Quem não acredita nisto, ponha um dedo no ar!

Os extremos Cristiano Ronaldo e Nani, ambos do Manchester United, foram hoje dispensados do encontro particular de quarta-feira da selecção portuguesa de futebol com a Grécia, marcado para Dusseldorf, na Alemanha.
«Foi proposto ao treinador e aceite a dispensa do Cristiano Ronaldo, com uma mialgia de esforço no gémeos da perna esquerda, e do Nani, com uma contractura muscular na coxa esquerda», afirmou o médico da formação das «quinas» Henrique Jones.

Diário Digital de há pouco, há poucochinho

Ainda ontem marcaram cada um seu golito (quer dizer, o do Nani foi um golaço) e agora, assim de repentemente, dá-lhes uma travadinha e logo, nem de propósito, a ambos na perna esquerda? Caramba, mas que tremendo galo! Dois galos, para ser mais exacto. Ele há coincidências do caraças, realmente. E também deve ser coincidência ambos jogarem, por mero acaso, no Manchester United.

Sim, sim. Pois, pois. ‘Tá bem. A gente papa as tangas todas. No problemo.


Dedo tomado de empréstimo de www.rido.us

Which one R U?

heads up…it’s the Portuguese blogosfera

deodorants, anyone?

(…)
But, still today, go round the current crop of top blogs and you’ll notice the same thing. One mentions the other and the other mentions it back (my own beloved Atlântico is a much a culprit of this as anyone else), they have a flame war or a pretend one, and all is happy and cozy in the blogosfera. It’s much like Portuguese society, no one mixes with those people that they don’t know; a terribly cowardly trait, if you ask me.
(…)

Lucy Pepper

(Via one of those eight)

Novas oportunidades académicas

Licenciados automáticos
Cerca de 1400 bacharéis de cursos de Engenharia obtiveram administrativamente o grau de licenciado, no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, uma das seis unidades orgânicas do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC). A situação está a provocar mal-estar no meio académico da cidade, pois “dá uma ideia de facilitismo”, considerou fonte do IPC.
Correio da Manhã, 21.03.08

Mas “mal-estar” porquê, jovens? Desde quando existe um “meio académico”, em Portugal, fora dos locais adequados? Em que cidade é isso, ao certo? E então essa de que a coisa “dá uma ideia de facilitismo”, francamente, mas como é possível?

Toda a gente sabe que, no que diz respeito a meios académicos e respectivos ambientes, a melhor academia portuguesa é a do Sporting, em Alcochete. Ali se formam, exclusivamente, os melhores quadros especializados do país, aqueles que são exportados a preço (e a peso) de ouro e os únicos habilitados a render mais-valias para o nosso país. Das outras academias nacionais, o deserto, a apagada e vil tristeza de que fala o zarolho.

Não é qualquer um que entra na Academia do Sporting. Ali não há “facilitismo” coisa nenhuma. Isso é que era bom. Aquilo é exclusivamente reservado a eleitos, alguns muito poucos, alunos fora-de-série, virtuosos, excepcionais. Não há cá baldas, nem cunhas, nem favores. Jovem talento admitido no “campus” de Alcochete foi sujeito a inúmeras provas de acesso, foi minuciosamente observado ao longo de várias épocas por técnicos habilitados, passou com distinção em inúmeros exames de júri, sendo esse júri constituído por milhares de pessoas conhecedoras da matéria. O aluno cadete anda sempre fardado, perfila-se quando passa um superior hierárquico, cumpre escrupulosamente o regulamento e nunca por nunca se atreve a mijar fora do penico. É, em suma, um Cristo que ali anda, penando anos a fio atrás do seu sonho, sujeitando-se a tudo e mais alguma coisa sem o mais ínfimo sinal de revolta, isto é, sem jamais levantar cabelo. Tudo porque sabe perfeitamente, sem ser preciso impingir-lhe teorias pedagógicas da treta, que aquela é a Academia que lhe interessa, que ali construirá o seu futuro e que dali terá apenas uma de duas saídas: ou o triunfo, a glória e, possivelmente, uma vida de nababo, ou um simples, limpíssimo, transparente e nada enganador pontapé no cu.

Mas qual facilitismo qual cacete, jovens. Em vez dessas mariquices de títulos de “engenheiro” a martelo, jovens, experimentai puxar pelo canastro, ousai tentar a vida realmente académica; haja coragem, ó mocidade, trocai o vosso querido pontapé na gramática pela ousadia do chuto no esférico, ide já ali despir vossas ridículas capas negras e envergai com acrescida cagança o “jersey” e o calção, as meias até ao joelho e as caneleiras, aperrai as chuteiras com garbo e orgulho, preparai-vos enfim e em resumo para defender já não a pátria e o saber mas outros valores, que muito mais alto se alevantam, as cores da camisola, o emblema, a bandeira do clube e, principalmente, uma conta bancária que até mete nojo.

Porque tudo isto são coisas, como sabe perfeitamente qualquer camelo, que além de muito mais simples e descomplexadas, podem vir a dar cacau à fartazana. Se porventura vos chateia o nome complicado e as risquinhas verdes do equipamento, jovens, não vos acanheis, experimentai por exemplo as escolinhas do Benfica, à falta de academia propriamente dita sempre é melhor do que nada, e seguramente melhor do que morrer de estupidez em qualquer banco de Faculdade. Caso não haja ali vagas, o que é pouquíssimo provável, ainda restam alternativas, pois que não se esgotam aí as faculdades de Portugal, não perdeis nada em dar uma vista de olhos aos campos de treino do FêCêPê ou aos pelados da Boavista, locais onde se formam inúmeros licenciados da bola, em diversas especialidades.

Pois não vedes, jovens? Não vislumbrais as alhadas em que vos estais metendo, com toda essa sorte de golpadas, títulos académicos marados e assim? Então? Em vez dessas porcarias em papel, esses títulos que não servem rigorosamente para nada, e que vão custando os olhos da cara a vossos paizinhos, ainda por cima, então não é muito melhor encurtar caminho e construir uma carreira sólida, compensadora, socialmente prestigiada, à conta de treinar fintas e desenvolver preciosismos técnicos?

Caramba! Mas qual é o nabo que não entende uma coisa assim tão simples? Quanto ganha um “engenheiro”, ó chavalecos, vamos lá saber. Quê? Uns 300 ou 400 contitos? Pff. Quanto ganha nosso Cristiano? Hem? O Nani? E o puto, aquele que até é capitão e tudo? Hã? Qual é a dúvida? É preciso fazer um desenho?

Amor à camisola

No sáite Dá-me o telemóvel, JÁ!, pode encomendar ti shartes, bonés, mochilas, almofadas, bases para “rato”, suéte shartes, camisolinhas, camisinhas (salvo seja), pósteres, estikéres (?) e tóte bégues (???). Tudo isto devidamente estampado com a frasezinha lapidar de nossa querida jovem incompreendida, mai-las boquinhas foleiras de seus impecáveis coleguinhas.

Notícias não confirmadas referem que será lançada nos próximos dias uma empresa especializada em violência escolar, a Tiróprof, que promete – em termos de oferta – uma variadíssima gama de serviços, para qualquer interessado, docente ou nem por isso, titular ou não: por exemplo, organizam belíssimos enxertos de porrada, individualmente ou em grupos (já têm diversos gangues de alunos em carteira), sessões de tortura temáticas (é conforme a Disciplina, se for de Francês fazem desconto); ministram cursos de mocada genérica, que incluem as diversas técnicas (deveria escrever ténicas, presumo) de murros na focinheira, pontapés nas miudezas e cabeçadas à malandro (conhecidas no meio como “arrebenta pencas”). A Tiróprof apresenta-se, por conseguinte, como pujante manifestação de vitalidade da indústria nacional, prevendo-se para breve uma parceria com o Estado, tendo em vista a internacionalização de tão pedagógicos quanto lúdicos modos de expressão física.

Entretanto, e segundo se diz nos mentideros da comunicação social em geral, está em fase adiantada de preparação o campeonato nacional de “molhar a sopa no setor” (patrocinado pela cervejeira Arreia-le), com eliminatórias a decorrer em todos os estabelecimentos de ensino do país, estando desde já assegurada a transmissão em sinal aberto de alguns dos recontros, pelo menos a partir dos quartos-de-final.

O Apdeites, sempre atento e aberto a quaisquer inovações e progressos, não poderia deixar de se associar a mais estas duas meritórias iniciativas da chamada sociedade civil em geral e da nossa imaginativa classe empresarial em particular.


Modelo especial para professoras de Francês, de preferência com uma barriguinha ligeiramente descomunal, assim maneirinha para levar umas biqueiradas.

Imagens do site referido.
Nota: este post foi redigido em conformidade com o Novo Acordo Ortográfico, aquele, o dito cujo, o tal que se deve consultar com luvas e de fato.

O telemóvel da Carolina (Michaëlis)

«Competências gerais
À saída da educação básica, o aluno deverá ser capaz de:
(1) Mobilizar saberes culturais, científicos e tecnológicos para compreender a realidade e para abordar situações e problemas do quotidiano;
(2) Usar adequadamente linguagens das diferentes áreas do saber cultural, científico e tecnológico para se expressar;
(3) Usar correctamente a língua portuguesa para comunicar de forma adequada e para estruturar pensamento próprio;
(4) Usar línguas estrangeiras para comunicar adequadamente em situações do quotidiano e para apropriação de informação;
(5) Adoptar metodologias personalizadas de trabalho e de aprendizagem adequadas a objectivos visados;
(6) Pesquisar, seleccionar e organizar informação para a transformar em conhecimento
mobilizável;
(7) Adoptar estratégias adequadas à resolução de problemas e à tomada de decisões;
( Realizar actividades de forma autónoma, responsável e criativa;
(9) Cooperar com outros em tarefas e projectos comuns;
(10) Relacionar harmoniosamente o corpo com o espaço, numa perspectiva pessoal e interpessoal promotora da saúde e da qualidade de vida.»
Transcrito do site NetProf (por sua vez, transcrito do site da DGIDC)

Destas “competências de saída” não consta uma única palavra sobre disciplina.

Mas constam imensas palavrinhas bonitas, expressões chiquérrimas, coisas tão impecáveis como “mobilizar”, “objectivos”, “estruturar pensamento”, “apropriação de informação”, “objectivos visados”, “conhecimento mobilizável” (???), etc. O ponto 10 deste pugrama é um verdadeiro portento de vacuidade pedagógica: “Relacionar harmoniosamente o corpo com o espaço, numa perspectiva pessoal e interpessoal promotora da saúde e da qualidade de vida.”

Lindo. Acho que a protagonista do filme se limitou a cumprir o guião ministerial; no que respeita ao “saber científico e tecnológico” representado pelo seu querido telemóvel, merece nota máxima; nos pontos, 1, 2, 3, 5, 6, 7, 9 e 10, pelo menos, cumpriu na íntegra, é um verdadeiro modelo, merece não apenas nota máxima mas também distinção e louvor.

As cópias deste vídeo têm sido sucessivamente retiradas do serviço YouTube, ao que se sabe devido a alegações (de quem?) de protecção ao “direito de imagem” (de quem?). Diversos serviços noticiosos de estações televisivas nacionais têm reproduzido as imagens com ofuscação das faces dos intervenientes. Algumas cópias em jornais online reproduzem também essa versão “esborratada”, pelos vistos para que se não reconheçam os rostos de pessoas que toda a gente já sabe quem são. O semanário Expresso online reproduz o vídeo na íntegra, conforme o original, sem utilizar qualquer técnica de encobrimento de feições. Assim sendo, e por desconhecer se os referidos intervenientes terão concedido uma autorização exclusiva ao semanário Expresso, o Apdeites publica também uma versão original do filme, não editada e não tratada.
Entretanto, muitas outras cópias (não “empasteladas”) foram já recolocadas no serviço Youtube, por diversos utilizadores geralmente não identificados.


https://www.youtube.com/watch?v=yET0fIlXwOI

Demência 1: “baixinho”
«As imagens do incidente, colocadas ontem a circular no site YouTube, foram filmadas pelo telemóvel de um outro aluno. Têm cerca de uma semana e foram captadas na última aula de Francês do 2.ª período. “Era uma aula livre e a professora autorizou o uso do telemóvel e toda a gente os tinha em cima da mesa. Pedi a uma amiga para ouvir uma música no telemóvel, mas o som estava baixinho”, contou Patrícia.»

Demência 2: “recorrer”
«– O que é que a aluna deveria ter feito para contestar?
– Os alunos também têm direitos e neste caso devia recorrer ao Conselho Directivo da escola
. »

Extractos de demência: notícia de Correio da Manhã.

Lisboa tour


https://www.youtube.com/watch?v=9xkhvzeo9ow

O excelente Microsoft Virtual Earth não pára de surpreender. Nesta pequena animação, mostramos alguns aspectos da Lisboa tipicamente turística, mas de uma forma inovadora e com imenso potencial: por assim dizer, vemos Lisboa a voo de pássaro ou como se estivéssemos a bordo de um helicóptero incrivelmente versátil.

Uma ideia e uma técnica a explorar, tanto para fins publicitários como para efeitos de promoção de eventos, vendas de imobiliário, apresentações de firmas e de produtos ou, enfim, tudo aquilo que envolva localização, cartografia, fotografia aérea e… movimento.

Ferramentas utilizadas: Microsoft Virtual Earth, Windows Movie Maker, You Tube.
Música de Carlos Seixas (1704-1742), “Concerto para cravo em Lá”, Keitil Haugsand; Norwegian Baroque Orchestra.

No Baforadas, coloquei também um vídeo 3D animado com o mapa do fumador da zona do Grande Porto (restaurantes).

Do Portugal Arguido – VII


https://www.youtube.com/watch?v=hapaeeOxmpY

O cidadão Daniel Oliveira, nosso vizinho do blog Arrastão, foi condenado no passado dia 11 a pagar 2.000 euros ao cidadão Alberto João Jardim, acrescidos de juros de mora, tendo ainda sido punido com uma pena de prisão até três anos ou com uma pena de multa não inferior a 180 dias.

A sentença condenatória resultou de queixa-crime por calúnia e difamação que o queixoso considerou existir num artigo de opinião intitulado “O Palhaço Rico“, publicado no semanário Expresso de 10 de Junho de 2005 (o Dia da Raça, nem de propósito) e no qual Daniel Oliveira apelida de “palhaço” e de “rico” ou, melhor dizendo, de “palhaço rico”, por extenso, o cidadão acima referido. Nesse artigo de opinião, o autor, sendo ele próprio jornalista***, ter-se-á porventura sentido ofendido pelo facto de o Presidente do Governo Regional da Madeira ter apelidado os jornalistas em geral e os do “Continente” em particular de “bastardos” e de “filhos-da-puta”.

O cidadão agora condenado por calúnia e difamação já recorreu da sentença. Que se saiba, nenhum jornalista português processou o Presidente do Governo Regional da Madeira por calúnia e difamação, por ofensa à honra e dignidade, por atropelo do direito de imagem, por enxovalho soez e gratuito a toda uma classe profissional ou por simples incontinência verbal de um titular de órgão de soberania em exercício de funções.

*** Desconheço se tem carteira profissional, mas o estatuto é inerente à sua condição de blogger de referência e de comentador político na imprensa escrita, na rádio e na televisão.

Adenda, em 20.03.08 às 09:20 h

Direito de Resposta
Tive ontem o cuidado de não referir grandes pormenores nem sobre processo e a sentença no caso de Alberto João Jardim e nem sobre as falsidades da nota do Governo Regional da Madeira (num processo pessoal de Jardim), que não me espantaram. Deixo agora aqui a carta enviada para alguns órgãos de comunicação social e assinada pela minha advogada neste processo, ao abrigo do direito de resposta, a propósito da notícia da Lusa, que vários jornais reproduziram, com base na nota de imprensa do Governo Regional da Madeira, sem se darem ao trabalho de confirmar fosse o que fosse. Aguardo, claro, a sua publicação:

«O Governo Regional da Madeira terá distribuído um comunicado à imprensa, onde refere que o jornalista Daniel Oliveira foi condenado pelo Tribunal do Funchal numa “pena de prisão até três anos ou com pena de multa não inferior a 180 dias”, a qual seria referente ao texto onde o jornalista chama “palhaço rico” ao Presidente do Governo Regional da Madeira, na sequência de o mesmo ter insultado, perante as câmaras, a classe jornalística. Ora, a sentença esclarece que não há desproporcionalidade entre o artigo de opinião e o insulto a que ele responde e que aquele se encontra em relação causal com o comportamento repreensível do Presidente do Governo Regional da Madeira, pelo que dispensa o colunista de pena, ao contrário do falsamente afirmado no comunicado do GRM. A indemnização arbitrada, porque “a publicação do artigo causou ao assistente incómodo e stress”, segundo refere o Tribunal, vai ser objecto de recurso».

Citação integral de “post” publicado ontem, 19, no Blog Arrastão

É curioso. Parece que, afinal, era (quase) tudo tanga, brincadeirinha, travessura, chalaça de Sua Excelência. Pois com certeza. Habituado como está a palhaçadas e a partidinhas de Carnaval, por exemplo, não admira. É realmente curioso, repito, mas não admira.

O que será talvez para admirar é que, sendo a notícia falsa – ninguém diria tal, depois de ler o post a esse respeito que escreveu o próprio “condenado” (entre aspas, note-se) – não tenha havido um desmentido imediato. Igualmente admirável, por assim dizer, é o facto de afinal ter havido condenação (uma coisa é o Tribunal dispensar de pena, outra é não haver pena alguma) e de, também afinal, haver realmente lugar a indemnização, segundo determina a mesma sentença. Assim sendo, e tendo sido interposto recurso sobre essa decisão do Tribunal, presumo que o processo continue por conseguinte a não ser público.

Logo, estando o processo em curso: como poderiam os órgãos de comunicação social que fizeram eco do assunto dar-se “ao trabalho de confirmar fosse o que fosse”? Se a sentença não transitou em julgado, como poderiam os jornalistas – ou fosse quem fosse – consultá-la?

E já agora, a talhe de foice: desde quando e a que propósito devem os jornalistas dar-se “ao trabalho de confirmar” seja o que for que lhes aterre na mesa de trabalho com chancela oficial, com o selo da República ou proveniente de um órgão de soberania? E desde quando a agência noticiosa oficial distribui patranhas e, ainda por cima, patranhas “não confirmadas”?

Acresce que, diz um ingénuo incorrigível, a publicação da “cacha” em diversos órgãos de comunicação social não terá tido com toda a certeza nenhuma intenção depreciativa, de menosprezo pelo arguido; pelo contrário, dado o carácter quase caricato da situação, parece evidente que os jornalistas que se não deram “ao trabalho de confirmar fosse o que fosse” não fizeram mais do que (ao menos) subliminarmente manifestar a sua solidariedade para com o dito “arguido”. Ora, se isso não agrada, pois muito bem, vivendo e aprendendo, ficará de emenda.

Digo eu que, além de ingénuo incorrigível, não sou jornalista.

A voo de pássaro


Map Channels – Free mapping tools for your website or blog

Escreva na caixa de pesquisa (“Search”) o sítio que pretende ver em fotografia aérea (“bird’s eye”).

Neste momento, o serviço Microsoft Virtual Earth ainda não fotografou todo o território nacional, mas uma boa parte das cidades portuguesas já pode ser vista desta forma inovadora. As cidades de Aveiro, Porto, Lisboa (incluindo linhas do Estoril e de Sintra), Coimbra, Guimarães, Braga, Setúbal, Leiria e Maia estão já fotografadas e presume-se que outras se seguirão, a curto prazo.

As fotografias mapeadas podem ser rodadas em perspectiva (a 45 graus), para a direita ou para a esquerda. Experimente, por exemplo, ver a sua casa ou o seu local de trabalho; com alguma sorte, até poderá reconhecer o seu próprio automóvel estacionado à porta…

Click no botão “bird’s eye” (“olho de pássaro”, em tradução literal) para abrir a página com os mapas em écrã total.

Ler & Escrever? Priçisa naum!


https://www.youtube.com:80/watch?v=cSA239vNRGQ

No Brasil, esse paradigma da ordem e do progresso, existe um sistema de “ensino” gratuito e universal (ou vice-versa) que servirá porventura de modelo àquele que agora se pretende adoptar por decalque em Portugal e que está, de resto e subtilmente, oficialmente em vigor: é de facto gratuito, na medida em que os “alunos” não pagam teoricamente nada para o “frequentar”, é realmente universal, visto que a ninguém é vedado o acesso, mas sofre de um ligeiro vício de forma, a saber, é um sistema que não prevê qualquer espécie de aprendizagem; ou seja, é um sistema de “ensino” perfeito, não fosse o pormenor de não prever, conter ou ministrar espécie alguma de ensino propriamente dito.

Esta peça jornalística, de uma TV brasileira, é um vislumbre daquilo que nos espera, a nós, portugueses, num futuro não muito distante. O estado de embriaguez colectiva que, durante mais de 30 anos, colocou pseudo-iluminados nas cadeiras do Poder e lhes deu tempo de recreio para brincar às igualdades, terminará por destino e fatalidade em tremenda ressaca – assim que a realidade, ou seja, a ignorância avassaladora das vítimas (as nossas crianças, as gerações vindouras) surgir esmagadoramente, por todo o lado, faiscando em plena luz do dia.

Queriam “escolas para todos”? Pois muito bem, parabéns, conseguiram, aí estão as “escolas para todos”: depósitos decrépitos de onde só não escapa quem não pode, onde não se aprende nada nem se ensina nada… mas isso o que importa, se os objectivos essenciais foram cumpridos? O número de excluídos do sistema não baixou… e muito? O abandono escolar não diminuiu… e muito? A taxa de insucesso escolar não é hoje mais baixa… e muito?

Então? Para que diabo interessa isso de os alunos saberem pouco… ou nada? Mas o que raio tem o saber a ver com o “sistema de ensino”, afinal?