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Declaração [de Pedro Barroso, Facebook, 25.05.15]


Facebook_iconDeclaração –

Eu, Pedro Barroso, autor, compositor, músico, poeta e homem de cultura, declaro não me responsabilizar pelas dívidas e prejuízos contraídos à minha revelia pelos criadores de um dito Acordo Ortográfico, que anda por aí a circular, cujo me repugna, insulta e maltrata diariamente e para o qual não contribui nem fui ouvido.

Mais declaro comparar este AO e os seus autores ao mesmo acto de vandalismo que os jhiadistas estão a perpetrar contra todo o Património cultural da Humanidade momentaneamente sob sua jurisdição.

Isto em nome de uma barbárie sem justificação nem consciência . Do mesmo modo sinto que um bando de fanáticos e tresloucados estão a matar a Língua Portuguesa, sentindo-me gravemente ofendido e insultado.

Mais entendo e defendo que a nossa Língua mãe é – ou era..- o nosso maior, o mais valioso, mais espalhado e valioso monumento cultural e está a ser dinamitado sem justificação!

Pelo acima exposto peço deferimento urgente e protecção às autoridades competentes.

(assinatura reconhecida)

Transcrição de: Pedro Barroso – Declaração – Eu, Pedro Barroso, autor, compositor,…

(Diário de) Notícias da Madeira

Neste artigo, o Maestro António Victorino de Almeida critica o “acordo ortográfico” e o Coordenador do jornal explicita a (o)posição do “Diário de Notícias – Madeira” ao AO90.

«Victorino D’Almeida homenageado na Madeira elogia Orquestra Clássica, Conservatório e Funchal | DNOTICIAS.PT»
[extracto da notícia]
«Ainda houve tempo para falar do aspecto de ligação da música e a palavra, considerando que “a música ajuda a aprender as línguas”, criticando o acordo ortográfico que faz com que o “espetáculo” tenha um “aspeto”, acentuando ao nível fonético a palavra “espeto”.»[/extracto]

[comentários à notícia]
josé madeira
Por falar em acordo ortográfico… Porque é que o DN escreve de acordo com esse malfadado acordo?… Como é possível, senhor Director (do DN-Madeira)?!!!… Tenha a coragem de dar aqui uma explicação. É uma mancha nos pergaminhos do Diário, que só o empobrece. É uma tontice, como diz o AJJ.
———————————————————————————————————
João
Bom dia sr. josé madeira
Os jornalistas do DIÁRIO escrevem de acordo com o anterior acordo ortográfico.
Penso que deve estar a fazer confusão com o facto de haver, no espaço dedicado à Opinião, opinadores que escrevem, voluntariamente, de acordo com o novo acordo ortográfico.
Grato pela compreensão.
João Filipe Pestana
Coordenador

[Extracto de notícia e reprodução de comentários à mesma em publicação do “Diário de Notícias – Madeira” (versão “online”) em 17.10.14.]

“Projecto BPM. Rap em desacordo ortográfico” [jornal “i”, 16.10.14]

Sigla para Brasil-Portugal Misturados, um trio que faz das rimas lusofonia. Mundo Segundo, Vinicius Terra e Sr. Alfaiate actuam hoje no Musicbox

Uma pós-graduação é das coisas mais úteis que conhecemos. Sobretudo se tiver decorrido há oito anos no Porto, quando um professor brasileiro quis aprofundar o seu conhecimento em português de Portugal. “Era uma curiosidade que tinha, fui professor de língua portuguesa no Brasil durante nove anos, é a minha profissão apesar de hoje já não leccionar mais”, conta-nos Vinicius Terra – esquecemo-nos de referir que o senhor professor se dedicava às rimas depois de assinado o sumário -, elemento chave do trio.

Foi o brasileiro da companhia que tendo passado dois anos no nosso país – onde deu uma série de concertos com Sr. Alfaiate como DJ de serviço – ficou pasmado com a qualidade do rap português. “Voltei para o Brasil com vontade de criar algo que promovesse o intercâmbio entre os dois países. Criei um festival chamado Terra do Rap com essa intenção, para criar um bloco de rap lusófono”. A primeira edição do festival, em 2013 deu ao público brasileiro a possibilidade de assistir a concertos de Mundo Segundo, de Allen Halloween, Sr. Alfaiate, Dama Bete, entre outros. Os BPM – nome que serve o trocadilho de batidas por minuto – apresentaram-se ao público no início de Agosto passado, precisamente na segunda edição do festival. Recue-se uns tempos para perceber a criação de uma formação que nem estava prevista. “Basicamente isto são três sujeitos que gostam do que fazem, estavam ali [Estúdio 2º Piso, de Mundo Segundo, no Porto] num momento de lazer e que começaram a criar. Quando vimos tínhamos uns quatro ou cinco temas, quando voltei para o Brasil decidimos lançar uma música na internet. Surgiu o Projecto BPM, com c, sem acordo ortográfico”, esclarece o rapper, pela lusofonia, mas crítico em relação ao acordo.

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«O som pelas palavras» [Sérgio Godinho, revista “Up Magazine” (TAP)]

(…)

Acto de escrita, acto musical andam juntos na biografia de Sérgio Godinho, mas já experimentou separá-los e resultou em teatro, em poesia, em contos. Volta ao teste não para provar nada, diz, mas por esse tal impulso ficcional que esteve sempre por lá. Está a escrever contos e a experimentar o estado inicial da busca de uma voz. A voz do contista está em estado mais embrionário, mas já tem certezas. Escrever em desacordo com o Acordo Ortográfico. Parece-lhe óbvia a desobediência. “Li muitos livros com ortografia antiga, Eça, Camilo, etc. Portanto, sempre achei que a evolução de uma língua era normal. O acordo não me chocava, mas quando comecei a ver as confusões à volta não me fez sentido. E há problemas geopolíticos e geoculturais.”

Adaptar uma língua ao som parece primário, quando todos dizem de outras formas e são tantos no mundo. Escutem-se as letras de Chico Buarque e Caetano Veloso no português de outra geografia. O mais recente projecto de Sérgio Godinho, As Caríssimas 40 Canções, livro que começou por crónicas escritas no Expresso e passou a espectáculo, tem essas coisas. Canções dos outros, por ele. Como cantar “Sampa”, de Caetano Veloso sem sotaque do Brasil e não soar estranho? Ou “Geni e o Zepelim”, de Chico Buarque, ou “Conversa de Botequim” do Noel Rosa, que se passa num botequim. A resposta é cantar os outros usando o bom senso do cantar, da palavra dita, como na escrita. O ritmo, a harmonia. Há acordo ortográfico para isso?

(…)

[Transcrição parcial de entrevista concedida pelo cantor e compositor Sérgio Godinho à revista “Up Magazine“, da TAP Portugal (número de Julho de 2014).]

Nota: este artigo foi corrigido automaticamente, de acordês para Português, com a extensão “Desacordo ortográfico” do Chrome.

«Acorda!» [GNR (Grupo Novo Rock) – música]

Acorda!

Acção actor acto
Ponta-pé traves-tu barato

Bem-me-quer o Pedralvares cordato
Que era “súdito”  directo de fato

Óptimo ou caricato
É um acordo ou é um buraco

Quem no quer esse muro concreto
É político mas anal fabeto

A corda bamba da cultura
A ponte pênsil no ar
Acorda muda de figura
“O Petróleo não é tudo, JR!!!”
(“oil ain’t all, JR!”)

[Refrão] (Anónima acu puntura)

Por GNRGrupo Novo Rock, letra e música de Rui Reininho/Toli César Machado.

[Letra da música transcrita “de ouvido”.]

“Afetivamente” a RTP é um “espetáculo”

[Fotografia da autoria de Manuel Araújo. Publicada no Facebook em 17.02.13.]

«O autor goza durante toda a vida do direito de assegurar a genuinidade e integridade da sua obra, opondo-se à sua destruição, a toda e qualquer mutilação, deformação ou outra modificação da mesma, e, de um modo geral, a todo e qualquer acto que a desvirtue.»
António de Macedo, “Os direitos de autor e o AO90

[Imagem copiada do “site” Mapa Música.]

João Braga subscreveu a ILC

João Braga nasceu em Lisboa (15 de Abril de 1945), mas ainda muito novo foi viver para Cascais, onde se tornou frequentador de retiros de Fado amador naquela zona: Galito, 1963; Estribo Clube e Cartola Bar, 1964. Mais tarde, com o regresso à capital, em 1966, estreou-se na Taverna do Embuçado, altura em que abandonou o curso de Direito.

O ano de 1967 marcou o começo da sua carreira musical, com a saída, em Janeiro, do seu 1º disco, “É Tão Bom Cantar o Fado”, editado pela Aquila, que lançou nesse ano mais 3 EP’s (“Tive um Barco”, “Sete Esperanças, Sete dias”, “Jardim Abandonado”) e 1 LP (“A Minha Cor”), o que lhe valeu actuar, pela primeira vez, num programa da RTP (“Alerta Está!”). Em 1969 lançou-se definitivamente, por via dos serões televisivos do Villaret (Zip-Zip). Um ano antes conhecera Luís Villas-Boas, que viria a tornar-se seu produtor (gravou mais 7 discos com ele, para a Philips) e com quem organizaria o 1º Festival Internacional de Jazz em Portugal (Cascais, 1971).

Entre 1977 e 1987 gravou mais sete álbuns: 2 para a Orfeu (“Canção Futura”, 1977, “Miserere”, 1978), um para a Valentim de Carvalho (“Arraial”, 1980), 3 para a Sassetti (“Na Paz do Teu Amor”, 1982, “Do João Braga Para a Amália”, 1984, “Portugal”, sobre a Mensagem, de Pessoa, 1985) e um para a SILOPOR (“O Pão e a Alma”, 1987).

A partir de 1990 centrou a sua actividade nos concertos e na composição musical, tendo, a partir desse ano, dado início à renovação do panorama fadista através de convites a jovens intérpretes para integrarem os seus concertos: Maria Ana Bobone, Rodrigo Costa Félix, Miguel Capucho, Mafalda Arnauth, Ana Sofia Varela, Mariza, Katia Guerreiro, Diamantina, Cuca Roseta, Joana Amendoeira, Gonçalo Salgueiro, Teresa Tapadas, Lina Rodrigues, entre muitos outros.

Ainda em 1990 gravou o seu 1º CD (“Terra de Fados”, Edisom, vendas superiores a 30 mil cópias), onde incluiu inéditos de Manuel Alegre, que pela primeira vez escreveu expressamente para um fadista. Mais um CD para a Edisom (“Cantigas de Mar e Mágoa”, 1991), um para a Strauss (“Em Nome do Fado”, 1994), outro para a BMG (“Fado Fado”, 1997), um para o BNC (“Dez Anos Depois”, 2001), outro para A Capital (“Fados Capitais”, 2002) e três para a Farol (“Cem Anos de Fado” vol. 1, 1999, vol. 2, 2001, e “Cantar ao Fado”, 2000). Desde então já saíram mais sete CD (compilações de discos anteriores) e entrou em dezenas de colectâneas. O seu último álbum, “Fado Nosso”, foi posto à venda em Julho de 2009, pela CNM.

Foram assim já editadas muitas dezenas de gravações suas (30 originais e para cima de 30 compilações), concebeu e/ou protagonizou cerca de 250 programas televisivos e radiofónicos, tendo escrito até à data aproximadamente 300 crónicas e um livro, com o segundo, sobre o seu percurso no Fado, a caminho.

Desde 1970 actuou em muitos países da Europa, África, Américas e foi distinguido com diversos prémios, destacando-se a Medalha de Mérito Cultural do Governo Português (1990, o único cantor de fado, até à data, assim galardoado), Prémio Neves de Sousa, atribuído pela Casa da Imprensa (1995), Medalha da Cruz Vermelha de Mérito (1996), Prémio de Carreira, da Casa da Imprensa (1999) e Comenda da Ordem do Infante Dom Henrique (2006).

João Braga subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da ILC pela revogação do “acordo ortográfico”.

Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos remeteu, expressamente para o efeito, a respectiva nota biográfica.

«Proxenetas da Língua Portuguesa», pela banda “Lulas Belhas”

Proxenetas da Língua Portuguesa

A diversidade da Língua Portuguesa –
aqui ou no Brasil
cada uma tem beleza
Não vou aceitar
esta tristeza.
Estão a mutilar-te
querida Língua Portuguesa
Doutores com sede
de protagonismo,
sede de dinheiro,
inchados de egoísmo,
inventaram um acordo
com corruptos cabecilhas –
violar a nossa Dama
por um prato de lentilhas.
1- exploração
2-prostituição
está no dicionário o que vocês são:
Proxenetas da Língua Portuguesa
“espectador” leva um c
no Brasil não leva não.
Não serei um “espetador”
por vontade de um cabrão
Variedade é qualidade.
Português não é fast-food
que sabe tudo ao mesmo
em Xangai ou Hollywood
Vós que violais
a nossa Dama indefesa
ao prostituir
a Língua Portuguesa:
Não serei mais um cúmplice
do vosso decreto
Escrever barbaridades –
prefiro ser analfabeto
1- exploração
2 prostituição
está no dicionário o que vocês são:
Proxenetas da Língua Portuguesa

Autor da letra: Miguel Falcão

Miguel Graça Moura subscreveu a ILC

Miguel Graça Moura

Natural do Porto (1947), diplomou-se com os cursos superiores de Piano (1975) e de Composição (1981) no Conservatório de Música do Porto, e tornou-se professor de Composição neste Conservatório (1976-81). Paralelamente, cursou Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto (1974).

Foi autor e apresentador da série televisiva Pauta Livre (RTP, 1975-76).

Como compositor, estreou uma vintena de obras em Portugal e no estrangeiro, entre elas Mémoires para orquestra de cordas e o octeto Nada Se Sabe, Tudo Se Imagina sobre fragmentos de poesia de Fernando Pessoa, ambas encomendadas pelo Festival Internacional de Música Contemporânea “Musica” de Estrasburgo (1982 e 1984, respectivamente), e ainda Interrogations para piano, premiada no Festival de Nápoles “Novecento Musicale Europeo” (1986).

Foi assessor do ministro da Educação Roberto Carneiro (1987-91), tendo chefiado a comissão que então elaborou a primeira reforma do ensino artístico em Portugal pós-74.

Bolseiro do Ministério da Cultura, da Fundação Gulbenkian e do Governo Francês, estudou em Estrasburgo, Paris e Reims Direcção de Orquestra com Jean-Sébastien Béreau e Análise Musical com René Schmidt, tendo concluído ambos estes cursos (1984) com a classificação máxima (“premier prix”).

Foi Director Musical do Grupo “Música Viva” (1975-80), da Orquestra Universitária de Estrasburgo (1982-84), da Orquestra Sinfónica Universitária de Grenoble (1984-86), da Orquestra de Câmara “La Folia” (1987-92), da Orquestra Portuguesa da Juventude (1987-94) e da Orquestra Metropolitana de Lisboa (1992-2003), de que foi também fundador, tal como da Academia Nacional Superior de Orquestra, da Escola Metropolitana de Música de Lisboa, do Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa e da Academia Metropolitana de Amadores de Música, todas integradas num modelo inovador e eficaz de gestão educativa e cultural (a Associação Música – Educação e Cultura).

Dirigiu quase todas as orquestras portuguesas e várias estrangeiras (nos seguintes países: Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, Cazaquistão, China, Coreia do Sul, Costa Rica, Cuba, Egipto, Eslováquia, Escócia, Estados Unidos, Filipinas, França, Hungria, Inglaterra, Itália, Japão, Macau, México, República Checa, República Dominicana, Roménia, Rússia, Singapura, Suécia, Suíça, Taiwan e Turquia).

Dirigiu solistas famosos como Maria João Pires, Augustin Dumay, Tatiana Nicolaeva, Pedro Burmester, Artur Pizarro, António Rosado, Gerardo Ribeiro, Ana Bela Chaves, Paulo Gaio Lima, Adylia Alieva, Lee-Chin Siow e muitos outros.

Membro, desde 2003, do júri do Concurso Internacional “Prokofiev” de Maestros de S. Petersburgo (Rússia).

Gravou uma vintena de discos, para as editoras EMI Classics, Philips Classics e RCA Classics, à frente das orquestras La Folia, Metropolitana de Lisboa, Sinfónica da Rádio de Berlim, Sinfónica da Rádio de Hannover e Sinfónica da Rádio Nacional Búlgara (Sófia).

Sobre o “acordo ortográfico”, o Maestro Miguel Graça Moura deixou a sua opinião expressa num comentário aqui mesmo, no site da ILC:

«Além de ilógico, com muitas irracionalidades e conduzindo a óbvias confusões, o Acordo Ortográfico parte de um pressuposto errado: o português de Portugal de o do Brasil são a mesma língua. (Já) não são. Todas as editoras o sabem, e os livros brasileiros têm de ser “vertidos” ou “adaptados” para português, e vice-versa. Por isso este acordo é estúpido e contraproducente: só servirá para ajudar as editoras brasileiras a tentarem “colonizar” linguisticamente Portugal.»

O Maestro Miguel Graça Moura subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos enviou, para efeito, a respectiva nota biográfica.

[Foto copiada do blog Portuguese Music.]

Carlos “Zíngaro” subscreveu a ILC

Começa a estudar música com 4 anos, tornando-se profissional aos 13, como membro da Orquestra Universitária de Música de Câmara. Para além dos estudos de violino frequenta também os cursos de Órgão e Canto Gregoriano. Estudos de musicologia, música electro-acústica e música contemporânea (teatro-música) fazem parte de permanências na Universidade Técnica de Wroclaw (Polónia) e na Creative Music Foundation (New York). Curso de Cenografia da Escola Superior de Teatro de Lisboa.

Pioneiro em Portugal na utilização das novas tecnologias na composição e interacção em tempo real, assim como nas relações som / movimento e “composição imediata”.

Nos mais importantes festivais e concertos de “improvisação” e “nova música” na Europa, América e Ásia, apresenta-se em solo absoluto ou em grupos com os compositores / músicos internacionalmente mais significativos nestas áreas musicais, como Fred Frith, Anthony Braxton, Joêlle Lèandre, Daunik Lazro, Richard Teitelbaum, Derek Bailey, Otomo Yoshihide, George Lewis, Christian Marclay, Alvin Curran, Frederic Rzewski, Ursula Oppens, Keith Rowe, etc.. É elogiado por nomes que vão de La Monte Young a Siegfried Palm, de Alvin Lucier a Steve Lacy e John Zorn.

Foi o director musical de OS CÓMICOS – GRUPO DE TEATRO, assim como, anos mais tarde, o fundador da galeria com o mesmo nome em Lisboa.

Colaborou com diversos coreógrafos, encenadores e realizadores como Olga Roriz, Michala Marcus, Paula Massano, Vasco Wellenkamp, Vera Mantero, Francisco Camacho, Giorgio Barberio Corsetti, Ricardo Pais, Constança Capdeville, Fernanda Lapa, Carlos Avilez, António Rama, Seixas Santos, Ludger Lamers e Francis Plisson.

Tem uma produção discográfica, em nome próprio ou colaborações com outros músicos/compositores, de mais de 50 títulos, com edições em França, Suiça, Alemanha, Canadá, Itália, Inglaterra, Japão, Holanda, USA. Atribuições de melhor disco do ano na WIRE Magazine (GB), CODA (Canadá) e ainda dois “Chock de La Musique – Monde de la Musique” (F).

O violinista Carlos “Zíngaro” subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos enviou, expressamente para o efeito, a respectiva súmula biográfica.

[Foto © Nuno Martins]

Galeria de subscritores, militantes e apoiantes.