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Fim

ILCAO_assinaturas_caixas1. Tudo começou no dia 25 de Setembro de 2008, num “post” em que se referia a possibilidade de avançar com uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra a entrada em vigor do Acordo Ortográfico. Redigida e publicada a ILC, começaram a ser recolhidas assinaturas no dia 8 de Abril de 2010. Em Março de 2014 foi aqui divulgado o total de subscrições recolhidas até então (14.112), tendo sucedido – aliás, como previsto – que daí em diante o afluxo de assinaturas caiu a pique.

2. Mas nem assim desistimos, como é evidente. Continuámos na luta, até porque não havia qualquer alternativa à ILC-AO e porque desistir pura e simplesmente não era (como não é nem será jamais) uma opção. Por isto mesmo lançámos, no passado dia 10 de Abril, a ideia de passar a nossa iniciativa e a luta contra o AO90 em geral a outro patamar, através da criação de um partido político – transversal e abrangente – com a finalidade única de concorrer às próximas eleições legislativas e assim levar ao Parlamento a “questão ortográfica”. Esta ideia não colheu, infelizmente, uma base de apoio minimamente significativa, tendo mesmo sido ostensivamente ignorada, ostracizada e até (literalmente) censurada em diversos grupos e tendências “desacordistas”.

3. Tomámos conhecimento apenas ontem, 18 de Junho de 2015, de que foi  lançada uma outra campanha de recolha de assinaturas, desta vez para a convocação de um referendo nacional sobre o Acordo Ortográfico de 1990. Trata-se, a julgar pelos conteúdos publicados no “site” de promoção do dito referendo, de algo que passou já do plano das meras intenções e que está agora em pleno movimento, com uma organização constituída, com meios próprios, com mecanismos estabelecidos e também com o apoio expresso de muitas “figuras públicas” (a maioria das quais subscreveu em tempos a nossa ILC), além de inúmeros voluntários anónimos.

4. Não podemos nós, assim sendo, obstar seja de que forma for, colocar seja que obstáculos for ou de alguma forma “concorrer” com aquela outra campanha. Isto significa, evidentemente, que é este o momento certo para que deixemos o “campo” livre, para que saiamos de “cena”, para que, em suma, dêmos por terminada a nossa iniciativa. Apenas nos resta agora, para encerrar definitivamente a ILC-AO, entregar aos serviços competentes da Assembleia da República as subscrições recolhidas até hoje e desactivar todos os nossos mecanismos de recolha.

Termina assim, pela nossa parte, porque é apenas isso que podemos e devemos fazer em prol de uma Causa que a todos diz respeito, uma já longa e por vezes extenuante luta. Fizemos o nosso dever, nunca virando a cara a essa mesma luta que, pelo menos, conseguimos manter viva, pulsante, vibrante, ao longo de vários anos, quando praticamente não havia mais ninguém além de uns poucos resistentes nem mais nada além desta iniciativa cívica como arma para travar um combate que sempre foi desigual.

Cumprimos a nossa parte e assumimos as nossas responsabilidades, desde sempre e também agora mesmo, com esta derradeira atitude. Que outros cumpram a sua e assumam as suas.

 

“A Voz do Cidadão” [RTP, 13.06.15]

«Bem vindos ao programa do Provedor. Já aqui falámos sobre o acordo ortográfico. Hoje voltamos a este assunto, que divide muitos portugueses, para ouvirmos o jornalista João Fernando Ramos que, no “Jornal 2”, se ocupou do tema e que, por lapso da minha parte, não participou no programa anterior, quando deveria ter participado.»
Jaime Fernandes, Provedor do Telespectador da RTP

«Não fui eu que fiz mal as perguntas. Eu coloquei as questões que todos nós nesta altura ainda colocamos sobre o acordo ortográfico. A resposta, se não foi clara, eu lamento e na próxima vez terei de escolher alguém que me dê respostas mais claras.»
João Fernando Ramos, jornalista da RTP

[Excerto do programa “Voz do Cidadão“, da RTP, emitido em 13.06.15.]

O estado da mentira de Estado

«O Acordo Ortográfico visa dois objectivos: reforçar o papel da língua portuguesa como língua de comunicação internacional e garantir uma maior harmonização ortográfica entre os oito países que fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).»
Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011

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O texto que se segue foi publicado na edição de hoje, 10 de Junho de 2015, no jornal “Público”. O mesmo texto foi publicado também hoje num “site” de petições electrónicas.

A sua reprodução aqui justifica-se, apesar de (estranhamente, pensarão alguns) nele não haver uma única referência expressa ao “acordo ortográfico”, porque está redigido em Português europeu (o que não é de estranhar, já que se refere à União Europeia), porque denuncia com estrondo o falhanço do dito AO90 quanto à “projecção internacional da Língua Portuguesa” e, finalmente, porque muitos dos seus signatários e co-autores são anti-acordistas de sempre, é gente com provas dadas na luta contra o Aleijão Ortocoiso, são pessoas com “curriculum” (também) nesta Causa que é de todos.

Mas, essencialmente, a relevância deste escrito em forma de apelo reside no seguinte: se, como o AO90 pretendia, “garantir uma maior harmonização ortográfica” é uma gigantesca falácia, o que todos os dias – aqui mesmo e alhures – se comprova, já “reforçar o papel da língua portuguesa como língua de comunicação internacional” é, como demonstra este extraordinário documento, uma patranha de todo o tamanho.

 

Apelo ao PR em defesa da língua portuguesa na União Europeia

10/06/2015 – 04:15

Não podemos transigir com a diminuição e desvalorização da nossa Língua.

 

Senhor Presidente da República, Excelência,

O regime da União Europeia, como já acontecia na CEE a que aderimos em 1985, é o de que todos os cidadãos europeus têm o direito de se dirigir às instituições da União numa das línguas dos Tratados, devendo obter uma resposta na mesma língua.

Este é o regime consagrado de rigorosa paridade linguística, em que se funda a própria construção europeia, traduzindo o seu espírito democrático, base cidadã e união na diversidade.

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“Mensagem” [do Presidente da “Fundação Lusíada”]

A Fundação Lusíada :: Mensagens

2015 Maio

Neste mês de Maio, mês da Padroeira de Portugal e mês das Flores, alguns “sábios” da Língua Portuguesa, e “sábios” da Comunidade de Países da Língua Portuguesa (C.P.L.P.) pretendem oficializar um (Des)Acordo Ortográfico e isso sem que os Povos que falam a mesma língua tenham sequer sido consultados, ou tenha sequer havido um único “Referendum” em qualquer dos Países Membros da C.P.L.P. que tal permitisse ou impusesse.

AFINAL

– Quem tem medo que a Ortografia da Língua portuguesa se mantenha inalterável? – Quem tem medo da existência da civilização Lusa e da existência da C.P.L.P.?

– Quem é que afinal quer estabelecer e com que intenção, o (Des)Acordo Ortográfico na Língua Portuguesa?

– Quais os “sábios” que fizeram parte da “Comissão” que elaborou tal (Des)Acordo?

– Quem os nomeou? Com que critério? E qual a base legal internacional que tal permitiu?

– Que interesses, que “Lobies”, a que Países é que eles pertencem, e a que Países eles estão a obedecer e a cumprir ordens recebidas?

– Com que finalidades?

– Qual o preço, – e em que moeda – é que alguém pagou aos referidos “sábios” para elaborarem tal (Des)Acordo?

– Que lugares e que cargos político-internacionais é que foram prometidos dar e ocupar a tais “sábios” da língua portuguesa?

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Declaração [de Pedro Barroso, Facebook, 25.05.15]


Declaração –

Eu, Pedro Barroso, autor, compositor, músico, poeta e homem de cultura, declaro não me responsabilizar pelas dívidas e prejuízos contraídos à minha revelia pelos criadores de um dito Acordo Ortográfico, que anda por aí a circular, cujo me repugna, insulta e maltrata diariamente e para o qual não contribui nem fui ouvido.

Mais declaro comparar este AO e os seus autores ao mesmo acto de vandalismo que os jhiadistas estão a perpetrar contra todo o Património cultural da Humanidade momentaneamente sob sua jurisdição.

Isto em nome de uma barbárie sem justificação nem consciência . Do mesmo modo sinto que um bando de fanáticos e tresloucados estão a matar a Língua Portuguesa, sentindo-me gravemente ofendido e insultado.

Mais entendo e defendo que a nossa Língua mãe é – ou era..- o nosso maior, o mais valioso, mais espalhado e valioso monumento cultural e está a ser dinamitado sem justificação!

Pelo acima exposto peço deferimento urgente e protecção às autoridades competentes.

(assinatura reconhecida)

Transcrição de: Pedro Barroso – Declaração – Eu, Pedro Barroso, autor, compositor,…