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«Uma reportagem fitícia» [por Fernando C. Kvistgaard]

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Uma reportagem fitícia, compatada e ilariante de leitura ocional e sem uso de corretor ortográfico

As autoridades sanitárias da Organização decidiram enviar ao Egito ténicos de saúde dos vários ramos da ciência, para ajudar os egícios. Havia necessidade de médicos protologistas, médicos especialistas em gravidez etópica, investigadores de doenças baterianas, etc. Alguns eram do Irã, outros eram canadenses especialistas em acupuntura.

O fim em vista era contatar os autótenes do setor afetado do país e conetar as informações de todas as seções da organização, sobre este surto abruto de doenças de caráter desconhecido, de maneira a saber se se tratava de infeções, pois os casos observados mostravam-se também com eruções e tumefações na pele, e, muitos deles, estavam convitos de que se podia tratar de ezema infecioso com manchas de formas elíticas e otogonais, que se podiam tratar com frições. Muitos tinham dores no adómen, havendo outros com sintomas parecidos com iterícia. O interessante é que todas as pessoas sofriam de ostipação, sendo espetável que se pudesse chegar a uma conclusão que tivesse impato nas resoluções a tomar. Houve igualmente que recorrer a médicos com idade provetaotogenários – por não haver muitos especialistas jovens. Conosco, seguiam também ténicos de critografia da Cidade Invita, com sede na rua São João Batista; isto porque se tornava necessário interpretar o que estava escrito num trítico antigo que tinha sido encontrado intato, o qual também relatava casos semelhantes. A capa, pitórica, tinha a gravura de um monarca com coroa e cetro. O texto fora feito com encritação.

Seguia conosco um jornalista com um sobrenome fitício. Ele iria conetar toda a informação usando a nova tenologia.

O transporte foi feito de helicótero – o Netuno – que aliás tinha sido utilizado por um casal em viagem de núcias no dia anterior. Procurou-se um local próprio para aterragem, num terreno compato e sem umidade, o que não era difícil, pois na região havia eucalitos que fazem sução de toda a água sujacente. O terreno era de origem tetónica, compatada ao longo de milénios. Um dos ostáculos era o fato de haver muitos réteis entre a vegetação; uma das oções era limpar a área com uma vedação protetora que, com as novas tenologias, era fácil otimizar. Entretanto, havia que ter em atenção uma nova erução do vulcão próximo.

Agora que já não havia mais ostáculos, foi com espetativa que se fez o contato com o solo, sem impato violento; toda a aparelhagem e outros artefatos estavam intatos. Os espetadores eram muitos. Depois de acionar os interrutores para a paragem dos motores, a velocidade de rotações das hélices caiu abrutamente, e pudemos então sair.

No ar, sentia-se o cheiro do nétar das flores que, com as suas cores maníficas e variadas mais pareciam fogo piroténico, o que estimulou os nossos sentidos olfativos e óticos.

A receção foi bastante calorosa mas, antes de tudo, houve que patuar e fazer um pato com os principais das aldeias, que viviam em casas cujo teto se tinha elipsado com o temporal.

O reto que todos agora tinhamos de aceitar sem coação, foi o de dar início a uma coleta entre os adetos faciosos e ativistas políticos de uma associação ginodesportiva para os inteletuais da cidade próxima, de maneira a obter fundos para a compra de medicamentos e material. Alguns deles tinham estado presos, mas foram libertados por anistia.

No dia seguinte, e sem interrução, foi feita a recolha das mições matinais, excepto as das crianças latentes e outras de mais idade, que tinham tido uma boa adatação ao leite artificial. As provas foram transportadas em tubos de alumínio dútil e refratário, adatado a altas temperaturas das placas refratárias, para que a conveção não viesse a afetar a composição química da urina. Algumas das provas tinham um aspeto lático, por terem ingerido alimentos ricos em latose.

2/2/2014 – Fernando Coelho Kvistgaard

Texto de Fernando C. Kvistgaard, de Tranbjerg J (Aarhus), Dinamarca. Enviado pelo autor em 03.02.15.

Imagem: placa toponímica, substituída em 2013 pela Câmara Municipal, no Centro Histórico de Oeiras.

Ver índice “cAOs”

Onde subscrever a ILC: Universidade Sénior, Oeiras

A partir de agora também pode subscrever a ILC pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico” na secretaria da Universidade Sénior de Oeiras (USO), cuja sede fica no centro da vila, na chamada “zona antiga” de Oeiras.

Os nossos agradecimentos à Direcção da USO pela disponibilidade e pela simpatia.

Ver Mapa dos Locais de Recolha.

[Imagem do logótipo copiada do “site” RUTIS.]

Onde assinar a ILC: Ponto Final, Nova Oeiras

Café (e Pub) Ponto Final
Nova Oeiras

O Café, no piso de cima, está aberto entre as 8 da manhã e as 10 da noite, todos os dias menos à 2ª Feira. O “Pub” (com bilhares) abre às às 6ªs Feiras e Sábados entre as 22:30 e as 4 da madrugada. O “Ponto Final” tem letreiro azul à porta, ou seja, pode-se fumar…

Este é um dos estabelecimentos de restauração mais antigos da Quinta das Palmeiras, já que foi inaugurado em 1980. Os irmãos Malaquias, Luís e João, são os gerentes.

A partir de agora também ali poderá subscrever a ILC pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.

À Gerência do “Ponto Final“, que tão convictamente se disponibilizou para prestar este serviço à causa da defesa da Língua Portuguesa, cabe deixar aqui uma manifestação pública de apreço e de reconhecimento pela sua disponibilidade militante.

Onde assinar a ILC: Bar Central, Oeiras

O Bar Central, em Nova Oeiras, pode já ser considerado como uma instituição da “noite” lisboeta (e arredores), contando com um curriculum de mais de 20 anos a “abrir a noite”, para muitos, e a fechá-la, principalmente, para ainda mais gente. Abre apenas às 5ªs, 6ªs e Sábados (mais vésperas de Feriados), a partir das 11 da noite e até às 4 da madrugada. Situado numa zona relativamente isolada, é um local conhecido por juntar diversas gerações de apreciadores de um ambiente sui generis e, em especial, de um género musical se calhar único, o som ambiente que é a sua imagem de marca, mistura de lounge, acid jazz e chill-out com sessões revivalistas e de música alternativa à mistura.

“Os Joões”, ou seja, João Carlos e João Maria, que são os proprietários e que é a forma como também é conhecida a casa, nem hesitaram quando lhes foi proposto que fossem ali recolhidas assinaturas.

A partir de agora poderá subscrever a ILC pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico” também naquele local.

Michel Vieira subscreveu a ILC

Michel Vieira é professor de piano. Nasceu no Zaire (actual República Democrática do Congo), em África, e viveu durante a adolescência no Canadá, América do Norte, residindo e trabalhando actualmente em Oeiras, Portugal.

Dá aulas particulares de piano e também lecciona em diversas escolas de música (ou com ensino de piano) da Linha do Estoril e de Lisboa.

É apoiante activo e voluntário militante na recolha de assinaturas para a nossa iniciativa, colaborando também na sua divulgação.

Sobre o “acordo ortográfico” propriamente dito tem uma opinião que, tendo começado pela mais comum indiferença, é hoje de firme oposição: «é puro ruído, não serve para nada, não resolve coisa nenhuma, logo, arquive-se no arquivo morto.»

Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Nota: esta publicação foi autorizada pelo/a subscritor/a.