A e-bufaria no e-coiso

Mas com isto ninguém se indigna, pois então.

O e-coiso, vulgarmente conhecido como Fakebook, estabeleceu uma espécie de “moral vigente” que consiste, basicamente, em erradicar tudo aquilo que se pareça com heterossexualidade ou que sequer “cheire” a tão pecaminoso comportamento, por estes dias já considerado como algo aberrante.

Ainda a propósito da última vez em que tive “problemas” naquela rede anti-social surge agora a sequela, envolvendo uma pessoa que resolveu solidarizar-se comigo por causa desse mais recente episódio de censura.

Esta é a história do que se passou, contada e “fotografada” pelo próprio.

Primeiro, quando publiquei um “post” no e-coiso dando conta do sucedido com o vídeo de Barry White, este “vizinho” foi lá comentar.

“Por uma questão de solidariedade vou partilhar a música”, diz.  E assim fez, de facto, logo de seguida.

Começou por localizar o vídeo “pecaminoso” no YouTube (Barry White, “Let The Music Play”) e partilhou-o no seu próprio “mural”.

Apenas uns minutos depois os e-pides do e-coiso pura e simplesmente suspenderam-lhe a “conta”.

Quantos minutos depois da “partilha” foi accionada a suspensão, ele não sabe dizer ao certo, é claro, até porque nunca imaginou pudesse ser uma coisa assim tão rápida, mas diz que terão sido talvez uns cinco minutos, mais para menos e não mais para mais.

Evidentemente, reclamou da decisão dos e-pides:

Porém, lá dizia o outro, quem se mete com o PC, leva. E com os e-pides do e-coiso ninguém se safa, como aliás é, por definição, tradição de qualquer mesa censória de qualquer polícia política.

Escusado será dizer que este episódio vem, de novo, confirmar que existem e-pides porque existem e-bufos. Era assim antes da era electrónica, quando a bufaria usava papelinhos e telefonemas para denunciar “inimigos do Estado” ou “comportamentos desviantes”, e continua a ser assim, agora por maioria de razões e com muito maior facilidade nesta nova — e tenebrosa — era de e-mail, e-banking, e-Government, e-snitching (e-bufaria, em Português).

Ou seja, em suma, temos aqui — com “bonecos” e tudo — a demonstração irrefutável daquilo que já sabíamos por impressão, sensação ou instinto, do que toda a gente sabe mas muito poucos ousam verbalizar e muito menos expor publicamente: no e-coiso há e-bufos, e-pides, e-stúpidos a granel.

 

Nota: nas imagens enviadas pelo “vizinho” Miller nota-se perfeitamente que ele é obrigado a utilizar o interface em brasileiro; pois, pudera!, no e-coiso já não existe a versão em Português-padrão.

Embandeirar em arco-íris

Depois de uma série de suspensões da minha “conta” no Fakebook, algumas das quais por denúncias (anónimas, pois claro) de “pornografia” (como imagens de mulheres com os seios desnudados) e de “homofobia” (como imagens onde aparecem seios de mulheres e não peitorais masculinos), nos últimos dias recebi uma data de “ameaças” do “staff” lá da chafarica.

Textículos deste tipo:

E então apagam-me mais um “post” (“share” de um vídeo musical do YouTube) dizendo isto:

Escrevi aquela resposta de jorro, com alguma raiva, confesso, e carreguei na tecla “enter” (“send”) sem sequer a reler. Daí a estranha grafia da palavra “community”, mas isso agora não interessa nada.

Umas horas depois os bacanos do Fakebook enviam-me esta lindeza de resposta:

«We reviewed your post again and confirmed that it doesn’t follow our Community Standards. We understand that you may not have known about the standards, so we encourage you to learn more about what you can share on Facebook.»

Seios? Mamas? Estes gajos acham que aquela imagem da fulana em “topless” é “pornografia? Ou será por ela estar a fumar (um cigarro, não um charro)?

Fui lá ler (de novo) as/os tais “Community Standards”, na parte que diz respeito a “nudity”.  E então esbarro neste maravilhoso naco de prosa: «We remove photographs of people displaying genitals or focusing in on fully exposed buttocks. We also restrict some images of female breasts if they include the nipple, but our intent is to allow images that are shared for medical or health purposes.»

Não é lindo, hem?

Bom, nesse caso vejamos o que acontece se em vez de mamas (de gaija, pois então) for alguma coisinha que não é de gaija mas que também não é de gajo, que eu cá não aprecio esses números. “Partilhei” logo a seguir um “gif” (animação repetitiva) mostrando um urso:

Esta animação (salvo seja) do urso consta de uma colecção alojada lá no Fakebook, numa página chamada “Marca Um Amigo”, onde pelos vistos há mais vídeos e “animações” dedicadas a macacadas do género com imagens e símbolos… fálicos!

Há uns meses, na mesma rede anti-social, apagaram-me outro post com aquela pintura célebre em que aparece uma mulher nua, deitada de costas, vista a partir dos pés… 

Ou seja, em resumo: anatomicamente falando, no Fakebook é proibido tudo o que for feminino mas não há quaisquer restrições quanto ao outro “género”.

Entendido?

Espero que gostem do vídeo. Foi este mesmo o denunciado por “pornografia”. Pobre Barry White, que até deve estar a dar voltas na tumba!

Há lápis azul no “Público”?

Nota prévia – No meu (outro) blog Octanas informo sobre as – desagradáveis – circunstâncias deste texto, originalmente destinado para edição no jornal Público.)

Histeria histórica

Apesar de já não ser necessário para muitos, faço aos leitores, para começar, um aviso, uma recomendação, uma sugestão: no que se refere à política nos Estados Unidos da América (e não só…), desconfiem sempre do que lêem, ouvem, vêem, nos principais órgãos de comunicação social da Europa… incluindo os de Portugal.

Não é de agora, com a eleição e a tomada de posse como presidente de Donald Trump, que as desinformações, descontextualizações, deturpações, as puras e simples mentiras, por acção ou omissão, resultantes de preferências e de preconceitos ideológicos, abundam em jornais, rádios e televisões deste lado do Atlântico. Sem duvida que a vitória do milionário nova-iorquino, e o início do seu (primeiro?) mandato enquanto comandante-em-chefe, exacerbou uma tendência para o alarmismo, o exagero, o ridículo; sim, a histeria está a ser… histórica, e ele só se mudou para a Casa Branca há um mês! Porém, o favoritismo dado ao Partido Democrata em detrimento do Partido Republicano vem de trás, vem de longe, e é injusto. Resulta ou de ignorância ou de ignomínia, porque o primeiro foi, e continua a ser, o partido do racismo (ontem foi a escravatura e a segregação de negros, hoje é a luta contra o «privilégio branco», que justifica crescentes ataques, retóricos e literais, contra caucasianos), da violência e do crime. O segundo foi, e continua a ser, o partido da defesa dos direitos humanos, da liberdade, da dignidade. Não por acaso, o seu primeiro membro a tornar-se presidente foi Abraham Lincoln. Não por acaso, o primeiro afro-americano e a primeira mulher a tornarem-se congressistas em Washington (senador ele, representante ela) eram do GOP. Este, e todos os que o integram e o apoiam, começaram a ser (mais) demonizados depois de Watergate; no entanto, Barack Obama, e/ou os elementos da sua equipa, cometeram muito mais ilegalidades e abusos de poder do que Richard Nixon e todos os seus «homens do presidente» – quem tem dúvidas que consulte o meu blog Obamatório, no qual, desde 2009, apresentei sucessivamente provas disso. Ralph Nader – insuspeito de ser um direitista – afirmou que nunca houve um vigarista maior na Casa Branca do que o Sr. Hussein… que saiu daquela com um índice de popularidade médio total inferior ao de «Tricky Dicky»!

Donald Trump é, inquestionavelmente, um caso especial. O seu estilo, o seu percurso, as suas afirmações e acções foram, e são, polémicas, polarizadoras. Todavia, e desde a madrugada de 9 de Novembro, ao fazer o discurso de vitória em Nova Iorque, não pode ser acusado de não ter apelado a todos os americanos, de não ter prometido ser o presidente de todos, de trabalhar em prol de todos – o que não implica, obviamente, prescindir das suas ideias, dos seus objectivos, das suas políticas. Não acreditem nos que dizem que a sua presidência, até agora, tem sido um «caos»: este, sim, está instalado nas fileiras dos opositores – quer os gabinetes de democratas quer as redacções de jornalistas – que nitidamente não têm estofo para aguentar, deixando-os confundidos, desorientados, quiçá apoplécticos, a quantidade, a velocidade e a intensidade das suas actividades, das suas decisões, das suas iniciativas, … todas elas, note-se, em cumprimento das suas promessas eleitorais! Ninguém pode dizer que não se sabia o que ele queria fazer, pois ele repetiu-o sucessivamente… mas, pelos vistos, nem todos acreditaram que ele iria mesmo (tentar) fazer.

Será que, depois de todo este tempo, ainda não se aperceberam de que Donald Trump não é um político como os outros? E que todas as «notícias» (previsões) sobre a sua «morte política» se revelaram (para citar Mark Twain) muito exageradas? Primeiro, não acreditaram que ele pudesse ganhar; depois, assim que ele ganhou, multiplicaram os esforços para diminuir o seu triunfo, tirar a legitimidade àquele e ao seu mandato. Realçaram o facto de ele não ter ganho o voto popular – «argumento» de maus perdedores, porque sabiam quais eram as regras antes do «jogo», e, se discordavam daquelas, deviam tê-lo dito e tentado alterá-las antes… mas ainda bem que o colégio eleitoral vigora, porque a vantagem de Hillary Clinton no total de votos deveu-se à sua vantagem na Califórnia, Estado que não oferece qualquer garantia de que só cidadãos, e não imigrantes ilegais, votam. Além disso, nem sempre, ou raramente, os vencedores nos EUA têm 50% + 1 dos votos expressos… lá as eleições presidenciais não têm «segunda volta»; Bill Clinton, por exemplo, teve, nas suas duas vitórias, menos de 50%, e Hillary, em 2016, teve menos votos do que a soma dos votos de Trump, Jill Stein e Gary Johnson. Alegaram a existência de irregularidades na contagem, em especial em (três) Estados fulcrais (Michigan, Pensilvânia, Wisconsin) em que DJT ganhou… mas as poucas recontagens feitas deram-lhe mais votos! Tentaram convencer os membros do colégio eleitoral a não o escolherem… mas foram mais os que renunciaram a Hillary Clinton do que a ele! Acusaram a Rússia – isto é, Vladimir Putin e os seus serviços secretos – de terem influenciado as eleições a favor de Trump… mas nunca qualquer prova disso foi apresentada. Afirmaram que «falsas notícias» tinham contribuído para o triunfo dele… mas, desde que ganhou, praticamente todas as (inequívocas) «falsas notícias» – quase 100 segundo uma contagem recente – foram feitas contra o novo presidente, sendo delas um exemplo a retirada do busto de Martin Luther King da Sala Oval – «notícia» dada por um repórter da Time que, claro, não era verdade.

A dualidade de critérios, a hipocrisia e a memória curta são, como habitualmente em tudo o que se relaciona com os EUA, imensas e insultuosas; são tantas as indignações selectivas. A ordem executiva, que não é «anti-imigração», que determinou, não o (erradamente) denominado «banimento de muçulmanos» mas sim um controlo fronteiriço mais apertado durante quatro meses, apenas afecta sete países (de maioria muçulmana, mas só uma pequena parte dos praticantes daquela religião a nível mundial), dos quais efectivamente vieram, em dez anos, bastantes indivíduos – mais de 70 – acusados e condenados por terrorismo, tentado ou concretizado; contudo, talvez nem todos os que protestam sabem que a decisão resulta de uma lista elaborada pela administração de Barack Obama, que, aliás, em 2011 proibiu a entrada de iraquianos durante seis meses; e talvez desconheçam também que seis daqueles sete integram uma outra lista – a dos (16) países que proíbem, não temporária mas sim permanentemente, a entrada de israelitas nos seus territórios… e onde estão as manifestações contra aqueles por tão flagrante discriminação e objectiva xenofobia? Por falar em manifestações, as ditas «das mulheres», realizadas, nos EUA e em outros países, a 21 de Janeiro, no dia seguinte ao da tomada de posse de Donald Trump, por este ter feito em privado alguns comentários brejeiros em… 2005 (e pelos quais o então candidato pediu desculpa, o que é muito raro nele), teriam ganho uma outra, e maior, credibilidade, se tivessem sido direccionadas igualmente contra as nações – as que têm o crescente na bandeira – que discriminam, maltratam, oprimem as mulheres (e não só)… embora tal nunca seja de esperar por parte de esquerdistas, sempre receosos de serem acusados de «islamofobia», e onde se inclui Linda Sarsour, uma das organizadoras do «ajuntamento» principal, em Washington, uma muçulmana apoiante de terroristas, defensora da «sharia», e que considera irrelevante que as senhoras conduzam automóveis.

Ainda neste âmbito, é de assinalar que o diferente tratamento dado a mulheres consoante a sua ideologia é outra marca da hipocrisia. Objectivamente, Kellyanne Conway mereceria sempre ser enaltecida por ter sido a primeira mulher a dirigir uma campanha presidencial vencedora. Porém, e injustamente, está a ser caluniada e caricaturada como (um)a personificação de desonestidade. Muitos criticaram e ridicularizaram a agora conselheira de Donald Trump por ter falado em «factos alternativos» – um evidente lapso, porque ela quereria dizer «fontes (noticiosas) alternativas» – mas não fizeram o mesmo quando o New York Times inventou a expressão «promessas incorrectas» para defender Barack Obama, desmascarado como mentiroso (uma vez entre várias) por ter assegurado falsamente que, com o «ObamaCare», todos manteriam os seus planos de saúde e os seus médicos. Voltaram à carga contra a «elefante» por causa do alegado «Bowling Green Massacre», mas nada se ouve quando duas idosas representantes «burras» da Califórnia, Maxine Waters e Nancy Pelosi, dizem idiotices – a primeira desconfia da Rússia por ter invadido a «Coreia» (pois… foi a Crimeia) e a segunda recusa colaborar com o «Presidente Bush» (pois… agora é Trump). Enfim, acusam Conway – desta vez com alguma razão – de ter infringido normas de conduta ao apelar à compra de produtos (de Ivanka Trump, que está a ser alvo de um boicote comercial por motivos políticos) mas não acusaram Michelle Obama quando esta fez praticamente o mesmo.

Nenhuma acusação contra Donald Trump, os seus familiares, os membros da sua administração, os seus apoiantes e o Partido Republicano, todavia, é mais ridícula do que a de eles serem «racistas» apoiantes do Ku Klux Klan, «supremacistas brancos», «neonazis» e «anti-semitas».

A sério?! Vejamos… O actual presidente dos EUA promoveu, enquanto empresário, o fim da discriminação contra judeus em clubes na Flórida; tem um genro judeu (que se tornou um dos seus conselheiros mais próximos e confiáveis) e uma filha que se converteu ao judaísmo aquando do casamento; mostrou-se favorável à mudança da embaixada dos EUA em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. O seu filho Eric afirmou que David Duke, ex-líder nacional do KKK, «merecia (levar com) uma bala». Jeff Sessions, agora procurador-geral dos EUA, enquanto procurador no (depois senador do) Alabama, e entre outros feitos, promoveu o fim completo da segregação nas escolas daquele Estado, acusou (e conseguiu a condenação à morte de) um líder local do KKK… e em 2009 recebeu um prémio do NAACP! A Breitbart, de onde provém o tão (imerecidamente) vilipendiado Stephen Bannon, é o espaço na Internet que mais denuncia e combate o islamismo e que mais defende e elogia Israel – eu sei isso porque consulto aquele sítio quase todos os dias há quase dez anos.

Obviamente, é na esquerda que se encontram os verdadeiros neonazis – aliás, convém nunca esquecer que os nazis originais integravam o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. Qual é a ideologia dos que – e não só na América – constantemente vituperam a nação de David, única (e exemplar) democracia no Médio Oriente, e, ao mesmo tempo, desculpabilizam – nem que seja pelo silêncio – as nações de Maomé, incluindo os muçulmanos mais fundamentalistas, radicais? Qual é a ideologia dos que praticam a violência contra opositores, em especial (e desde há vários anos, tendo-se agravado durante a presidência de Barack Obama) nas universidades, várias das quais autênticas fábricas de fascistas que «ilegalizam» a liberdade de expressão, com hordas de alunos doutrinados por professores «progressistas» a impedirem – ou pelo menos a dificultarem – as presenças e as palestras de oradores conservadores, de direita, internos ou externos a essas universidades, com recurso a ameaças, a agressões físicas tentadas ou concretizadas, à destruição de propriedade pública e privada? O recente motim ocorrido na Universidade de Berkeley, na Califórnia, contra a visita, para um discurso e um debate (que acabaram por ser cancelados), de Milo Yannopoulos, estrangeiro (inglês) com ascendência judaica, e homossexual que regularmente confessa a sua preferência por homens negros, ilustrou ironicamente, e absurdamente, como os esquerdistas são «especialistas» em projecção, como têm atitudes e comportamentos que criticam e condenam (falsamente) noutros. Enfim, os democratas não mudaram assim tanto, pois continuam a (tentar) barrar a entrada de certas pessoas nas escolas que têm por exclusivamente suas: até aos anos 60 eram os afro-americanos, depois foram e são os que pensam de maneira diferente.

Evidentemente, não são apenas de (indecentes) docentes e discentes que vem a validação do vandalismo. Também vem de políticos como Tim Kaine, senador da Virgínia que foi «running mate», candidato a vice-presidente, de Hillary Clinton, que apelou a que se «proteste nas ruas». Também vem de «artistas» e de «celebridades» como: Madonna, que «sonhou» em fazer explodir a Casa Branca (desde que Donald Trump e a sua família se mudaram para lá), sem dúvida porque a sua promessa (não cumprida) de fazer fellatios a todos os homens que votassem em Hillary não teve o resultado desejado (por ela); de Sarah Silverman, que pediu um golpe de Estado militar; de Robert de Niro, que por mais do que uma vez expressou a sua vontade de esmurrar o actual presidente. Pior, também vem de «jornalistas» como India Knight (Sunday Times), Monisha Rajesh (The Guardian) e Steven Borowiec (Los Angeles Times), que desejaram, mais ou menos explicitamente, o assassinato de Trump, tal como os editores das revistas Village (irlandesa) e Der Spiegel (alemã), que em capas recentes colocaram, a primeira, uma fotografia de DJT com um alvo sobre a cabeça e as palavras «Porque não», e, a segunda, uma caricatura do mesmo com, numa mão, uma faca ensanguentada, e, na outra, a cabeça decepada da Estátua da Liberdade.

A verdade é que Donald Trump está a ser objecto de mais manifestações, protestos e irritações do que Abu Bakr Al-Baghdadi. O que constitui um motivo de reflexão… e de preocupação.

Publicada por OCTÁVIO DOS SANTOS à(s) 20:20

A denúncia do acto censório foi reproduzida no Apartado.

Cedilhar de novo

Este “blog” esteve em banho-maria, por assim dizer, durante mais de cinco anos. Mas recentemente confluíram alguns factores que permitem o regresso a estas lides tecnicistas às vezes, sobre pulhítica ou pulhices geralmente e com assuntos pevidelaureantes quando calha:

  1. Já tinha metido os papeis para a reforma em Julho de 2016 mas só há pouco mais de dois meses me foi concedida a autorização para deixar de trabalhar 20 horas por dia, sete dias por semana como profissional da luta contra o AO90. Agora sim, outro finalmente, já posso dedicar-me a isso só 3 ou 4 horas diárias e com direito a fim-de-semana e folgas e feriados e férias e tudo, maravilha, já sou um reformado biscateiro.
  2. Finalmente fechei a “rede” que inclui este Cedilha, propriamente dito, e outros três “blogs”: Apdeites, Mini Mal e Apartado 53. Os dois primeiros são matéria de arquivo mas o Apartado continua vivinho da Silva (são, graças a Deus, e o Cedilha voltará a partir de agora ao activo como blog central desta minha piquena, porém jeitosa redezinha virtual.
  3. Para concluir os finalmentes, surgiu há dias o pretexto ideal para relançar a dita redezinha e, por conseguinte, para voltar a cedilhar de novo. O Cedilha é um “blog” da categoria “diversos” (variante “boca-no-trombone”), isto é, cabe aqui tudo o que diga respeito a temas tão suculentos como a censura, abusos de poder (e do Poder), tuguismo militante ou estupidez em geral.

Ora, nem de propósito, cá está o que surgiu há dias, parece que (até) o jornal “Público” censura literalmente quem se atrever a mijar fora do penico politicamente correcto. Pelo menos neste caso, denunciado publicamente pelo próprio autor, houve um claríssimo acto de censura.

Hay censura? Soy contra.

É já a seguir.