Um erro infantil

RegRunUm dos maiores perigos para quem anda “nisto” dos computadores é o excesso de confiança. Uma pequena distracção e pronto, está tudo lixado.

Para um tipo com mais de 20 anos “disto”, abrir um link sem olhar para o rodapé do écrã é um erro tão estúpido quanto imperdoável; aceitar uma actualização sem primeiro ver o código ou a proveniência, bem, isso então só à estalada, como diz a outra.

Foram portanto dois erros seguidos, fatais, que aqui o vosso amigo cometeu ontem: um muito inocente e-mail da CNN com alertas de notícias recentes; nada de mais normal; recebo disso quase todos os dias, também da RTP, do Expresso, do Canal História, etc.; uns por assinatura, outros não.

Claro que aquela porcaria era tanto da CNN como eu sou adepto do FêCêPê; assim que entrei na página (alojada algures na China, claro) já o mal estava feito, mas ainda fiz pior, aceitei a instalação de um “patch” do Adobe Flash Player.

Raios. Como dizia o eloquentíssimo Capitão Haddock, com cem mil milhões de macacos! Sacripantas! Ectoplasmas! Emplastros! Sapos do deserto! Vendedores de tapetes!

Ou seja, cá estive umas horas a rezar-lhes pela pele, a esses nojentos “criadores” de vírus, e durante esse tempo todo é claro que estive também entretido a minimizar os estragos, com a preciosa ajuda do RegRun Reanimator. A porcaria do Norton IS detectou o vírus, mas não o bloqueou na origem, deixou-o autoinstalar-se e começar a tomar conta do sistema; e pago eu 9 contos por ano (45 €) por aquele tremendo barrete!

Mas enfim, isso será outra história, quando terminar a licença deste ano, terei a oportunidade de relatar aqui a minha experiência (péssima) com o “maravilhoso” Norton (anti virus & internet security).

Esta minha tremenda “distracção” tem uma atenuante – ou agravante, depende da perspectiva -, a qual consiste em estar eu a falar ao telefone, com a mão esquerda, enquanto a direita manobrava o “rato”; não olhei para o link, pronto, acabou-se.

O presente que me tocou foi o cbevtsvc.exe (+ info), uma “maravilhosa” invenção dos biltres cibernéticos, geeks de meia-tijela, cujas funções e aspirações se resumem a lixar o sistema e a paciência de qualquer pessoa: entre outras belas coisinhas, começa por dar cabo do desktop, eliminando mesmo o directório de “temas” (wallpapers, screen savers), e depois começa a tentar ligar-se a um servidor remoto; felizmente, vá lá, ao menos isso o NAV conseguiu barrar. Mas a acção deste “troiano” em particular não se fica por aí; é necessário eliminá-lo imediatamente, não fazendo mais nada com o computador entretanto; quando não, uma das acções seguintes será o dito, sacana, malvado troiano desatar a reproduzir-se… no nosso aparelho, nos outros da rede local e até em aparelhos remotos, por vias diversas.

Aquilo infecta o Registry com diversas entradas, introduz-se nas rotinas de arranque do sistema e não deixa apagar manualmente os ficheiros que grava, dos quais pelo menos três ficam visíveis. Isto entre muitas outras mafeitorias, como é evidente, se lhe dermos tempo de “vida” suficiente.

Em casa de ferreiro, espeto de pau. Está visto.

São apenas duas as regras de ouro, que aqui o vosso amigo desta vez não cumpriu, no que diz respeito a evitar vírus por e-mail:

1. Nunca abrir um link de texto ou imagem sem olhar para o rodapé (status line) e verificar o endereço real desse link. Aproxime o “rato” do link (sem click nenhum, é claro) e verá aparecer o endereço no rodapé.
2. Nunca aceitar a instalação online de qualquer programa, “patch” (remendo), versão, plugin ou similar, seja do que for, de onde e de quando for, sem ter a certeza absoluta da sua necessidade, utilidade, genuinidade e fiabilidade. Se tiver a mais ínfima dúvida ou suspeita, não deixe instalar coisa nenhuma.

E nunca por nunca atenda uma chamada enquanto abre e-mails! Ou, talvez de forma mais simpática, nunca abra e-mails enquanto atende uma chamada!

OK. Eu agora vou ali um instante espetar umas chapadas em mim próprio. Com licença.

Web 3.0 da treta

No passado dia 28 de Maio, escrevi um “post” sobre um webhost gratuito que incluía todas as funcionalidades de qualquer alojamento pago. Já naquela altura expressei as mais sérias reservas pela “generosidade” da oferta (que previa, ainda por cima, uma forma de “ganhar algum” com o assunto) e, infelizmente, chego agora à clara (e triste) conclusão de que tudo aquilo não passa de simples… vigarice.

Apenas com testes sucessivos, e também com a simples passagem do tempo, seria possível concluir se aquele alojamento vale ou não a pena e se o que a 000webhost oferece é mesmo o que parece ou se não passa de simples embuste.

Pois. Não tenhamos medo das palavras: na minha opinião, é mesmo embuste. Trata-se, no fundo, de um esquema (de certa forma, em pirâmide), aplicado e adaptado ao alojamento de espaços na Internet.

Realmente, ao princípio tudo funcionou como eles publicitam: copiei para lá o domínio cedilha.net (com o Apdeites, o Sítio do Fumador e o Editor); base-de-dados, SQL, PHP, cronjobs, etc., tudo perfeitamente funcional; já começava seriamente a pensar em, pelo menos, conservar aquele alojamento como “backup” ou “mirror” do actual. Depois, começaram a afluir os novos “clientes” e, com isso, teoricamente, dentro de uns tempos receberia uns USD $100, podendo até seguir-se outro tanto por cada novas vinte adesões; nada mau por fazer tão pouco…

O primeiro sinal de que as coisas poderiam não ser exactamente assim surgiu quando recebi um e-mail (automático) da 000webhost a alertar-me para o facto de a página de entrada do domínio (cedilha.web44.net) não ter movimento “suficiente”; tive de o “proteger”, via painel de controlo; quando não, seria imediatamente apagado e, com ele, os três subdomínios.

Entretanto, as adesões via Apdeites já iam em seis, sendo que uma delas também tinha entretanto sido apagada, precisamente por “inactividade”. Uma das “regras” – esta só apareceu depois da inscrição e da instalação do domínio – é que as páginas não podem permanecer mais do que 10 dias “inactivas” e não podem também conter mensagens como “em construção” ou equivalente.

Depois disto, que já chegava para chatear, começo a receber uma série de mensagens, de novo automáticas, referindo que havia rotinas de SQL a sobrecarregar o servidor. Ora, que diabo, o que lá está instalado é o trivialíssimo WordPress MU! Se o servidor do alojamento “grátis” não aguenta as rotinas básicas daquela plataforma, ainda por cima gerindo apenas dois blogs, então que se lixe o servidor e que se lixe ainda mais o alojamento!

Parece-me que este assunto se pode esquematizar da seguinte forma:

1. A 000webhost oferece alojamento gratuito: 250 a 300 Mb de espaço, 1 Gb de tráfego, CPanel, PHP, SQL, 1 DB, etc., com configurações e condições em tudo semelhantes a um alojamento básico (razoável) pago. Isto, inicialmente, é assim mesmo, sem subterfúgios nem truques.

2. A 000webhost oferece ainda a possibilidade de se ganhar uns cobres extra, através de um programa de “affiliates” que funcionaria assim: por cada conjunto de 20 novos utilizadores (novos alojamentos grátis) que ali se inscrevam através da nossa conta, receberemos USD $100. Isto seria verdade, se… já veremos.

3. A 000webhost pertence a uma cadeia de webhosts que, todos eles, “oferecem” alojamentos grátis e alojamentos pagos; quem se inscreve, em qualquer deles, é automaticamente remetido para o host seguinte, na cadeia; cada novo utilizador acabará por angariar, mais tarde ou mais cedo, 5, ou 10, ou mesmo 15 novos utilizadores/alojamentos; destes, também mais tarde ou mais cedo, uma parte (10%, 20%, se calhar 1/3) acabará fatalmente por optar por um plano de alojamento pago. E são esses alojamentos pagos que vão suportar todo o esquema.

4. As pressões que os diversos webhosts da cadeia exercem sobre cada novo utilizador poderão resultar em uma de duas coisas: ou desiste e apaga o seu domínio ou acaba por adquirir um espaço “profissional”, portanto pago. Se não fizer nem uma coisa nem outra, o webhost acabará por arranjar motivos para lhe apagar unilateralmente a conta e, por consequência, o espaço. Só que…

5. Entretanto, já esse utilizador angariou mais uns quantos papalvos, na perspectiva de vir a ganhar os tais 100 dólares por 20 adesões. Coisa que, evidentemente, não sucederá nunca – porque antes disso a sua conta já terá sido anulada, por motivos diversos, e outro tanto sucederá com pelo menos algumas das contas por si angariadas.

Em suma: é só multiplicar. Sem pagarem alguma vez um único cêntimo a ninguém (não sei se isto é mesmo assim, apenas presumo), a cadeia de webhosts tem a sua própria rede de angariadores – completamente grátis, sim, mas para eles; de todos aqueles que se inscreverem, uma parte acaba por se tornar cliente pagador e é aí que reside o verdadeiro negócio. Da China? Talvez: estamos a falar de muitos milhares, quem sabe mesmo se não serão milhões – entre “grátis” por uns tempos e pagantes para sempre – aqueles que se envolvem neste esquema.

Não posso nem devo garantir que é realmente este o “esquema” que aqui está em causa, se poderá ser outro ou se não existirá de todo esquema algum em tudo isto; desconheço se de facto já alguém recebeu os 100 dólares pelas primeiras 20 adesões que angariou e apenas suspeito de que deve ser muito difícil chegar às 40 angariações; admito até que haja alguém satisfeito com a modalidade gratuita de alojamento que esta cadeia de webhosts diz providenciar.

Mas – e disso tenho a certeza absoluta – a 000webhost prometia algo que agora concluo não corresponder à verdade… de todo. Aquilo que apenas com o passar do tempo foi possível desvendar não tem nada a ver com o que o Apdeites divulgou, de boa fé, em 28 de Maio passado. Mesmo não dispondo de poderes extraordinários de adivinhação, e apesar de todas as reservas colocadas na altura, devo dizer que não aprecio particularmente nem vigarices nem vigaristas.

E por isso considero ser meu dever tentar ao menos repor a verdade dos factos, antes que males maiores possam advir para aqueles a quem recomendámos, inadvertidamente, algo que não tinha absolutamente nada de recomendável.

Transitoriamente, e apenas para ilustração deste “post”, não apagarei a conta do alojamento em 000webhost. Quando aquela conta for cancelada, os respectivos links ficarão obviamente inacessíveis.

Num país do 3.º mundo…

A Story: The Law regarding the McCanns and child neglect…?
(…)
In R v Jasmin, L (2004) 1CR, App.R (s) 3, the Appellants had left their child aged 16 months old alone in the home for periods of up to 3 hours, whilst they went off to work. This happened on approximately three separate occasions. The Appellants were both found guilty of offences relating to neglect contrary to S1(1) Childrens’ and Young Persons Act 1933 and were sentenced to concurrent terms of 2 years imprisonment.

Yahoo Answers

Retired solicitor Tony Bennett has failed in his bid to issue a summons against Gerald and Kate McCann for offences to do with section 1 of the Children and Young Persons Act 1933. Which makes liable anyone aged 16 and over who is in charge of a minor for their safety.
It has been refused as the court didn’t have the necessary jurisdiction. C’mon lad you should have known this, I suspect self promotion.
That’s what happens when the crime occurs in a 3rd world country like Portugal.

http://maddymccann.blogspot.com/2007/11/mccann-circus.html

CÓDIGO PENAL

LIVRO II – Parte especial
TÍTULO I – Dos crimes contra as pessoas
CAPÍTULO I – Dos crimes contra a vida
———-
Artigo 138.º – Exposição ou abandono

1 – Quem colocar em perigo a vida de outra pessoa:
a) Expondo-a em lugar que a sujeite a uma situação de que ela, só por si, não possa defender-se; ou
b) Abandonando-a sem defesa, em razão de idade, deficiência física ou doença, sempre que ao agente coubesse o dever de a guardar, vigiar ou assistir;
é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos.
2 – Se o facto for praticado por ascendente ou descendente, adoptante ou adoptado da vítima, o agente é punido com pena de prisão de 2 a 5 anos.
3 – Se do facto resultar:
a) Ofensa à integridade física grave, o agente é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos;
b) A morte, o agente é punido com pena de prisão de 3 a 10 anos.

Código Penal, BDJur Almedina

Teorias da conspiração à parte, nunca ninguém entendeu porque é que o grupo de alegres compinchas que passou férias no Algarve, em Maio de 2007, se entreteve tão denodadamente a construir uma fábula de “visitas de 10 em 10 minutos” às crianças.

Pistas.

E que interesse teriam as altas instâncias britânicas em que aqueles súbditos de Sua Majestade a Rainha de Inglaterra se safassem rapidamente para o seu país, para nunca mais voltar.

Pistas.

Jorge Resende

Continua no desemprego um português que foi despedido por denunciar indícios de pedofilia, numa estação de rádio suíça.

Mas entretanto o caso evoluiu; agora, e depois de uma série de iniciativas mediáticas, está em curso uma petição pela sua reintegração imediata na Radio Suisse Romande, Lausanne.

No site daquela petição, bastante completo, pode informar-se sobre o assunto e decidir se há-de assinar ou não.

No pasó nada

Estas são, de acordo com o operador, as primeiras imagens dos “confrontos” no bairro da Quinta da Fonte, ou seja, são imagens anteriores àquelas que a SIC apresenta como sendo imagens dos disparos no bairro da Quinta da Fonte no início da tarde de 11 de Julho. O jornalista continua a peça e introduz um novo grupo de imagens de disparos, que identifica como tendo sido captadas no momento desse segundo “confronto” entre os moradores.

II – Análise das Imagens do “tiroteio” 2 na Quinta da Fonte (Loures)
2 Designação utilizada pelos operadores para referir os acontecimentos da tarde de 11 de Julho no bairro da Quinta da Fonte (Loures).

[excerto de deliberação da ERC

Número de ocorrências dos termos TIROTEIO e CONFRONTO, de forma isolada ou autónoma (não em citações), incluindo o plural, em todo o texto da deliberação da ERC sobre as notícias dos acontecimentos na Quinta da fonte, emitidas pelos operadores RTP, SIC e TVI.

TIROTEIO
– sem aspas: 7 ocorrências
– entre aspas: 11 ocorrências

CONFRONTO
– sem aspas: 3 ocorrências
– entre aspas: 4 ocorrências

logótipo da ERCO que é que isto significa, afinal? Bem, nada de realmente importante, é claro, mas não deixa de ser curioso que a ERC se preocupe tanto com as diferenças que existem entre um “confronto”, com aspas, e um confronto, sem aspas; ou que considere não haver qualquer tiroteio, sem aspas, quando se fala de “tiroteio”, entre aspas.

Ou seja, por causa de um suposto tratamento “tendencioso”, entre aspas, a ERC “recomenda”, também entre aspas, aos três operadores de televisão nacionais que se pronunciem, sem aspas, sobre o “direito ao contraditório” (faça-se aquele gesto com dois dedos de cada mão, para cima e para baixo) que não esteve presente – pelos vistos e na opinião da dita e douta entidade – nas emissões dos diversos canais sobre o assunto.

Ora, isto é muito aborrecido. Para já, e pelo menos, para aquelas pessoas – entre as quais me incluo – que não vislumbram a mais ínfima diferença, respectivamente, entre “tiroteio” e tiroteio e entre “confronto” e confronto. É que assim, convenhamos, não se percebe nada. Então uma arma de fogo já não é uma arma de fogo, não passando afinal de uma “arma de fogo”? Um tiro não é um tiro, mas apenas um “tiro”?

Assim sendo, vamos lá ver se a gente se entende, não tendo ocorrido confronto algum, na Quinta da Fonte, já que na deliberação apenas se menciona tal coisa por quatro vezes, antes tendo ali havido a ninharia de três “confrontos” (gesto com os dedinhos, se faz o favor), nesse caso podemos todos ficar descansados porque no fim de contas “no pasó nada” (gesto, zif, zif). Ah, bem.

Deveremos portanto deduzir, ou espremer daqui à laia de ensinamento, que os tiros afinal de contas eram foguetes (zif, zif) e que os buracos nas paredes não passam de ilusões de óptica (agora não é preciso zif) e que as pessoas baleadas (agora é, zif) se espetaram todas, por mera coincidência, com grande soma de azar, em objectos pontiagudos, ou que lhes caíram em cima (não, isso é que foi galo) uma data de caganitas perfurantes, criminosamente largadas do ar por um bando de pombos.

Ah, pois, deve ter sido isso mesmo. Os pombos. A culpa daquilo tudo foi dos pombos, essa espécie de ratazanas com asas, e a prova da sua culpa está à vista, confira-se com as campanhas de extermínio sistemático levadas a cabo actualmente pelas mais insuspeitas autarquias, de Norte a Sul do país.

Pronto, assim está bem. Perfeitamente. Agora entendo. O que se passou na Quinta da Fonte foi pombos, montes de pombos. A comunicação social não tinha nada que se pôr a agitar papões e questões sociais, lá por causa da pombaria e dos seus bombardeamentos aéreos. Questão columbófila, foi só, por extenso, sem subentendidos, asinhas a dar a dar, no ar e em terra, principalmente em terra, porque aí é mais anjos e arcanjos, é tudo boa gente, e o resto é treta, é tendenciosismo, é racismo, é mania de contrariar o princípio do contraditório, é populismo, é falta de chá. E é pena.

Se nos tivessem explicado as coisas, assim direitinho, a gente não se punha a pensar coisas estúpidas, zif, a fazer juízos precipitados, zif, a dar uma de superioridade moral, zif, zif, zif.

Não há nada como a autoridade para nos fazer ver a luz e não há nada como realmente, realmente.

Chapéus há muitos, sistemas também

A propósito dos recentes problemas com o Sitemeter, que bloqueou o acesso dos utilizadores do Internet Explorer aos milhões de blogs que usam aquele contador de visitas, e aproveitando em parte um comentário que deixei no blog Art&Design de Isabel Filipe, seguem-se algumas indicações que poderão ajudar a prevenir este tipo de chatices.

1. Com o serviço gratuito Browsershots, podemos ver a(s) nossa(s) página(s) com os “olhos” de diversos browsers, em ambientes Linux, Windows, Mac Os e BSD (Unix). Basta indicar o endereço do seu blog ou página e esperar uns minutos pelos resultados. Pode seleccionar todas as 61 combinações de sistema/navegador ou apenas algumas delas.

São surpreendentes as diferenças de interpretação/leitura entre os diversos binómios S.O./navegador. O serviço Browsershots mostra imagens dos resultados devolvidos por cada um deles, permitindo assim detectar incompatibilidades e problemas diversos.

Poderá guardar as imagens (snapshots) resultantes e utilizá-las, por exemplo, como logótipo do seu blog, ou simplesmente como arquivo histórico.

2. Para validar e corrigir o código (HTML, XHTML, etc.), o W3C Markup Validation Service é a ferramenta universal e indispensável. Indique o endereço que lhe interessa e obtenha rapidamente uma lista de erros, com explicações e pistas para a respectiva solução; pode parametrizar e, de certa forma, condicionar o tipo de validação

Não existem sistemas perfeitos, como não existem programas de navegação à prova de falha. O erro, neste caso, foi da Sitemeter – e a “colisão” com o IE, que paralisou durante dois ou três dias uma enormidade de blogs e sites, ficou a dever-se aos (por vezes absurdos) níveis de segurança e de (in)tolerância ao erro deste browser, relativamente aos outros.

O ideal seria optar sempre ou o mais possível por código “crossbrowser” (transparente) mas, ainda assim, nem tudo estaria previsto; não existe código de betão, geral e permanente ou perene.

3. Sem stress.

Nisto dos computadores, tudo se torna obsoleto muito rapidamente. Não adianta nada ao utilizador comum, ou seja, aos 99% de pessoas que têm blogs e navegam na Internet, tomar partido por um programa de navegação (browser) ou por um sistema operativo; pode instalar mais do que um de cada, em alegre convivência, no mesmo aparelho. Não se rale com as “bocas” pseudo-ilustradas dos “geeks” mais coloridos que por aí pululam, aqueles que juram por todos os santinhos e pela saúde de suas respeitáveis mãezinhas que o Firefox é que é o supra-sumo dos browsers e que o Linux é a fina flor, o sistema dos sistemas operativos. Em informática, toda a flor viçosa se transforma rapidamente na mais pura e fina flor do entulho; aquilo que hoje é “o máximo”, amanhã não passa de sucata.

Ter alternativas é inteligente e prudente. Mas não vale a pena entrar em pânico por coisa tão pouca. Aliás, como agora se viu de novo, há muita gente cuja profissão é resolver problemas… e não inventá-los.

ANTES DE MEXER NO “TEMPLATE” DO SEU BLOG, GUARDE UMA CÓPIA DE SEGURANÇA!

Nota: curiosamente, há muito poucas referências ao Browsershots na Web portuguesa…

Solzhenitsyn

Solzhenitsyn
Алекса́ндр Солжени́цын
Aleksandr Solzhenitsyn
11.12.1918 – 03.08.2008

The good thing about hard-labor camps is that you have all the freedom in the world to sound off. In Ust-Izhma you’d only have to whisper that people couldn’t buy matches outside and they’d clap another ten on you. Here you could shout anything you liked from a top bunk and the stoolies wouldn’t report it, because the security officer couldn’t care less.

Aleksandr Solzhenitsyn, One Day in the Life of Ivan Denisovich

Fotografia de Russia Blog.
Fonte de dados: Wikipedia.

e-cigarros

cigarro electrónico

Não deita fumo, não produz cinza nem sobram beatas. Não está previsto na lei – logo, é legal – e não é crível que alguém se possa chatear por ter um “fumador” destes “e-cigarros” ao lado, mesmo num restaurante apinhado de gente.

Ou seja, e isso já não é nada mau, acabou-se de vez a proibição de fumar seja onde for, mesmo nos aviões, em plena coxia, ou até numa circunspecta e grave sala de audiências de qualquer tribunal. Quanto mais não seja pela inolvidável experiência (e pelo gozo que deve dar a cara desconsolada dos antitabagistas circunstantes), valerá a pena comprar um “gadget” destes. O prazer de fumar em plenas trombas dos puritanos macabros valerá com certeza o preço (80 €) – não muito convidativo, mas vale pela “causa” de os chatear mesmo, aos tais puritanos – e, ainda que não seja exactamente a mesma coisa que fumar um verdadeiro cigarro, até pode ser que ao menos se consiga com isto evitar os efeitos colaterais da abstinência prolongada.

Esta nova engenhoca fumadora implica no imediato uma espécie de pequena revolução nos costumes: liquidado na origem o pretexto (o fumo passivo) para a proibição, será curioso verificar agora o que mais será inventado para perseguir os novíssimos e-fumadores. Tenho um palpite sobre isto, e um palpite que não é nada de difícil digestão nem requer grandes dotes de adivinhação: deparando com o e-fumo, coisa que nunca tinha passado pela cabeça do mais macabro dos fundamentalistas, aqueles que extraordinariamente se preocupam com a saúde alheia hão-de alegar que ninguém tem o direito de dar cabo da própria saúde.

Nisto, sinceramente, até estou de acordo… para variar. De facto, não me custa absolutamente nada presumir que este “fumo electrónico” poderá vir a ter, a longo ou a médio prazo, consequências muito mais perniciosas para os “fumadores” do que o tabaco propriamente dito. Existe uma reacção química, envolvendo diversas substâncias, todas elas artificiais, que injecta uma certa dose de nicotina no organismo; portanto, pelo menos em teoria, o nicotinodependente poderá aplacar momentânea e transitoriamente a sua dependência. Porém, esta invenção é ainda muito recente e não há, por conseguinte, quaisquer termos de comparação nem estudos ou estatísticas que suportem ou contradigam a sua (relativa) inocuidade. Fumar cigarros (uma invenção de finais do século XVIII) é muito mais pernicioso do que fumar por cachimbo e este muito mais perigoso para a saúde do que os charutos; tudo depende do grau de industrialização, os processos de fabrico, as transformações e os aditivos químicos por que o produto passa, desde a plantação até ao acender do fósforo, e finalmente pela forma ou pelo dispositivo que se usa para inalar (ou não) o tabaco propriamente dito.

No caso dos e-cigarros pura e simplesmente não existe tabaco algum, apenas o seu “princípio activo”, por assim dizer, a nicotina. Ora, se o hábito de fumar se resumisse à nicotina, então seria facílimo deixar de fumar – o que, como sabemos, mesmo com injecções, pensos e substitutos diversos daquela substância, é praticamente impossível.

Sem força de vontade, nada feito. Quem quer deixar de fumar, tem de ter primeiro a vontade e depois a força. Só assim conseguirá largar de vez o vício.

Mas, para quem não quer, isto é, para aqueles que nunca tentaram nem querem tentar deixar de fumar, os e-cigarros podem ser uma boa forma de contornar a legislação nacional-socialista vigente.

Uma boa alternativa para os voos intercontinentais, para as longuíssimas, compridíssimas, chatérrimas viagens por via férrea ou por estrada, e também para aqueles eventos públicos onde toda a gente, tão saudável que até enjoa, devora comida até à náusea, emborca bebidas alcoólicas até ao vómito e debita parvoíces até ao infinito.

Fumemos aquela porcaria, pois, os e-cigarros. E que se danem os e-nazis.

Este post foi também publicado no blog Baforadas.