Das “superstições”…

MarcosBagnobrasileiro
«E me deixem ser brasileiro, por favor! Quem quiser continuar acreditando em mesóclise, passiva sintética e outras superstições que se mude para Portugal!»
Marcos Bagno

Imagem publicada no Facebook no dia 31.03.13 por Marcos Bagno.

Marcos Bagno
É professor do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução da Universidade de Brasília, doutor em filologia e língua portuguesa pela Universidade de São Paulo, tradutor, escritor com diversos prêmios e mais de 30 títulos publicados,[1] entre literatura e obras técnico-didáticas.

Atua mais especificamente na área de sociolinguística e literatura infanto-juvenil, bem como questões pedagógicas sobre o ensino de português no Brasil.

[Cópia de entrada sobre Marcos Bagno na Wikipedia brasileira.]

8 thoughts on “Das “superstições”…

  1. Fazes bem em pensar assim. Eu também quero continuar a ser português e quero, sobretudo, continuar a escrever em português europeu, aquele que verdadeiramente me representa. Só uma observação: os países, tal como os homens, não se medem aos palmos. Muito menos as línguas… O facto do Brasil ser maior e mais populoso que Portugal nada tem a ver com a qualidade da língua, falada ou escrita.

  2. Este é o tipo de post que eu não partilho. O cidadão é brasileiro, tirando a arrogância implícita no comparar, bem pode defender para o Brasil aquilo que lhe aprover! A mim o que verdadeiramente me incomoda é ver portugueses adoptar linguagem espúria.

  3. Eu aguardo com expectativa o dia em que alguém tenha a coragem de decidir que no Brasil se fala brasileiro e não português e se acabe de uma vez por todas com esta farsa que envergonha os portugueses. Se a ignorante Dilma foi capaz de decretar que é “presidenta” e não presidente do Brasil, é bem possível que seja ela a dar o golpe final na separação das duas línguas, já que os políticos portugueses não têm coragem para anunciar a todo o planeta que no Brasil já não se fala nem escreve português, mas sim uma língua relativamente parecida, que se designa por brasileiro.

  4. E no entanto, o Agualusa (e outros) continua a achar que o acordês é verdadeiramente representativo dessa língua comum que não existe e insiste em que a ortografia comum (que também não existe) resolve o problema de se ter duas línguas suficientemente próximas para serem confundidas.

  5. God speed, Marcos Bagno. E eu ralado. Gostava era que deixassem os portugueses em paz, coisa que aparentemente não são capazes de fazer.

Os comentários estão fechados.