6 thoughts on “«A choldra ortográfica» [por João Roque Dias]

  1. Pois parabéns ao professor João Roque Dias por esta tão exaustiva e certamente trabalhosa pesquisa.
    Só espero que este documento não venha a ser um instrumento útil na mão de acordeses que lhes permita ir pôr em (des)ordem uma por uma destas barbaridades à custa do trabalho e do esforço de quem estima a ortografia correcta do nosso português.

    O meu maior desgosto é que, pelo segundo ano consecutivo, os meus netos vão escrever acordês. Um deles já nem conhece outra coisa, começou a aprender assim.
    Só me apetece gritar “Oh da guarda”, e bem algo. Mas parece que na PSP também já se escreve assim, ninguém liga, ninguém quer saber, está tudo indiferente e até há quem goste porque poupa nos dedos e na uso da cabecinha, se é que a tem.

  2. Muito obrigado por esta demonstração cabal da catástrofe que representa este aborto ortográfico para a Língua Portuguesa.

    Sem mais, qualquer português com uma minímo de bom senso só poderá exigir a revogação imediata desta mixórdia do AO90.

    Os seus promotores querem destruir a norma padrão do Português Europeu, substituindo-a por uma norma incongruente, sem racionalidade nem coerência interna, arbitrária e, não é de mais dizê-lo, profundamente estúpida.

    O resultado é que ninguém sabe aquilo que escreve. Reina a ignorância, a estupidez e o caos.

    Tenho continuado a recolher assinaturas para a ILC e irei continuar a fazê-lo. Já não saio de casa sem levar alguns impressos comigo. Também deixo ficar folhetos e impresso em locais públicos para divulgar a iniciativa.

    Como português, e alguém que ama a sua língua sinto uma profunda tristeza, uma raiva surda, com tudo o que está a acontecer. parece-me que entrámos numa era de negrume civilizacional, da qual é apanágio destruir de forma selvática tudo que possa ser a identidade e as raízes da nossa língua e cultura. Um pseudo-modernismo, ignorante, pedante e furioso quer construir uma distopia linguística, usurpando a marca etimológica e identitária da nossa língua e do nosso pensamento.

    Expresso-lhe a minha gratidão por me fazer continuar a acreditar mais nos portugueses que lutam contra esta barbárie, pela excelência do seu trabalho e pelo sentido de humor (que não deixa de ser uma das melhores formas de desmascarar esta farsa).

    Cumprimentos

  3. Triste é confirmarmos a actualidade das vaidades estúpidas retratadas pelo Grande Eça de Queiroz.
    Felicito o Professor João R. Dias.

    Cada vez mais eu desejo a proliferação do caos. Quanto mais incoerências mais provas de que não há base que sustente a tonteira. Já nos bastaria inventarmos sotaques, trocarmos “ss” substituir o Português por vocábulos estrangeiros, desde nomes de firmas a outras barbaridades, só com a mania do ser “chique a valer”. Quer dizer: do ser ignorante a valer!

    Estou a pensar que: manter a insegurança ortográfica poderá ser uma forma de reagir contra a imposição do excremento, como diria Eça. É um trunfo para nós que estamos aqui. Atentos!
    Que grasnem as gralhas, e tão alto, que seja forçoso encerrar o projecto do aborto aqui e no Brasil. Mau será quando não houver nenhum erro.

    Perguntou-me aonde andarão os portugueses que pertencem a grupos influentes, bem falantes e sábios, que guardam as tradições, que sabem Grego e Latim, que conseguem fazer germinar, em todas as esferas, tudo o que querem e num ápice!… Aonde estarão eles? É que… são tantos, em número, que as suas assinaturas entupiriam a AR.
    Que o meu desabafo seja entendido. Quero Portugal entupido com o desarranjo ortográfico.
    E acreditemos que o desleixo na escrita tenha uma base de protesto.
    E, por outro lado, peguemos em cada caso para justificar que o Português não tem sido ensinado. De contrário, saber-se-ia identificar a fraude.

    Sinto-me mal quando ouço o Espanhol, o Francês e o Inglês a pronunciarem o “c”. Sinto-me de luto. Houve eutanásia de elementos familiares, na ausência da família principal: utentes da LÍNGUA MATERNA!… Crime!!!! Repetimos nós!!!!

    Cumprimentos

  4. Um muito obrigado ao Professor João Roque Dias e um pedido a alguém que tenha contactos junto dos media para colocar esta sucinta e, no entanto, completa apresentação de diapositivos como parte dos temas centrais da actualidade.

  5. D.Maria Miguel, estou de acordo com a Srª em tudo, e acho que tem toda a razão: por esta altura, já só é possível voltar atrás mostrando o caos e a miséria em que caímos.

    Mas quero pedir-lhe para não dar o espanhol como exemplo porque o espanhol é uma espécie de acordês só que muito mais antigo que o nosso: eles só escrevem as consoantes quando as pronunciam, tipo acordês. Repare que eles dizem e escrevem “constructor”, mas dizem e escrevem “objeto”, assim, também sem o ‘c’, porque não o lêem, “a la acordesa”

    Temos todos a obridação de evidenciar que a nossa ortografia deixou de ser equiparável ao inglês e ao francês, isso sim.

  6. Agradeço-lhe a informação, meu caro.
    Que bom! Aprendi mais um aspecto importante!

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