Komitet Gosudarstvennoy Bezopasnosti

Sinopse

  1. A 4 de Agosto de 2010 publiquei no Fakebook um post, sem qualquer texto, com a imagem da capa da revista Time desse mesmo mês.
  2. Oito anos depois, automaticamente, o mesmo Fakebook sugeriu-me que publicasse de novo aquele post.
  3. O que fiz, de imediato, com um texto de opinião a acompanhar a republicação.
  4. O Fakebook suspendeu a minha conta de utilizador, de novo, pela terceira vez.

Nota: a última suspensão (de 24 horas) foi por ter publicado uma imagem deste quadro de Courbet.

Curiosamente, ou talvez não, dado que o culto do absurdo já se vai transformando em absoluta normalidade e até em supostamente virtuosa conduta, há quem designe este tipo de denúncia como sendo “vitimização”. Ou seja, quem expõe os cabrões politicamente correctos que tomaram o Poder (ou, de resto, qualquer outro tipo de cabrões), está a fazer-se de vítima, de “coitadinho”, e, portanto, deveria era estar muito caladinho e aguentar com estoicismo (ou lá o que é) qualquer filhadaputice de qualquer filho-da-puta, sem tugir nem mugir. “Ignorar”, dizem merdosos e medrosas, é o que se deve fazer — para alcançar uma espécie de santidade “tipo” Gandhi — quando algum canalha ou alguma organização mafiosa exercem o seu abjecto ofício.

Pois sim, temos pena, essas merdas cá para este lado não colam. Poltrão é poltrão, não é o masculino de poltrona.