Circular de Barack Obama

Nos últimos dias, os media portugueses têm dado um extraordinário destaque à carta que o Presidente americano Barack Obama escreveu, presumivelmente pelo seu próprio punho, e enviou ao Presidente português Cavaco Silva.

«O Presidente dos EUA enviou uma carta ao Presidente da República português. Reconhecendo a importância de um relacionamento entre os Estados Unidos e Portugal, Barack Obama manifestou vontade de trabalhar com Cavaco Silva para a criação de um Mundo mais seguro.

Na missiva, o Presidente dos EUA reconheceu ainda existirem desafios que poderão ser enfrentados em conjunto e aproveitou a carta para agradecer as felicitações enviadas pelo Chefe de Estado Português a 5 de Novembro, quando foi eleito.»
TVI online

Estou confiante em que poderemos trabalhar em conjunto, nos próximos quatro anos, num espírito de paz e amizade, com vista a edificar um mundo mais seguro.
RTP online

Curiosamente, o Presidente da República do Kosovo recebeu pelo carteiro diplomático um texto incrivelmente similar.

«Dear Mr. Prime Minister,

I thank you for your congratulations on my election as President of the United States. I appreciate this significant message.

I have trust that we can work together in a spirit of peace and friendship to build a safer world in the years to come. I look forward to working with you in an effort to promote good relations between our two countries.

Sincerely yours,

Barack Obama
President of the United States of America
»
New Kosova Report

Certamente devido a uma extraordinária coincidência, os responsáveis máximos de Grenada (uma ilha independente, nas Caraíbas) e de Bermuda (uma colónia britânica, igualmente caribenha), foram também contemplados cada qual com sua simpática missiva do mesmo remetente.

«In a letter responding to Prime Minister Tillman Thomas’ congratulatory message, Obama was quoted as saying he is looking forward to working with the country to promote `good relations between our countries. `I am confident that we can work together in a spirit of peace and friendship to build a more secure world during the next four years,` Obama reportedly added.»
Carib World News

Parece que também o Presidente Gurbanguli Berdimuhammedov, do Turquemenistão, foi outro dos felizes contemplados com os cumprimentos do recém-eleito B.H.O.

«In his letter to Turkmen President Gurbanguli Berdimuhammedov, U.S. President Barack Obama offered his Turkmen counterpart to take joint action to promote international security .

“I am sure that we will be able to work together to promote international security in the spirit of peace and friendship. I hope to work with you both in this direction and also to develop constructive relations between our two countries,” Obama wrote in his letter.»
Trend News

Outro tanto sucedeu, ipsis verbis ou mais palavra, menos palavra (“I am confident that we can work together in a spirit of peace and friendship to build a more secure world”, cf. Trinidad News), com o Primeiro-Ministro de Trinidad e Tobago.

O Rei da Arábia Saudita foi outro dos destinatários dos mesmos votos fraternais, em espírito de paz e amizade, etc., fora o resto.

A Sérvia, por exemplo, também não foi esquecida. Nem a Grécia. Nem a Macedónia. Nem a Itália. Nem a Argentina.

Em suma: presumindo que os mais curiosos não se aborrecerão excessivamente procedendo à respectiva contagem, deixamos aos nossos visitantes a aliciante tarefa de apurar quantos presidentes, primeiros-ministros e outros altos quadros mundiais terão recebido a mesmíssima circular do Presidente americano que foi enviada ao mais alto magistrado da Nação portuguesa.

Medina Carreira, é evidente, é vidente

«É cada vez maior o número de portugueses que não acredita na generalidade dos políticos, nem na capacidade das instituições vigentes, nem nas promessas que lhes são feitas, nem no futuro do País. O próximo acto eleitoral (…) teria sido uma boa oportunidade para dizer toda a “verdade” e justificar todas as “exigências”. Porque, durante alguns anos, não se sabe quantos, teremos mais esforço que laxismo, mais contribuições que benesses, mais deveres que direitos e mais dúvidas que certezas. Terá de reconstruir-se tudo a partir de quase nada. Entretanto, muitos terão pago um preço imerecido.»
[Medina Carreira, 1 de Fevereiro de 2005, em artigo com o título “A Verdade Não Mora Aqui” publicado pelo Diário de Notícias]
[Extracto transcrito de DoteCOMe.]

Em reposição, 18 “videoclips” com Medina Carreira nos diversos canais de TV

Salto à Vara

Armando António Martins Vara

Dados pessoais:

  • Data de nascimento: 27 de Março de 1954
  • Naturalidade: Vinhais – Bragança
  • Nacionalidade: Portuguesa
  • Cargo: Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo
  • Início de Funções: 16 de Janeiro de 2008
  • Mandato em Curso: 2008/2010

Formação e experiência Académica:

  • 2005 – Licenciatura em Relações Internacionais (UNI)
  • 2004 – Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE)

[Excertos de CV transcritos do site do Banco Millenium BCP.]
[“Cache” actual na Google (transitório, se a página for alterada).]

Uma fonte: blog Blasfémias.
Muitas fontes: Google Blogsearch .

Nota para os mais distraídos: não é lá muito costume obter-se uma pós-graduação antes de se ter feito a graduação propriamente dita. É assim a modos o mesmo que saborear uma deliciosa sandes mista com manteiga… sem ter nem o fiambre, nem o queijo, nem a manteiga e nem sequer o pão.

Um teclado por 400 paus

menos de 400$00!

É normalíssimo, com 102 teclas, e tem luzinhas e tudo. Olhando para o cartaz com o preço, no supermercado, assim de repente, li 19,90 €… pareceu-me caro. Mas… será possível? Um euro e noventa e nove cêntimos? Tive de ir a um leitor de código de barras para confirmar o preço. É mesmo, 1,99 €!

Claro que é “made in China” mas, vá lá, aquele preço nem paga a embalagem (impecável, note-se). E é claro também que não tenho nenhuma entrada para aquela “ficha” em nenhum dos portáteis. Nem sei bem que raio de “plug” é aquele, mas há-de haver com certeza um adaptador para USB – por certo bastante mais caro este, uma peçazinha minúscula, do que o teclado inteiro .

Enfim, esta é uma das faces visíveis da tal “globalização”: um produto tecnológico verdadeiramente ao preço da uva mijona. Não sei bem porquê, isto não me parece nada bom.

Impressos online

IRN

Por acaso nunca lhe aconteceu ter de ir a uma repartição pública e ficar na “bicha” só para comprar um mísero impresso? Ou, pior ainda, nunca teve o azar de ficar um monte de tempo à espera apenas para perguntar no “guichet” qual é o impresso adequado para determinado fim? E nunca teve o tremendo azar de se enganar a preencher um daqueles malditos papéis cheios de letras pequeninas?

Bem, se nunca se meteu em nenhuma destas alhadas, pode considerar-se uma pessoa cheia de sorte.

Mas existe uma alternativa à tradicional via sacra das repartições, pelo menos quanto a uma boa parte das papeladas, nesta área da burocracia. O Instituto dos Registos e Notariado (IRN) disponibiliza gratuitamente os seguintes

Modelos:

Ora aqui está uma boa maneira de evitar um montão de maçadas: filas de espera, faltas desnecessárias ao serviço, deslocações repetidas, erros no preenchimento dos impressos, etc., e isto para já não falar do custo de cada um deles e das despesas e perdas de tempo que os enganos por vezes acarretam.

Pode imprimir os documentos e preencher à mão (conforme indicações) ou preencher electronicamente (no seu computador) e depois imprimir tudo na versão final; pode ainda, é claro, guardar cópias dos seus documentos e imprimir quantos exemplares quiser.

Os documentos “para efeitos de Bilhete de Identidade” são os únicos, da gama disponibilizada pelo IRN, que servem apenas para efeitos de rascunho. Neste caso, já sabendo o(s) modelo(s) necessário(s), terá de comprá-los nos serviços respectivos.

Uma vantagem acessória mas nada desprezível deste sistema, este sim, verdadeiramente “simplex”, é tornar-se possível cada qual preencher impressos de familiares ou amigos que o não possam ou não saibam fazer, limitando-se estes a ir entregá-los já preenchidos, sem necessidade de recurso a qualquer entidade estranha.

Para outros esclarecimentos, recomenda-se vivamente a leitura integral da página do IRN, sendo ainda de toda a conveniência ler as instruções específicas de cada impresso, na respectiva página para “download”.

“Dica” recebida por e-mail.

Isto aqui é o da Joana, sim, e depois?

a únicaFinalmente, uma causa a sério. O vizinho Paulo Ferreira, do blog Câmara de Comuns acaba de lançar uma petição com o suficientemente esclarecedor e transparente motivo “Salvem a Joana Amaral Dias“. Eu cá, é claro, fui logo a correr assinar. Já somos uma porrada deles (quatro, neste momento, para ser exacto) a apoiar tão meritória quanto elegante petição.

Não tenho nada a acrescentar, nem à elegância nem ao mérito da dita (petição, porque a JAD tem ambas as coisas até aqui). Bem, pensando melhor, talvez só uma referênciazinha ao meu próprio nome, ali naquele parágrafo em que mencionam as cenas todas que servem para apoiar a causa. Não apenas assinei a petição, com imenso gosto e ainda maior cagança, como me parece teria sido da mais elementar justiça me acrescentassem a mim próprio a Marx, Engels e Trotsky, esses gandas malucos, não desfazendo, aos quais nada fico a dever em espírito cívico, em militância política e sobretudo enquanto apreciador do género feminino em geral e da Joana em particular.

Mas, ainda assim, repito, tirando lá essa ligeira e certamente nada intencional omissão, ora ali está realmente um texto de petição muitíssimo bem esgalhado.

Ó ele aqui, ó.

Querem afastar a Joana Amaral Dias da nossa vista e dos nossos corações, querem silenciar a mais bela alminha que passeou pelos Passos Perdidos, querem castigar o único elo em comum que temos na política portuguesa com a Ministra da Defesa de Zapatero, a Ministra da Família de Berlusconi ou a Primeira Dama de França. Não o podemos permitir!

Contra este atentado à liberdade, contra esta ofensiva às conquistas de Abril, contra este lápis azul sobre a igualdade, a paridade e a beleza no exercício da política em Portugal, vimos por este meio pedir aos senhores dirigentes do movimento/partido político denominado por Bloco de Esquerda que mantenham Joana Amaral Dias nos órgãos nacionais, se possível como porta-voz, e mantenham Joana Amaral Dias nas listas à Assembleia da República.

Em nome da sanidade mental, em nome do combate à crise, em nome dos telespectadores da AR TV, em nome de Marx, Engels, Trotsky, em nome da liberdade, da igualdade e da fraternidade, em nome de Portugal.

[Texto integral da petição “Salvem a Joana Amaral Dias!“]

Imagem daqui.

Sei que um dia morrerei violentamente, mas só aí me vergarei.*

O último tempo de antena do fundador do PPD/PSD, Francisco Sá Carneiro, em 4 de Dezembro de 1980 – o mesmo dia em que morreu.

* Presume-se que esta frase tenha sido proferida por Francisco Sá Carneiro em 1980, mas não foi possível recolher provas documentais dessa autoria.

Actualização, em 27.01.09
Foi publicada, aqui no Apdeites e na página sobre FSC no Facebook, a digitalização da capa da revista Nova Gente em que a frase referida aparece em destaque. Ver post com a imagem: click aqui.

Louçã tira coelhos anti-capitalistas da cartola

«Imaginem que se colocam dois coelhos numa cova; de certeza que vão surgir coelhinhos… se for um casal de coelhos. Mas experimentem pôr duas notas de cem juntas uma com a outra numa caixinha; acham que vão surgir notas de vinte Euros dessa caixinha?»
[Francisco Louçã, na Convenção do Bloco de Esquerda, hoje.]

As coisas que a gente aprende com a “esquerda moderna”. Afinal, olha, as notas de Euro não fazem malandrices umas com as outras, mesmo que se metam dentro de uma caixinha, ao abrigo de olhares indiscretos. Se calhar, e isso não foi esclarecido pelo Chico, só as de Dólar é que… enfim… coiso.

Mas, camarada Louçã, ê queria-lhe procurari se essa coisa do casal de coelhos é a sério ó se por acaso o camarada não estará brincando. Atã agora os coêlhos nã vali se nã for em casali? Nós cá no partido nã semos todos pelos drêitos dos animais, e isso?

Chipciolina

Dispositivo Electrónico de Matrícula gratuito nos primeiros seis meses

2009-02-05

Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações

Governo aprova Dispositivo Electrónico de Matrícula

Gratuito nos primeiros seis meses

O Conselho de Ministros aprovou hoje, 5 de Fevereiro de 2009, o diploma que estabelece a instalação obrigatória de um dispositivo electrónico de matrícula (DEM) em todos os veículos automóveis, reboques, motociclos e triciclos autorizados a circular em auto-estradas e vias equiparadas, bem como a legislação referente à sociedade SIEV, Sistema de Identificação Electrónica de Veículos, SA, entidade que terá o exclusivo da exploração deste sistema.

O DEM será gratuito nos primeiros seis meses (o prazo conta a partir da entrada em vigor da Portaria Regulamentar).

O carácter inovador do sistema de identificação electrónica de veículos, as suas características tecnológicas e a necessidade de salvaguardar o direito à privacidade dos proprietários e/ou condutores, tal como a questão crucial do tratamento e protecção dos respectivos dados pessoais, exigem que a prestação deste novo serviço público seja assegurada, com carácter de exclusividade, pelo Estado, através de uma entidade empresarial própria – uma empresa pública, a SIEV, SA, – que garanta a idoneidade e a legitimidade de todos os procedimentos.

O Decreto-Lei 612/2008 estipula a obrigatoriedade de instalação do DEM em todos os veículos e seus reboques, motociclos, bem como triciclos autorizados a circular em auto-estradas ou vias equiparadas. O DEM é um dispositivo electrónico que se coloca na viatura e que emite um código, cuja transmissão permite a sua detecção e identificação pelas entidades legalmente autorizadas para o efeito. Esta identificação electrónica de veículos através do DEM permite efectuar a cobrança electrónica de portagens, em conformidade com o Serviço Europeu de Portagem.

A tecnologia de comunicação a instalar no DEM e nos equipamentos de detecção automática é a tecnologia micro-ondas a 5,8 GHz, especificamente a DSRC (Dedicated Short Range Communications). Saliente-se todavia que os dispositivos de identificação ou detecção electrónica de veículos através do DEM serão dotados de um alcance meramente local, de forma a permitir o simples reconhecimento de veículos situados nas proximidades, não podendo, em caso algum, fazer o acompanhamento geral e permanente dos veículos como seria possível caso se tivesse adoptado a tecnologia GPS ou GPRS.

Para garantir a salvaguarda da privacidade dos proprietários e/ou condutores dos veículos, o diploma aprovado pelo Governo refere explicitamente que não haverá cruzamento automático e permanente entre as bases de dados dos DEM e os dados relativos aos proprietários constantes do registo automóvel. O DL 612/2008 estipula igualmente que o Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres, IP, (IMTT), será a única entidade a poder associar em permanência o código do DEM ao registo nacional de matrículas, não tendo, contudo, acesso à informação obtida através dos equipamentos de detecção do DEM. Também o sistema de cobrança electrónica de portagens, ao introduzir as modalidades de pré e de pós-pagamento (com prazo de cinco dias), assegurará o anonimato dos utentes. Na sequência de um processo alargado de consultas, o Governo recolheu e incorporou diversos contributos, nomeadamente recomendações da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD).

A cobrança electrónica de portagens assegura a fluidez do tráfego rodoviário e o descongestionamento nas praças de portagem, com a consequente diminuição do impacte ambiental negativo decorrente do «pára-arranca» dos veículos. Este sistema permite igualmente uma melhoria da gestão do tráfego.

O DEM é um projecto inovador com impactos positivos na modernização competitividade da economia portuguesa: vem dinamizar o sector da telemática e criar simultaneamente uma oportunidade de negócio para as empresas na área das novas tecnologias na ordem dos 150 milhões de euros.

Portal do Governo

«Alguém duvida que em momento posterior, face a assaltos violentos seguidos de fuga, raptos, ou simples alegações de ondas de criminalidade, insegurança ou outra treta qualquer, rapidamente não seria aprovado um decreto que permitisse o cruzamento de dados, a vigilância permanente, o traçar de percursos?» [Gabriel Silva, blog Blasfémias]

Não, presume-se que ninguém duvida daquilo que é evidente. Com uma ressalva ao seu enunciado, porém: a ser aprovado, como será certamente, esse decreto-lei não irá permitir “o cruzamento de dados, a vigilância permanente, o traçar de percursos” – irá apenas autorizar a sua utilização para fins judiciais. Isto porque, como é ainda mais evidente, essas três coisinhas singelas serão feitas de imediato, logo que os chips estejam instalados. Aliás, já eram feitas antes, de forma voluntária, pelos proprietários de viaturas que instalaram sistemas de localização por GPS.

A diferença (precisamente porque existe a alternativa técnica), a questão base, reside – como diz – na imposição brutal de um meio de vigilância e controlo que se destina a limitar drasticamente aquilo que hipócrita e estupidamente diz proteger: a liberdade individual.

E não nos esqueçamos também de que, enquanto está toda a gente distraída com este lado do problema, a poucos ocorre uma outra chatice, grave, igualmente perigosa: esta engenhoca irá facilitar enormemente a vida da gatunagem; não apenas sabem quem está em casa, ou se está em casa (ou na firma) e, portanto, se é ou não conveniente assaltar o local, como ficam a saber exactamente onde está o popó que têm em agenda para gamar. Num caso de “carjacking”, por exemplo, em que as vítimas tenham a sorte de conseguir fugir, os perseguidores já saberão, ao certo, onde dar com eles outra vez e até qual a forma mais rápida de lá chegar…

Os bandidos esfregam as mãos de contentamento, mal podem esperar por esta esplendidamente cretina ajuda governamental.

Por mera economia de esforço, vulgo “matar dois coelhos com uma cajadada só”, a parte de escrita própria deste post é uma cópia integral de comentário deixado no blog Basfémias.

Já agora, uma notinha sobre o termo técnico “chip“: porque o assunto ameaça voltar à baila, aguarda-se com alguma (masoquista) ansiedade o momento em que alguém grafará “chip” como “chipe” e “chips” como “chipes”, à semelhança do que desgraçadamente sucedeu com “blog” e “blogs”. Vai ser engraçado passar a ouvir os mecânicos de automóveis a pedir ao balcão das lojas de electrónica: “ó amigo, dê-me aí meio quilo de chispes, fáxavori”.


Nota a posteriori, a respeito de um comentário neste post.

Lembram-se de que, antigamente, toda a gente tinha no “tablier” do carro um cartão-de-visita? Até havia, nesses não muito longínquos tempos, uns modelos específicos, gravados em metal.

Pois já lá vão uns anitos valentes desde que aprendi com um bandidote a nunca (NUNCA) deixar semelhante coisa à vista. Os bandidotes, mesmo – como era o caso – os menos especializados, sabem perfeitamente que isso é um convite descarado do condutor a que lhe assaltem a casa. É isso e é baixar todos os “estores” quando se vai de férias.

Mas, já agora, pergunto ainda: o que foi feito dessas chapinhas? Porque será que já ninguém as usa? Será questão de moda ou, ao menos sub-conscientemente, aquilo desapareceu da circulação porque toda a gente entendeu que não se pode estar em dois lugares ao mesmo tempo?

Então? Qual é a diferença entre uma chapinha gravada com o nome e a morada e uma chapinha electrónica com a morada, o nome e mais uma série de dados? Ah, pois, esta nova até dá para “gamar” e tudo. Dá para clonar e tudo. Enfim, dá para tudo.


Outro acrescento, em 08.02.09.

Existe uma petição online contra esta coisa inqualificável:

http://www.ipetitions.com/petition/siev/

Mesmo para quem não quiser assinar, a leitura desta petição confere – ao menos – alguns conhecimentos básicos sobre o assunto.