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Venham ver a “maravilhosa língua unificada” (VIII)

«Foi, pois, tendo presentes estes objectivos que se fixou o novo texto de unificação ortográfica, o qual representa uma versão menos forte do que as que foram conseguidas em 1945 e 1986. Mas ainda assim suficientemente forte para unificar ortograficamente cerca de 98% do vocabulário geral da língua.»
Acordo Ortográfico de 1990 – Nota Explicativa (Memória breve dos acordos ortográficos)
 

PE_dicIP_Brasil Esta notícia já aqui tinha sido antecipada, em Janeiro de 2014, mas só recentemente (15 de Abril) foram postos à venda na “Amazon” os dicionários da Porto Editora “em Português do Brasil“.Têm os brasileiros agora, portanto, os dicionários de Inglês-Português do Brasil e de Português do Brasil-Inglês à disposição.

Ora aí está o “português unificado” que o AO90 “garante”.

 

Porto Editora – Novos dicionários Kindle para o Brasil

Posted on 09/06/2015 by Odete Silva

Dicionários Português-Inglês e Inglês-Português para o Brasil já disponíveis para compra online

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«Il portoghese si fa più brasiliano con l’accordo» [notícia Euronews – Itália]

Notizie

Il portoghese si fa ‘più brasiliano’ con l’accordo ortografico

14/05 11:26 CET

Nel 1968 il poeta brasiliano Vinicius de Moraes incontra a Lisbona Amália Rodrigues. Da quell’incontro nasce un album Amália/Vinicius.

Portogallo è entrato in vigore il nuovo accordo ortografico della lingua portoghese. Un evento importante perché a dicembre toccherà anche al Brasile.

La CPLP – Comunità dei Paesi di Lingua Portoghese – ha stabilito la creazione di vocabolari ortografici nazionali e, ulteriormente, un vocabolario ortografico comune che consoliderà tanto il lessico quanto le specificità di ogni Paese di lingua portoghese.

La vittoria delle telenovele brasiliane
In molti parlano della vittoria della telenovela brasiliana. Infatti, già da decenni i portoghesi si sono abituati all’accento dell’ex colonia, sui teleschermi per diverse ore al giorno.

La Comunità dei Paesi di Lingua Portoghese
La CPLP – Comunità dei Paesi di Lingua Portoghese – ha stabilito la creazione di vocabolari ortografici nazionali e, ulteriormente, un vocabolario ortografico comune che consoliderà tanto il lessico quanto le specificità di ogni Paese di lingua portoghese. Oggi sono 8 le nazioni che fanno parte della CPLC: Brasile, Portogallo, Angola, Capo Verde, Guinea Bissau, Mozambico, San Tomè e Principe e Timor Est.

I termini dell’accordo
L’accordo è frutto di un lungo lavoro dell’Accademia Brasiliana di Lettere e dell’Accademia di Scienze di Lisbona. È stato firmato nel 1990 ed è entrato in vigore, non in maniera definitiva, nel 2009 sia in Brasile che in Portogallo.

Entrambi i paesi hanno stabilito insieme un periodo di transizione in cui sarebbero valide le normative anteriore e quelle nuove. Questo periodo avrebbe dovuto essere di 3 anni in Brasile (per il Brasile scaduto nel 2012) e di 6 in Portogallo.

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Convite de Paris: traduções em Português de Portugal e português do Brasil

Convite da “Livraria Portuguesa e Brasileira” (Librairie Portugaise et Brésilienne), de Paris, França, para o lançamento – no dia 29 de Maio de 2015, às 19 h – da obra “Le Petit Prince“, de Antoine de Saint-Exupéry, das versões traduzidas para cinco “variantes” do Português: de Portugal, do Brasil, Mirandês (“lhéngua”), crioulo de Casamança e crioulo de Cabo Verde.

Le petit prince de Saint-Exupéry en portugais du Portugal, du Brésil, en mirandais, en casamançais, en créole cap-verdien le vendredi 29 mai à 19h dans le cadre de Quartier du livre Présentation du Petit Prince d’Antoine de Saint-Exupéry en portugais du Portugal, en portugais du Brésil, en mirandais (2° langue officielle du Portugal), en casamançais (créole portugais de Casamance) et en créole cap-verdien. en présence de Nicolas Quint et d’autres invités à Librairie Portugaise & Brésilienne – Michel Chandeigne 19/21 rue des Fossés Saint-Jacques (place de l’Estrapade) – 75005 PARIS Tel. 01 43 36 34 37 – www.librairieportugaise.fr Métros : Luxembourg (RER B), Cardinal Lemoine, Place Monge Bus (Panthéon) : 82, 84, 89, 21, 27 etc.

Fonte: Librairie Portugaise et Brésilienne – Article: Le petit prince de Saint-Exupéry en portugais du Portugal, du Brésil, en mirandais, en casamançais, en créole cap-verdien le vendredi 29 mai à 19h dans le cadre de Quartier du livre

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«Implementação do acordo ortográfico merece moratória» [Angop, 17.05.15]

17 Maio de 2015 | 06h29 – Actualizado em 17 Maio de 2015 | 06h29

Benguela: Investigador diz que implementação do acordo ortográfico merece moratória

Benguela – A implementação do acordo ortográficos de 1990 deve merecer alguma moratória, na medida em que o país necessita aumentar as suas infra-estruturas e colocar todas as crianças no sistema normal de ensino, disse Sábado, em Benguela, o investigador em ciências de educação e assessor do ministro da Educação, Filipe N’Zau.

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Filipe N’Zau teceu essas considerações durante a conferência sobre a posição de Angola face ao Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) e seu impacto no contexto socio-económico, realizada em Benguela, no âmbito da V Feira Internacional que decorre nesta cidade de 13 a 17 deste mês.

O também coordenador adjunto da Comissão da posição de Angola face ao Acordo Ortográfico de 1990 disse que, uma das implicações da inserção desta nova forma de escrever e falar, implicaria a formação de professores e de alunos, isto é, do ponto de vista educativo.

Segundo o prelector do workshop, do ponto de vista económico o governo gastaria com isto mais de 600 milhões de dólares (60 triliões de kwanzas) para a reprodução de manuais escolares em todos os níveis de ensino, sendo do ensino primário ao superior.

“Pede-se ponderação, porque o país precisa aumentar o número de infra-estruturas para albergar as mais de 300 mil crianças que se encontram fora do sistema normal de ensino”, referiu.

Fez saber que, até mesmo em Portugal, o Acordo Ortográfico de 1990 também encontra prós e contras, por isso, outros aspectos a considerar são culturais, pois Angola possui várias línguas étnicas.

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Prémio de Poesia Vasco Graça Moura 2015 [notícia “Público”, 28.04.15]

Modo de Ler lança Prémio Vasco Graça Moura

PÚBLICO
28/04/2015 – 14:54

Novo prémio literário dedicado à poesia

 

O nome do escritor portuense Vasco Graça Moura, desaparecido fez esta semana um ano, vai apadrinhar um novo prémio literário expressamente dedicado à poesia.

É uma iniciativa da editora Modo de Ler, de José da Cruz Santos, que vai contar com os apoios dos bancos BPI e BCP, da Fundação Gulbenkian e das Edições Afrontamento. E propõe-se “promover novos autores de poesia e estimular a criação poética”, diz o comunicado de lançamento.

Certamente para honrar a luta que Vasco Graça Moura acerrimamente desenvolveu contra o Acordo Ortográfico, os promotores do prémio estipulam que os textos originais dos candidatos “não poderão estar escritos segundo o chamado novo acordo ortográfico”.

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Editorial do jornal “Público” de 20 de Abril de 2015

Editorial

Os pressupostos falhados do acordo ortográfico

O acordo ortográfico não unificou a escrita nem abriu um mercado único de edições. Serviu para quê?

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Reacendeu-se na passada semana, por via de um encontro na Faculdade de Letras e de uma moção aí aprovada, a querela ortográfica nacional. Querela que, a bem da verdade, nunca realmente se extinguiu.

O PÚBLICO, nascido no mesmo ano que é atribuído ao chamado Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa, vulgo AO90, partilhou-a ao longo destes 25 anos assumindo uma posição clara, rejeitando a sua aplicação. Fê-lo logo em 1991, quando o seu primeiro director (e fundador) Vicente Jorge Silva assinou um texto conjunto com directores de outras publicações (como Miguel Esteves Cardoso e Miguel Sousa Tavares, numa iniciativa incentivada por Vasco Graça Moura) onde se referia que nas publicações que dirigiam o AO90 não seria aplicado. Passado um quarto de século, é legítimo perguntar se tal posição faz, ainda hoje, sentido.

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Editora “Leya” traduz livros portugueses para a “língua brasileira”

Portugueses no Mundo

Teresa Carapuça: São Paulo, Brasil | 17 Mar, 2015

_E os livros de autores portugueses… no Brasil… são editados sempre em Português em função do novo acordo ou ainda há autores que surgem com o acordo antigo… como é?

_Os livros são editados aqui no Brasil de acordo com… com a língua brasileira. Portanto, têm algumas alterações das [edições] de Portugal e a língua brasileira é ligeiramente diferente.

Extracto de entrevista telefónica da “Antena 1” a uma representante da Editora Leya no Brasil. Programa “Portugueses no Mundo”, emissão de 17.03.15.

[Informação de Maria José Abranches, por “email”.]

O AO90 e os direitos de autor na Universidade

Nós sabemos que a política do “facto consumado” é uma manobra consumada e não um facto. Nós sabemos que o “acordo ortográfico”, que de acordo nada tem e de ortográfico muito menos, não passa de uma manobra política. Nós sabemos que o “apparatchik” político-partidário, através da gigantesca máquina burocrática estatal, não olha a meios para atingir os (seus) fins.

Pois é. Nós sabemos de tudo isto mas, pelos vistos, não sabemos – ou não sabíamos – que há ainda muitas pessoas, em especial nos meios académicos, que são sujeitas a pressões abusivas, que são ilegitimamente coagidas a utilizar o AO90. Ora, na verdade, quem produz obra intelectual pode e deve  contestar, protestar, exigir os seus direitos autorais; nada obsta a que os autores (em meio académico ou não) se “atrevam” a opor-se à máquina trituradora do Estado “ortográfico”. Qualquer tipo de pressão, neste âmbito, é não só abusivo como ilegal e pode por isso mesmo ser revertido: existem leis e mecanismos que ainda nos protegem de abusos e prepotências. E o que é o “acordo ortográfico” senão uma prepotência, um abuso intolerável, uma verdadeira agressão intelectual, um ataque à nossa inteligência?

O “diálogo” que se segue é esclarecedor quanto a isto, sob diversos aspectos, e demonstra bem que o AO90 não passa afinal de um “tigre de papel”.

Esta “conversa”, com Ivone Neiva Santos, começou na página da ILC-AO no Facebook, a propósito do “post” aqui publicado sob o título “FLUP FLOP”, e continuou depois via email. Trata-se de um aproveitamento quase integral da troca de mensagens, tendo-se apenas eliminado os conteúdos mais acessórios ou pessoais (cumprimentos, etc.) ; é uma simples operação de “copia e cola” em forma de pergunta e resposta.

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FLUP FLOP

A Faculdade de Letras da Universidade do Porto exige o AO90 nas teses e dissertações…

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Comentário de um aluno da FEUP no Facebook – Na feup também me obrigaram a transcrever a dissertação para o aborto ortográfico… E o conversor deu-me cabo da configuração de uns gráficos!

Comentário de ILCAO no Facebook – Se quiser expor a situação…

Comentário de Ivone Neiva Santos no Facebook – É verdade, tive essa experiência na FLUP . E as citações redigidas na forma como foram escritas originalmente, como tem mesmo que ser, o que resulta numa bela anarquia ortográfica.

JPG – De novo: todos os casos deste género devem ser expostos, divulgados, denunciados (no sentido saudável do termo). Ainda para mais tratando-se de ex-mestrandos ou ex-doutorandos, pessoas que já não podem ser perseguidas ou de alguma forma prejudicadas. Um simples email com os documentos basta…

INS – Mas denunciar com que objectivo? A partir do momento em que a Administração Pública instituiu a adopção do AO pelos seus organismos e dado que se trata de uma universidade pública, não é lícita esta obrigatoriedade? Pensei que sim, por isso não reclamei. Mas achei patético.

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