Quem se mete com a Web, leva

Deputados podem pedir acesso a ‘sites’ abusivos
A Assembleia da República (AR) recuou na proibição total de acesso a sites considerados abusivos – de pornografia, droga, agressão, jogo, violência e pirataria informática – e admite agora que a proibição seja levantada. Mas apenas em casos específicos: só para os deputados, por tempo limitado e “por necessidade decorrente do respectivo trabalho parlamentar”.
DN

Para os senhores deputados que, por algum estranho motivo, não saibam como ultrapassar esta “tremenda” restrição, aqui fica uma lista de (alguns1 dos) serviços online que permitem navegação não censurada, anónima e sem deixar rasto2:
1. http://www.anonymouse.org
2. http://www.freeproxyserver.net
3. http://www.proxy4free.com/page1.html
4. http://www.surfunblocked.com
5. http://www.turbohide.com
6. http://www.youhide.com

O processo é muito simples e comum a todos eles: aceder ao serviço, escrever (ou copiar) o endereço pretendido e carregar na tecla “Enter”. É tudo.

Evidentemente, caros deputados da República, uma forma muito mais simples de mandar às urtigas as restrições (e mandar catar-se quem as inventou) será adquirir uma bela de uma ligação móvel. As opções são bastantes:
a) TMN
b) Sapo
c) Clix
d) Kanguru
e) Vodafone

Enfim, uma beleza, isto das novas tecnologias, como se vê e comprova. Se antes era possível responsabilizar os representantes da Nação pelas suas andanças virtuais (e potencialmente ilegais), agora, com estas restrições saídas da moleirinha diminuta de um qualquer guardião da moral e dos bons costumes lá da terra dele, a irresponsabilidade passará a ser total. Lindo serviço.

(1) Existem muitos outros serviços do género. É só escolher, por exemplo, em My Proxy. E isto são apenas os sites de navegação intermediária grátis, porque há mais, muito mais, desde que se pague. E há também uma série de programas e técnicas para o mesmo efeito, mas não abusemos; a Assembleia da República portuguesa ainda não fica propriamente na China ou em Cuba. É mais ali para os lados de S. Bento, nem de propósito o padroeiro da… Europa!
(2) Não se mencionam aqui todos os serviços, todas as técnicas e todos os programas para o efeito não vá, haja cautela, algum funcionário mais zeloso incluir todos eles nas “políticas” restritivas. Assim, se os que aqui estão passarem administrativamente à categoria de “pornografia” ou de “violência”, a concorrência fica intacta e recomenda-se.


Adenda

Não certamente devido a algum tipo de tique pidesco, Deus me livre, mas apenas por curiosidade, acabo de descobrir que este “post” foi guardado num disco rígido que pertencerá, provavelmente, a um… deputado europeu!

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Cruzes, canhoto! Mas o que anda este ilustre membro da representação permanente de Portugal em Bruxelas aqui a fazer? Hem? Será um “simples” funcionário, em vez de ilustre deputado do P.E.? Diacho, mas que raio de interesse pode aquilo ter para tão altas esferas? Também haverá coisas assim, lá nos frios de Bruxelas, daquelas barreiras à badalhoquice na Internet, em pleno plenário da UE?

Ai, valha-me Deus. Ó chefe, ó coisinho: agora veja lá isso, hem? Não me lixe aqui o estaminé, pela sua rica saúde! Nada de bufarias, valeu? Olhe, fazemos assim: o amigo cala-se muito caladinho, não diz nada a ninguém, nem onde viu estas coisas da navegação anónima, e tal, não sei se está a acompanhar, e eu cá, afianço, em troca, envio-lhe por e-mail a lista completa. Ok? Hã, que tal? Convém-lhe?

Aijasus. Ó mulher! Estás a ouvir? Olha, vai mas é preparando aí umas malitas, anda! Eu vou ali ao carro, vou já montar a grade no tejadilho e atirar fora umas tralhas. A ver se arranjo mais espaço. Os meus computadores, primeiro, canudo! Tu deixa lá os vestidos, a gente depois compra outros, que se lixe, levamos só uma ou duas mudas de roupa, e as escovas de dentes, e assim, pouca coisa. O gato? Mas qual gato, mulher! Tu não vês que isto é uma emergência? É empactotar o trivial e toca a andar! Os computadores primeiro, não te esqueças. Aiaiaiaiaiai. Mas o que me havia de acontecer! Esta agora!

Gandas cromos

A Panini acaba de anunciar a “linha” da equipa portuguesa para o próximo Campeonato da Europa de futebol.

Guarda-redes: Ricardo e Quim.
Defesas: Ricardo Carvalho, Pepe, Fernando Meira, Paulo Ferreira, Miguel, Bruno Alves e Bosingwa.
Médios: Miguel Veloso, Petit, Tiago, Maniche, Deco, Nani, Quaresma e Simão.
Avançados: Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida e Nuno Gomes.

E o que tem isto de extraordinário? Bem, nada de especial. É só um tiro no escuro, uma coisa sem ponta por onde se lhe pegue: daqui até ao início do campeonato (7 de Junho), com os diversos campeonatos e taças ainda a decorrer, entre lesões e palpites falhados, os tipos arriscam-se a não acertar em mais de meia equipa. E não deve ser lá muito giro ficar com uma colecção de cromos (caríssima) toda marada, do princípio ao fim.

Digo eu, que vou já ali comprar umas quantas carteirinhas.

Política de resultados (2)

O tacho ao lume

FERVE: Fartos/as d’Estes Recibos Verdes. Este é o blog de um grupo de trabalho que pretende actuar em duas vertentes: 1) denunciar situações de uso abusivo de recibos verdes 2) promover um espaço de debate acerca desta realidade laboral, de forma a promover a mudança.

Espécie de “declaração de princípios” do movimento (?) FERVE

Fraco. Fraquinho. Como declaração de princípios, dada a enormidade da questão, um simples e sonoro BARDAMERDA serviria. Isso, por exemplo e desfastio, ou qualquer outra palavrinha do género, assim singela, modernaça e atrevida. Agora cá “espaços de debate” sobre um nojo institucional de semelhante calibre, valha-me Deus, mas para quê? O que raio existe que se possa “debater”, quanto a isto, com que argumentos se “debate” a vigarice pura e simples?

Os ditos “recibos verdes” são, ainda hoje e mais do que nunca, um paradigma da (des)governação centralista de esquerda, ou seja, em concreto, uma das muitas e se calhar das mais absurdas trapalhadas do P.S.

Aquilo não tem nada que discutir, é extremamente simples e não carece de paleio algum: liquide-se aquela merda, ponto final.

Parágrafo. Já agora, vírgula, porque talvez seja necessário explicar alguma coisinha a quem está mais por fora de golpadas governamentais e coisas do género.
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Política de resultados (1)

O capitalismo selvagem

The richest 1,000 people in Britain have seen their wealth quadruple under Labour, according to The Sunday Times Rich List published today. Even under Gordon Brown’s brief premiership their fortunes have soared by 15%, just as the financial squeeze and faltering house prices have hit ordinary people.

The collective wealth of the 1,000 richest has jumped to £412 billion, up from £99 billion in 1997. Total net wealth during the same period has slightly more than doubled.

“The 11 years of Labour have been absolutely fantastic for the super-rich,” said Philip Beresford, compiler of the list. “Having a friendly Labour government has almost been better than having a Tory one; it has neutered politicians on the left.”

Richard Woods, The Sunday Times, 27.04.08.

THE Justice Secretary Jack Straw has admitted that Labour’s disastrous election results this week could force Gordon Brown to wait until the latest possible date in 2010 to call a general election.

In an interview this morning, Straw also suggested, before hurriedly correcting himself, that voters were punishing the prime minister in the party’s crushing defeat, in which it lost more than 300 council seats.

The Conservatives gained 12 local authorities across the country, from Southampton in the south to Bury in the northwest, and the Vale of Glamorgan in Wales. Overall, Labour, with an estimated 24% of the vote, was beaten into third place by the Liberal Democrats.

Holly Watt, Times Online, 03.05.08.

«As mil pessoas mais ricas da Grã-Bretanha quadruplicaram as suas fortunas durante os últimos anos em que os “trabalhistas” estiveram à frente do Governo.»
«Grosso modo, o Partido Trabalhista, com 24% dos votos (estimativa), passa para terceira força política, perdendo o segundo lugar para o Partido Liberal Democrata

Um episódio da nossa História (mais ou menos) recente ilustra na perfeição esta reacção de choque e pavor que invariavelmente ocorre quando se confrontam ideologia e realidade. Nos idos de 75 do século passado, durante uma visita ao nosso país de uma alta individualidade sueca (Olof Palme?), Otelo Saraiva de Carvalho ter-lhe-á dito algo como “nós, aqui em Portugal, o que queremos é acabar com os ricos!” A esta esquisitíssima argolada política respondeu o fleumático estadista nórdico com uma frase que ficou nos anais: “pois nós, lá na Suécia, o que queremos é acabar com os pobres!”
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Acordo ortográfico? Não, obrigado.

MANIFESTO
EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA
CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

(Ao abrigo do disposto nos Artigos n.ºs 52º da Constituição da República Portuguesa, 247º a 249º do Regimento da Assembleia da República, 1º nº. 1, 2º n.º 1, 4º, 5º 6º e seguintes, da Lei que regula o exercício do Direito de Petição)

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Primeiros signatários:
Ana Isabel Buescu
António Emiliano
António Lobo Xavier
Eduardo Lourenço
Helena Buescu
Jorge Morais Barbosa
José Pacheco Pereira
José da Silva Peneda
Laura Bulger
Luís Fagundes Duarte
Maria Alzira Seixo
Mário Cláudio
Miguel Veiga
Paulo Teixeira Pinto
Raul Miguel Rosado Fernandes
Vasco Graça Moura
Vítor Manuel Aguiar e Silva
Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho
Zita Seabra

Referências em blogs (link)

Nota pessoal sobre esta petição: finalmente, um texto sem um único erro de Português; também, era só o que mais faltava, com tal galeria de ilustres no cardápio! Nem um só “há anos atrás”, nenhum “um dos que foi”, nada de gralhas, corruptilhas, discrepâncias, redundâncias e outras aves raras. É uma coisa escorreita e, afianço, muitíssimo bem esgalhada. Estou marabilhado. Os destinatários vão ver-se à rasca para entender aquilo, tal é a força do hábito…