A militância em imagens

De Rui Valente, o relato de uma noite passada a distribuir folhetos de subscrição da ILC pela cidade de Coimbra e arredores. Em forma de reportagem fotográfica, aqui fica uma homenagem singela a todos os voluntários desta causa nacional.


«Fiz hoje uma primeira ronda pelas caixas de correio. Digo primeira porque não consegui despachar os cinco mil folhetos. Fiquei-me pelos três mil. Mesmo assim, tendo em conta a dificuldade da empresa, acho que não foi mau.»

«[Aqui] Vê-se a mesinha onde comecei a dobrá-los, uma mesa maior com tudo pronto, a pesagem e medição do “monte” e os folhetos dentro do carrinho, enchendo-o mesmo até ao cimo.»

«Alguns números: cinco mil folhetos empilhados fazem 1,10m de altura e pesam 27 quilos. Custaram 90 Euros, preço de amigo do [proprietário da Tipografia] Damasceno. Impressos em offset, tem uma qualidade melhor que fotocópia e sai a menos de dois cêntimos por folheto… tendo em conta que é impresso nos dois lados, não é nada mau. […]. Bom, neste caso, santa paciência! Já basta os nossos políticos terem provocado toda esta situação, era o que faltava o Estado ainda ir lucrar com a nossa militância.»

«Na verdade, não tinha uma ideia precisa do que me esperava. Imaginei que isto não ia ser fácil, mas também podia correr bem e, à cautela, saí para a rua com todos os folhetos no carrinho

«Aumentei a dificuldade da coisa, porque o carrinho cheio é difícil de rebocar (e até de governar), mas não quis correr o risco de ficar sem folhetos. Claro que, à medida que o carrinho vai ficando vazio, este problema vai desaparecendo… 🙂»

«Mais números: saí de casa às 22:39h de ontem e andei durante 11 horas 10 minutos e 17 segundos… foi a noite toda e parte da manhã.»

«Pedi ao [proprietário da Tipografia] Damasceno para guardar o fotolito e a chapa do offset… se houver mais candidatos…»

«Hoje vou deitar-me mais cedo. Estou *ligeiramente* cansado mas, se alguns destes folhetos fizerem o seu caminho até Carcavelos, já terá valido a pena.»

11 thoughts on “A militância em imagens

  1. Rui, você está de parabéns. Mostra que sabe lutar pela sua terra.

  2. Estou sem palavras, não me ocorre que dizer além de um enorme “muito obrigada”

  3. Parabéns, Rui. A sua iniciativa pode muito bem valer à causa os “papelinhos” que faltavam. Mesmo que assim não seja, obrigada pelo seu enorme esforço.

  4. Muito bem! Mas o período para recolha de assinaturas já acabou a 15 do mês passado. Isto ainda vai ser aceite?

  5. Muitos obrigado por ajudar a salvar a nossa língua!
    Não consigo exprimir o quanto você deve ser louvado pelo que faz na defesa daquilo que ninguém deveria ter tido a baixeza de atacar!
    Parabéns!

  6. Notável! Heróico! Só os idiotas que nunca se empenharam numa causa (social, política, moral…) ignoram o quão difícil é gastar tempo, energia e dinheiro para defender aquilo em que se acredita. E afirmo isto independentemente da concordância, ou discordância, com a posição concretamente defendida.
    Neste caso, tratando-se de um imperativo nacional contra a traição que constitui esta destruição da Língua Portuguesa, fico acabrunhado pois vejo que há quem faça mais do que eu. É uma lição. Aprendi. Vamos à luta, que o tempo é breve.
    Obrigado, Rui Valente!

  7. Obrigada, Rui Valente! Por essa energia inesgotável que tem posto ao serviço daquilo que é a causa maior de todos nós, portugueses: a defesa da dignidade da nossa língua materna!

  8. Muito agradeço as vossas palavras. São um óptimo incentivo para continuar, para continuarmos todos, esta luta contra o AO90. Obrigado.

  9. Bem haja, RUI!
    Todas as pessoas com quem falo estão contra o naufrágio da Língua Portuguesa, por encomenda, mas deixam andar… Acredito que os portugueses (excepto os que lucram) despertarão, logo que comecem a saber as verdades escondidas sob tanta mentira difundida pelas comunicações oficiais.
    Um graaaande abraço!!!!

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