Internet”, era a notícia (22 de Agosto passado). Textos contidos num blogue. Sobre assuntos tão culturais e diversos como a bomba de Hiroshima, Michelangelo Antonioni, Ingmar Bergman e Miguel Torga. Após a divulgação do facto, choveram as explicações, também publicadas pelo jornal; não posso reproduzir tudo, mas a justiça manda que, pelo menos, as resuma: o blogue não era oficial (da candidatura às eleições no PSD), mas sim pessoal (no entanto, é da responsabilidade de um assessor do Dr. Menezes); temos, pois, um assessor responsável (mas é o nome de Menezes, como autor, que está em baixo dos textos copiados). Os textos são colocados entre aspas (no entanto, assinalou o Público, nenhum dos textos referenciados tinha aspas). Finalmente: houve, sim, erros de não-citação de fontes; houve lapsos, prontamente corrigidos (mas após a publicação da notícia).

Sobre este caso, não faço comentários. Os leitores, com certeza, têm cabeça para fazer as suas próprias deduções. Quanto a mim, limito-me a esclarecer que, nesta coisa das eleições no PSD, é-me soberanamente indiferente o nome do vencedor: gosto tanto do Dr. Luís Filipe Menezes como do Dr. Marques Mendes e gosto tanto do PSD como do PS (e do CDS, já agora). O meu coração é grande e nele todos têm lugar.

Mudando de assunto, resta-e falar-vos da minha perplexidade. Que é esta: o plágio deixou de ser uma vergonha? Aparentemente, sim. Recorre-se a ele livremente, sem aborrecidos complexos.

E que licenciados andamos nós a produzir? EM termos académicos, mas também em termos éticos? Cada vez mais se desenha a conclusão de que a ética tombou em desuso e que a qualidade académica não é um requisito: qualquer coisita, copiada da Net ou de um livro, basta. Mas, e quando isso acontecer com os engenheiros e os arquitectos que constroem as pontes e levantam prédios?

Nesta matéria de copianço põe-se, evidentemente, a questão: como evitá-lo, ou melhor, como descobri-lo. Admito que é difícil. Exige uma grande vigilância por parte dos professores, sabendo-se à partida que tal vigilância será sempre insuficiente. Um complemento importante (embora também não suficiente) será o da educação desde o ensino básico: incutir nas criancinhas, depois nos adolescentes, depois nos jovens adultos, a noção de que o plágio é não só vergonhoso como perigoso, isto no caso de gente que se prepara para a vida profissional, os seus desafios e a sua concorrência. Finalmente, o castigo deveria ser pesado e ter o braço longo.

Claro que nem assim se evitaria o corta-e-cola, tal como a criminalização do furto e do homicídio não evita que haja quem os cometa; mas enfim, ouso crer que, pelo menos, o corta-e-cola deixaria de estar na moda, que voltaria a ser uma excepção muito restrita.

A alternativa, isto é, o desenvolvimento da tendência presente, é uma perspectiva tão sombria, tão negra, tão grave, que só de pensar nela me arrepio. É simples, ficaremos condenados à perpétua dúvida: “Onde é que eu já li isto? Onde é que eu já vi isto? Onde é que já ouvi isto?”

in Revista Super-Interessante, nº 114 – pág. 75, Outubro 2007.

Transcrição dactilografada. Esta revista não tem site específico e, portanto, muito menos terá qualquer artigo disponível online. Neste caso como em muitos outros – e como é evidente mas parece difícil de entender, para algumas pessoas – a sua publicação através do Apdeites tem apenas finalidades… pedagógicas; aliás, de acordo com a sugestão do próprio autor do texto, João Aguiar. E repita-se, pela centésima milionésima vez: plagiar é o acto de apropriação do trabalho alheio em proveito próprio; quando não há apropriação, porque a qualidade de citação, a respectiva autoria e as fontes são claramente identificadas, não pode – por definição – existir proveito próprio.

Maddie, desaparecida há 150 dias

https://www.youtube.com/watch?v=_Txikx1v1xs
Programa emitido ontem, às 20:30 h, pela SkyNews.

Martin Brunt (SkyNews) resume, em 7 minutos e 19 segundos, os 5 meses que se passaram desde que Madeleine McCann desapareceu.

O mais conhecido dos repórteres residentes (na Praia da Luz e arredores) faz uma espécie de sinopse videográfica das incidências mais relevantes do caso. Nesta reportagem, propriamente não se escuta ninguém a insultar Portugal ou os portugueses, mas vislumbra-se perfeitamente o “bichinho” da sobranceria britânica, aqui e ali, neste e naquele depoimento. É, de facto, mais do que um documentário, um documento.

Para qualquer estrangeiro que veja apenas estes 7,19 minutos de filme, “Praia da Luz” é uma remota colónia britânica, uma ilha minúscula algures no Índico, habitada por selvagens desprezíveis e infestada de perigosíssimos caçadores de cabeças – os “Pee Jay”.

Mr Brunt, this time you were not that blunt. Shame on you, Mr Brunt. Shame on you.

Gerry McCann: Portuguese policemen “are imbeciles” ***

Ontem, 1 de Outubro, o jornal inglês The Times online publicou mais um artigo sobre o caso McCann. Como segue.

“We are leaving no stone unturned on this one…”

The parents of Madeleine McCann are preparing a fresh legal attempt to have their status as formal suspects in the disappearance of their daughter lifted and hope to clear their names before Christmas.

Kate and Gerry McCann — who nearly four weeks ago were made arguidos, or official suspects, in Madeleine’s disappearance — have instructed their lawyers to “explore every avenue” to have the status lifted, a friend said today.

The move comes as it emerged that the couple are hoping to mark a new advertising campaign for the search for Madeleine, 4, who has been missing for nearly five months, with an appearance on Portuguese television.

Family members have also contacted a psychic for help in locating the child.
The McCanns have engaged Rogerio Alves, president of the Portuguese Bar Association, to prepare a defence against allegations that they accidentally killed Madeleine and disposed of her body. A source close to the legal team said that Mr Alves and the McCanns’ British lawyers, Michael Caplan, QC, and Angus McBride, were trying desperately to expedite the legal process, which has the potential to last for up to a year.

“They hope to have this ridiculous situation sorted out long before Christmas,” the source said. “It could be a quiet word in an ear; at higher levels it could be a direct approach to the judge or prosecutors saying, ‘This is the case as it looks from our point of view, we would urge you not to go any further’.

“It could be a formal presentation of a file of information. The mechanics of that are down to the lawyers. They are working very hard, both here and in Portugal, and will be making representations at every opportunity to get this ridiculous situation sorted.”

Under Portuguese judicial secrecy laws the McCanns are forbidden from talking about the case, but they hope to get clearance from their lawyers to make the televisised appeal for the search for the four-year-old to continue.

The new poster and television campaign will be completed within the next ten days and will include Arabic adverts in Morocco, where several alleged sightings of Madeleine have been reported. The family is also in discussion with Spanish and Portuguese supermarket chains with a view to displaying Madeleine’s image on shopping trolleys.

Clarence Mitchell, the couple’s spokesman, said: “The key to this is getting the message out into the homes, the tiny places where they don’t see the wider media. We need to get to the village in the hills where they’ve never seen a television.”

Friends said that the McCann family are now so desperate for information about their daughter’s whereabouts that they are considering employing a psychic. Mr and Mrs McCann have already consulted a book by Gordon Smith, who claims to be Britain’s “most accurate medium”, and are being urged by other members of the family to seek his views directly.

It emerged today that family members have been in contact with Mr Smith — a Scottish psychic who goes by the name of “the psychic barber”, on account of his day job cutting hair.

Mr Smith, 45, said that a member of the McCann family had asked for help via his publisher. “I never charge for private readings,” he said. “I would really love to help the family in any way I can.”

A source close to the family, who are strict Catholics, said: “They are desperate for any help and would consider any credible information. It’s not quite as loopy as it might first appear. Some police forces do look at this sort of thing seriously.”

It was reported today that detectives in Portugal are waiting on the results of DNA tests on hairs found in the McCanns’ apartment. The newspaper 24 Horas reported that detectives believe Madeleine died by after down a short flight of stairs outside the apartment.

A friend of the McCanns said that the allegations were “nonsensical and contradictory”. The friend said: “There are only ten small patio steps at the back, because it’s a ground-floor flat. The idea that she fell down the steps and died is ludicrous, and she would have been found very quickly.”

Despite the constant leaks of information from sources within the inquiry, a senior Portuguese police officer has accused the McCanns of feeding stories to the media to distract the investigation.

Carlos Anjos, president of the Judicial Police Inspectors Union, said: “Since their daughter disappeared, Gerry and Kate have followed a strategy of almost daily announcements of new facts designed to distract and confuse the investigation.”

A friend of the McCanns said: “Everything that’s been reported was in Kate and Gerry’s witness statements. There should be no surprises for the authorities in any of this.”

Este artigo permaneceu online apenas durante algumas horas. Depois, no mesmo espaço e no mesmo endereço, o texto foi substituído pelo que se segue.

Kate and Gerry McCann ‘considering psychic help’

Details of missing children are to be flashed up on railway departure boards and electronic motorway signs across Europe under plans devised by the Portuguese Government to speed up searches. The proposals will be presented to EU ministers today.

The plan for a common alert system across European borders follows criticism of the length of time it took Portuguese authorities to inform ports and neighbouring countries about the disappearance of Madeleine McCann.

Madeleine’s parents are preparing a fresh legal bid to have their status as formal suspects in the disappearance of their daughter lifted and hope to clear their names before Christmas. Kate and Gerry McCann — who were made arguidos, or official suspects, in the case nearly four weeks ago — have instructed their lawyers to “explore every avenue” to have the status lifted, a friend said yesterday.

The couple are hoping to mark a new advertising campaign for the search for Madeleine, who has been missing for nearly five months, with an appearance on Portuguese television.

Friends said that the McCann family were now so desperate for information about Madeleine’s whereabouts that they were considering employing a psychic. Mr and Mrs McCann have already consulted a book by Gordon Smith, who claims to be Britain’s “most accurate medium”, and are being urged by other members of the family to seek his views directly.

The Portuguese Government denied that its latest initiative was linked to the case of the British girl.

Portugal, which currently holds the EU’s rotating presidency, will ask other countries to adopt the French system, which rushes details to regional media as well as transport hubs such as motorway service stations as soon as an abduction has been reported.

Speaking before today’s meeting, Alberto Costa, Portugal’s Justice Minister, said: “A million children a year are the subject of abduction. A lot of cases are not investigated. It is important to look for cross-border solutions.”

A dramatic alert would not be appropriate in every case, an adviser to the minister added. “We need strict rules on the way we issue alerts, because it can be dangerous in some kinds of abduction,” the adviser said. “We want common guidelines rather than a uniform approach. We will discuss the way an alert is made — in France, for example, the prosecutor decides because it is linked to that process.”

The ministers will also be asked to consider ways to combat abduction cases in which an estranged spouse or partner tries to take a child to another country.

In another initiative, Jacqui Smith, the Home Secretary, will call for a tougher EU approach to monitoring sex offenders as they travel around the 27 member states.

Only Britain and the Irish Republic currently require someone on the sex offenders register to tell police when they are travelling abroad for more than three days so that the authorities abroad can be alerted.

The Times online

Dado o curto período em que o primeiro artigo esteve online, não existe ficheiro cache do mesmo, em nenhum dos principais de busca. Como o assunto é referido por diversos blogs de Língua inglesa, tomamos como fidedigna a informação. Faltou apurar se os autores do artigo original seriam os mesmos daquele que lá se encontra actualmente (Patrick Foster & David Brown).

Conhecimento do assunto através do blog A Blogspate.
*** Gazeta Digital, Gerry McCann citado por Philomena McCann.

e-escola: vale a pena?

Opinião

Uma pergunta simples com resposta não tão simples quanto isso. Tentemos sintetizar ao máximo.

1. O Governo “oferece” computadores portáteis, ao preço unitário de 150 €, com mensalidades reduzidas em 5 € no acesso à Internet por banda larga.
2. Os “beneficiários” do programa e-escola podem optar por um dos três operadores de acesso (TMN, Optimus e Vodafone), conforme o modelo de aparelho (de dois possíveis) e o tarifário de navegação (de dois possíveis) que mais lhes parecer conveniente.
3. O Governo português oferece àqueles operadores determinadas contrapartidas (ver nota 2), presumivelmente como compensação pela diferença de PVP (preço de venda ao público) dos aparelhos e pela redução (de 5 €) nas mensalidades das ligações à Web.
4. As opções disponibilizadas pelos três operadores resumem-se a dois aparelhos muito semelhantes e a dois planos de ligações ligeiramente diferentes, variando (também ligeiramente) as condições de acesso ao programa em função da população-alvo específica: estudantes, professores e trabalhadores em formação.

A simples esquematização do programa e-escola permite, per se, tirar diversas ilações. Será porventura redundante comparar preços de mercado, não “bonificados” e não sujeitos a regras de gestão e a estratégias políticas, com aquilo que este programa “oferece”. Veja-se, por exemplo, o que se diz sobre este assunto no blog Fliscorno, cujo autor tem levado a cabo um estudo exaustivo sobre o programa e-escola.

De facto, um computador portátil por 150 €, é barato. Mesmo sendo – como de facto é – um aparelho já ultrapassado, tecnicamente próximo da obsolescência, praticamente descontinuado pelo fabricante (já não existe no site oficial da Toshiba, se é que alguma vez ali constou) e muito provavelmente colocado em saldos pelos distribuidores e retalhistas.

Mas, ainda assim, não se pode comprar esse computador e pronto, mais nada, simplesmente usá-lo: é necessário pagar uma mensalidade – durante 3 anos – quer se queira, quer não, seja ou não seja necessário. Pior ainda: essas mensalidades supostamente pagariam o acesso “à Internet de banda larga” mas, ao fim e ao cabo, apenas “pagam” um pacote de navegação absurdo, o mínimo dos mínimos, algo que não serve ao cibernauta mais exíguo; o tráfego incluído (1 ou mesmo 2Gb) e a velocidade de acesso (384 ou mesmo 648 Kbps) são manifestamente insuficientes.

Em suma.

1. O computador não é nenhum topo-de-gama, muito longe disso, nem sequer média é a gama, se considerarmos os padrões actuais, no momento em que o programa é lançado (15 de Setembro).
2. O tarifário, sob a capa de “ligação à Internet de banda larga”, não passa de trivialíssimo pagamento em suaves prestações mensais de um valor remanescente que, feitas as contas, ultrapassa largamente o preço do mesmo aparelho no mercado “convencional”. (ver nota 1)
3. Sendo a distribuição dos aparelhos executada por operadores de telecomunicações – e não pelas respectivas marcas ou revendedores autorizados -, a assistência pós-venda ou quaisquer questões relacionadas com garantias serão, a curto prazo ou no imediato, se não totalmente impossíveis, pelo menos muito difíceis.

Ou seja: é mau negócio. Não vale a pena. Se não fosse o resto, bastaria isto: ao mínimo problema, o “feliz contemplado” ficará com uma bela sucata em mãos, tendo ainda de continuar a pagá-la até que se vençam os três anos de pena efectiva. E cara alegre, já agora.


Nota 1: os programas e-escola, e-professor e e-oportunidades, ou seja, o tema e as variações, destinam-se a estudantes, professores e formandos; ora, na maioria se não em todos os estabelecimentos de ensino (curricular ou profissional), existe ligação (essa sim) de banda larga à Internet; logo, e presumindo que tanto os estudantes como os professores e como os formandos passarão ali a maior parte do seu tempo, faltará saber para que precisam eles de outra ligação, ainda por cima de qualidade inferior.

Nota 2: falta saber quais serão essas contrapartidas. Se alguém souber onde está o acordo ou os acordos entre o Estado português e as empresas envolvidas, é favor indicar o link. No entanto, se o portal do Governo diz que essas contrapartidas existem, não duvidemos do que diz o portal do Governo. E não duvidemos também de que, em última (e em primeira) análise, seremos nós mesmos quem pagará as ditas “contrapartidas”; o Estado não paga nem dá nada a ninguém, pelo contrário, é um simples mandatário para pagar e dar em nosso nome, é o intermediário que recebe os impostos dos cidadãos e os gere em função dos interesses desses mesmos cidadãos. Pois é. O problema reside precisamente aí.