ILC contra o Acordo Ortográfico

(site original, 2010-2015)

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SAPOnoticiasDiscussão sobre o novo Acordo Ortográfico ignorou países africanos, diz linguista

O linguista moçambicano Feliciano Chimbutane defendeu que a discussão sobre o novo Acordo Ortográfico nos países lusófonos foi bipolarizada, considerando que o debate foi dominado por Portugal e Brasil, ignorando os outros países falantes de língua portuguesa.

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“O grande problema sobre o Acordo Ortográfico reside no facto de que, inicialmente, disse respeito a Portugal e Brasil apenas e as outras nações foram simplesmente levadas na trela. Não houve atenção de integrar as preocupações das outras nações”, disse à agência de notícias Lusa o professor de linguística da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane, a maior de Moçambique.

Para o investigador moçambicano, as intenções do novo Acordo Ortográfico “são boas”, na medida em que é importante que se aglutinem as várias formas existentes, procurando uma uniformização da escrita na língua portuguesa.

“A escrita é resultado de uma convenção, as pessoas sentam-se e decidem como deve ser a escrita”, afirmou Feliciano Chimbutane.

Por seu turno, a especialista em línguas Fátima Ribeiro considera que a questão do novo Acordo Ortográfico não possui nenhuma relevância para Moçambique, na medida em que o país ainda tem muitos problemas que deviam constituir prioridades.

“Nós não temos capacidade financeira para aplicar tudo aquilo que a adesão ao Acordo Ortográfico implica, por exemplo, a questão da revisão dos livros escolares, a formação dos professores e dos próprios jornalistas”, afirmou Fátima Ribeiro.

Para a especialista, o Acordo Ortográfico não atingiu o seu principal objectivo, que era o de uniformizar a escrita entre Portugal, Brasil e os outros países falantes de língua portuguesa.

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Polonia«as quatro melhores do Grupo 1 (Irão, Polônia, Rússia, Estados Unidos,»
RTP – LUSA


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logo_FLA Fundação Lusíada :: Mensagens

2015 Maio

Neste mês de Maio, mês da Padroeira de Portugal e mês das Flores, alguns “sábios” da Língua Portuguesa, e “sábios” da Comunidade de Países da Língua Portuguesa (C.P.L.P.) pretendem oficializar um (Des)Acordo Ortográfico e isso sem que os Povos que falam a mesma língua tenham sequer sido consultados, ou tenha sequer havido um único “Referendum” em qualquer dos Países Membros da C.P.L.P. que tal permitisse ou impusesse.

AFINAL

– Quem tem medo que a Ortografia da Língua portuguesa se mantenha inalterável? – Quem tem medo da existência da civilização Lusa e da existência da C.P.L.P.?

– Quem é que afinal quer estabelecer e com que intenção, o (Des)Acordo Ortográfico na Língua Portuguesa?

– Quais os “sábios” que fizeram parte da “Comissão” que elaborou tal (Des)Acordo?

– Quem os nomeou? Com que critério? E qual a base legal internacional que tal permitiu?

– Que interesses, que “Lobies”, a que Países é que eles pertencem, e a que Países eles estão a obedecer e a cumprir ordens recebidas?

– Com que finalidades?

– Qual o preço, – e em que moeda – é que alguém pagou aos referidos “sábios” para elaborarem tal (Des)Acordo?

– Que lugares e que cargos político-internacionais é que foram prometidos dar e ocupar a tais “sábios” da língua portuguesa?

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logo_FL“Sobre o (des)Acordo Ortográfico na Língua Portuguesa”

 24 de Abril | 2015

No próximo dia 13 de Maio de 2015, segundo os que estão a favor, ou no próximo ano, a 22 de Setembro de 2016, segundo outros que estão contra, termina o período de transição estabelecido para a implementação do Acordo Ortográfico (AO) de 16 de Dezembro de 1990.

Se a primeira data tem conotações religiosas, dando-se a César o que não é de César, a segunda coincide com a ausência de poluição, onde todos devem «andar a pé e de bicicleta», uma iniciativa tão desajustada, em DIA EUROPEU SEM CARROS, como o Acordo Ortográfico.

A Fundação Lusíada corrobora a convicção de muitos portugueses de que o AO foi um «desaire» diplomático e político, não só a nível da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) bem como internacional face aos objectivos a que se propunha. Se Angola manifesta repnugância em avocar o AO e o Brasil foge dele como o «diabo da cruz» para o aplicar, também não é menos verdade que seria utópico congregarmos a Guiné Equatorial ou impôr grafias a um Moçambique aderente há muito ao Commonwealh, senão mesmo colidirmos com o espírito do Commmon European Framework of Reference for Languages (CEFRL).

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Facebook_iconDeclaração –

Eu, Pedro Barroso, autor, compositor, músico, poeta e homem de cultura, declaro não me responsabilizar pelas dívidas e prejuízos contraídos à minha revelia pelos criadores de um dito Acordo Ortográfico, que anda por aí a circular, cujo me repugna, insulta e maltrata diariamente e para o qual não contribui nem fui ouvido.

Mais declaro comparar este AO e os seus autores ao mesmo acto de vandalismo que os jhiadistas estão a perpetrar contra todo o Património cultural da Humanidade momentaneamente sob sua jurisdição.

Isto em nome de uma barbárie sem justificação nem consciência . Do mesmo modo sinto que um bando de fanáticos e tresloucados estão a matar a Língua Portuguesa, sentindo-me gravemente ofendido e insultado.

Mais entendo e defendo que a nossa Língua mãe é – ou era..- o nosso maior, o mais valioso, mais espalhado e valioso monumento cultural e está a ser dinamitado sem justificação!

Pelo acima exposto peço deferimento urgente e protecção às autoridades competentes.

(assinatura reconhecida)

Transcrição de: Pedro Barroso – Declaração – Eu, Pedro Barroso, autor, compositor,…

Pelo contrário

2 comments

shirt1Esta peça do jornal “i” de hoje, 28 de Maio de 2015, não é uma notícia, não é uma crónica, não é artigo de fundo, investigação jornalística, repositório técnico, recensão histórica ou mero relato seja do que for. Por exclusão de partes é, portanto, um simples artigo de opinião. A começar pelo título e pelo “lead” (ou sub-título, neste caso) e a terminar no “elenco” escolhido pela autora para ilustrar a sua opinião sobre a matéria, nada, absolutamente nada nesta peça ultrapassa o âmbito restrito, altamente discutível, da mais elementar perspectiva pessoal.

Esta pessoa acha que “estes são os homens que defendem o Acordo Ortográfico”. Pois bem, muita gente tem uma opinião (fundamentada) rigorosamente inversa: estes são (alguns dos) homens (e mulheres) que pretendem impor o acordo ortográfico. Esta pessoa considera que “o objectivo do acordo é a unificação de duas grandes línguas”? Mas então, vejamos, essa afirmação é de tal forma absurda que nem vale a pena desmontá-la!

E assim por diante, lá vai o arrazoado (digamos) a galope, de freio nos dentes, despedindo rijos coices opinativos de roda, ele é “defender o futuro da língua”, ele é a “projecção no planeta”, ele é é “tu cá tu lá” com não sei quê, ele é a suprema patranha de que “vêem finalmente o AO em vigor“, em suma, isto ele é um festival de patadas a torto e a direito: na verdade, nos factos, no mais básico senso comum.

Aqui fica, portanto, esta espectacular demonstração de como nem tudo o que sai num jornal é jornalismo, por um lado, e também de que, por outro lado, todos os portugueses têm pelo menos um direito protegido pela nossa Lei Fundamental, isto é, o direito de opinião que decorre da Liberdade de expressão e informação. Sendo que esta implica, obviamente, o direito ao chamado “contraditório”.

Que aqui fica também.

JPG

 

Estes são os homens que defendem o Acordo Ortográfico

O objectivo do acordo é a unificação de duas grandes línguas
Melissa Lopes
28/05/2015 11:00:00

Acreditam que estão a defender o futuro da língua portuguesa. Estarão? Ao defender AO, acreditam que estão a proteger o futuro do idioma português e a assegurar a sua projecção no planeta. Têm uma relação “tu cá tu lá” com o estudo da língua portuguesa: são professores universitários, ensaístas e linguistas. Apesar das controvérsias, vêem finalmente o AO em vigor, desde o passado dia 13 de Maio.

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Malaca Casteleiro
João Malaca Casteleiro, nascido em Teixoso (Covilhã), a 29 de Agosto de 1936, licenciou-se em Filologia Românica, em 1961. Doutorou-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1979, com uma dissertação sobre a Sintaxe da língua portuguesa, onde é professor catedrático desde 1981. É membro da Academia das Ciências de Lisboa e foi o principal responsável na elaboração do Novo Acordo Ortográfico de 1990, aprovado em Outubro e Dezembro desse ano em reuniões em Lisboa, com a participação de representantes dos sete países lusófonos de então, acordo esse que apenas entrou em vigor este ano. É ainda Investigador do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, integrando-se no grupo “Multiculturalismo e Lusofonia de Política de Língua Portuguesa”.

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acupuntor_acupuntura«O que é um acupuntor quântico?»
revista “Saúde e Bem-Estar


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Acordo:

(Des)entendimento ortográfico

 

Explica o dicionário que “acordo” significa “entendimento recíproco” e também “parecer favorável”. O mesmo é dizer “aprovação”, “consentimento”. No dia 13 de Maio, impôs-se oficialmente a adopção do Acordo Ortográfico de 1990. Em teoria, estamos a falar (e sobretudo a escrever) de “concordância”, “assentimento”, “convenção”, “pacto”. Na prática, nem tanto. E não é teimosia, é apreço pela legibilidade e compreensão. “O comboio para o Porto para em Coimbra.” Percebeu o que se queria dizer? O segundo “para” significa “pára”. Agora imagine o que fazer a este slogan de um clube desportivo que até aqui gritava: “Ninguém pára o Vitória!” A versão oficial será: “Ninguém para o Vitória!” Se o desempenho atlético não os salvar, o contexto linguístico ainda menos. Outro exemplo: “Passar a mão pelo pelo.” Esta é mais óbvia, mas ainda assim… que mal fazia deixar o acento circunflexo no “pêlo”? O “acordo” de que aqui se fala valoriza a fonética e subestima a etimologia. É um critério discutível, mas que já de pouco adianta discutir. Os organismos oficiais vão continuar a redigir de acordo com o acordo (e tantas vezes tão mal que nem se percebe de acordo com quê), as editoras prosseguirão na produção de dicionários (facturando de acordo) e os alunos serão avaliados segundo as novas regras ortográficas (mesmo com professores em desacordo). “Tino”, “juízo”, “reflexão” também são traduções de “acordo”. Mas o sentido que mais nos agrada nada tem que ver com isto: “Instrumento italiano, espécie de rabecão, de doze a quinze cordas, que tangidas simultaneamente produziam sons acordes.” Outra música, portanto. “Alto e para… o baile.”

[Transcrição integral de artigo da autoria de Rita Pimenta. Jornal “Público” de 17.05.15. “Links” nossos.]

minissaia«Minissaia com lavagem»
ZARA (.pt)


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Alberto Gonçalves

Língua estufada

O AO permitiu que o idioma que já se praticava maravilhosa mas obscuramente nos romances, na academia, no jornalismo, na retórica política, nos programas televisivos e nas “redes sociais” indígenas alcançasse projecção, desculpem, projeção internacional

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Quase nem valeria a pena lembrar o que aconteceu à língua inglesa. Durante séculos, foi falada e escrita de maneiras diferentes na Inglaterra e na Irlanda, na América e na Austrália, na Libéria e no Gana. Não era uma simples questão de cor local, mas uma tragédia que levava um sujeito de Norwich, em Norfolk, a rabiscar ‘colour’ e um sujeito de Norwich, Connecticut, a preferir ‘color’. E nunca os governos dos referidos países, inspirados por académicos e cidadãos responsáveis, impuseram um padrão comum, que unisse a grafia de Monróvia, Uganda, à de Monrovia, Califórnia. Se houve gente sensata a propor a união, ninguém a ouviu. O resultado é o que se sabe: o inglês definhou e hoje apenas subsiste, para consolo de nostálgicos e excêntricos, no cinema, na televisão, na música popular, na Internet, nos jogos de vídeo, na diplomacia, em muita literatura contemporânea, em boa parte dos ensaios científicos e no jargão das ruas do Ocidente. O desleixo paga-se caro.

Felizmente que em Portugal não se brinca com coisas solenes. Por cá, a prevenção manda e mandou consagrar aquilo que, na alma navegante de cada lusófono, constituía uma necessidade gritante: um acordo ortográfico (AO) para o português. A ideia, inicialmente mastigada por duas dúzias de génios nos seus imensos tempos livres, tornou-se oficiosa em 1991, mereceu a aprovação do prof. Cavaco em 2008, subiu a regra nos documentos do Estado em 2012 e fez-se obrigatória há dias.

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