«O capitão Windows e o general Klinger» [Nuno Pacheco, “Público”, 17.05.15]

Anacleto estava radiante. Já lhe tinham dito lá na repartição mas ele não acreditava. No dia 13, o das aparições lá de Fátima, já podia escrever com menos letras, que alívio. Agora era lei, já não podiam gozar com ele quando escrevia “coação” e lhe perguntavam onde é que tinha comprado o coador. Só podia … Continuar a ler«O capitão Windows e o general Klinger» [Nuno Pacheco, “Público”, 17.05.15]

«Maravilhas da fonética» [Nuno Pacheco, revista “2”, 19.04.15]

Maravilhas da fonética Há uns dias, por velhos impulsos e novas necessidades, encheu-se o anfiteatro 1 da Faculdade de Letras de Lisboa para discutir a malfadada questão do chamado acordo ortográfico. Mas esta crónica vai, como se verá, para além dele. É que, a dada altura, embora toda a gente falasse de ortografia, na verdade … Continuar a ler«Maravilhas da fonética» [Nuno Pacheco, revista “2”, 19.04.15]

«Cerimônias e Exames» [Nuno Pacheco, “Público”, 22.03.15]

Há dias convidaram-me para uma “cerimônia”. Não fui. Não pelo convite, ou por inconveniências temporais, mas pela incongruência da expressão. A dita “cerimônia” não se realizava no Rio, São Paulo ou qualquer outra cidade brasileira, mas em Lisboa e o convite partiu de um português. Que se passará para termos agora “cerimônias” em vez de … Continuar a ler«Cerimônias e Exames» [Nuno Pacheco, “Público”, 22.03.15]

«No tempo do beija-ditador» [Nuno Pacheco, “Público”, 01.03.15]

No tempo do beija-ditador Teodoro e Teodorin estavam satisfeitíssimos. Ainda mal se atreviam a balbuciar “ôba” e já os imortalizavam em glória na Sapucaí. Não sabem? Pois conta-se depressa. Estavam os Teodoros, pai e filho, a jogar monopólio na mansão presidencial, quando Teodorin, distraído a folhear uma revista brasileira, gritou para o pai: “Regardez, padre, … Continuar a ler«No tempo do beija-ditador» [Nuno Pacheco, “Público”, 01.03.15]

«Uma chacina familiar» [Nuno Pacheco, “Público”, 01.02.15]

Quando há tantos problemas pelo mundo, pode parecer estranho voltar à língua, em particular a língua escrita, mas este ano é apropriado. É que, embora tenham espalhado que só em 2016 é que o acordo ortográfico (AO) de 1990 entra em vigor em todo o país, a data é uma falácia. Na verdade, o dito … Continuar a ler«Uma chacina familiar» [Nuno Pacheco, “Público”, 01.02.15]

«Avesso às “leis” mas não à alma» [Nuno Pacheco, “Público”, 12.10.14]

O assunto tem andado morto — mal morto, reconheça-se — mas agora reanimou-se. A nova directora do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, vulgo IILP, achou por bem vir garantir que o acordo ortográfico (AO) “será aplicado em todos os estados” da CPLP, admitindo, rezam as notícias, que “cada um tem um ritmo próprio”. Sobre a … Continuar a ler«Avesso às “leis” mas não à alma» [Nuno Pacheco, “Público”, 12.10.14]

«Chumbem Vieira, chumbem Pessoa!» [Nuno Pacheco, “Público”, 17.08.14]

A notícia foi desanimadora e a explicação não ajudou. Na famigerada PAAC (dita prova de avaliação e conhecimento e capacidade), 62,8% dos professores deram erros ortográficos. Teria sido incumprimento do Acordo? Dizem que não. Por esse motivo, só 10%, diz o Iave (Instituto de Avaliação Educativa). Ora no textinho de 250 a 350 palavras que … Continuar a ler«Chumbem Vieira, chumbem Pessoa!» [Nuno Pacheco, “Público”, 17.08.14]

«D. João e Felipão» [Nuno Pacheco, “Revista 2”, 20.07.14]

Talvez muitos ainda se lembrem da irritação de Felipe Scolari quando, numa conferência de imprensa em Portugal, nos anos em que foi treinador da selecção portuguesa, quis pôr em sentido um jornalista brasileiro que se lhe dirigiu dizendo “Ôi, Felipão…” Terá exclamado algo como isto: “Aqui não sou Felipão, sou Felipe Scolari!” Ora o uso … Continuar a ler«D. João e Felipão» [Nuno Pacheco, “Revista 2”, 20.07.14]

«Língua rica, língua pobre e uma linha a menos» [Nuno Pacheco, revista “2”, 06.07.14]

Língua rica, língua pobre e uma linha a menos Por mais estéril que seja a discussão em torno da real idade da Língua Portuguesa (os 800 anos invocados por aí correspondem a um documento oficial de D. Afonso II, sendo meramente simbólicos), as comemorações lá se fizeram no Padrão dos Descobrimentos, com poesia e alguns … Continuar a ler«Língua rica, língua pobre e uma linha a menos» [Nuno Pacheco, revista “2”, 06.07.14]

«A velhíssima mãe e os seus diferentes filhos» [Nuno Pacheco, “Público”, 27.06.14]

É sempre ingrato falar de algo tão usual como a língua, mas talvez seja por muito falarmos dela, com euforia e sem tino, que a ela sempre voltamos, como náufragos sem madeiros que nos valham num mar imenso. Vamos, pois, à língua e aos seus futuros. Mas é impossível falar em futuro sem relembrar, ainda … Continuar a ler«A velhíssima mãe e os seus diferentes filhos» [Nuno Pacheco, “Público”, 27.06.14]