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Prémio de Poesia Vasco Graça Moura 2015 [notícia “Público”, 28.04.15]

publicoModo de Ler lança Prémio Vasco Graça Moura

PÚBLICO
28/04/2015 – 14:54

Novo prémio literário dedicado à poesia

 

O nome do escritor portuense Vasco Graça Moura, desaparecido fez esta semana um ano, vai apadrinhar um novo prémio literário expressamente dedicado à poesia.

É uma iniciativa da editora Modo de Ler, de José da Cruz Santos, que vai contar com os apoios dos bancos BPI e BCP, da Fundação Gulbenkian e das Edições Afrontamento. E propõe-se “promover novos autores de poesia e estimular a criação poética”, diz o comunicado de lançamento.

Certamente para honrar a luta que Vasco Graça Moura acerrimamente desenvolveu contra o Acordo Ortográfico, os promotores do prémio estipulam que os textos originais dos candidatos “não poderão estar escritos segundo o chamado novo acordo ortográfico”.

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A “inteletualidade” da “inteletual” Natália Correia

«Inteletual, poetisa e ativista social, autora de extensa e variada obra publicada, com predominância para a poesia, Natália Correia (Natália de Oliveira Correia) nasceu a 13 de setembro de 1923, na Fajã de Baixo, ilha de S. Miguel –Açores. »

«Fundou em 1971, com Isabel Meireles, Júlia Marenha e Helena Roseta, o bar “Botequim”, onde durante as décadas de 1970 e 1980 se reuniu grande parte da inteletualidade portuguesa.»

Notáveis dos Açores

«Poetas portugueses refutam o AO90» [“Diário NetBila”, 22.09.14]

Reunidos na Vila do Gerês, no XIV Encontro nacional de Poetas, dia 20 do corrente, foi apresentada uma proposta aos mais de cem participantes, para que se pronunciassem acerca da aceitação ou da rejeição do Acordo Ortográfico. No universo de 107 autores presentes verificaram-se 5 votos a favor, 8 abstenções e 94 contra a oficialização do Acordo. Diversos foram os poetas presentes que leram poemas da sua autoria, subordinados ao tema que se revelou preocupante, tendo em conta as liberdades poéticas de que esta classe de criadores usufrui.

Na circunstância foi recordada a luta persistente do recém falecido Graça Moura que tantos e tão acesos debates travou no sentido de não ser consumada a adesão de Portugal. Foi também invocada uma opinião do Juiz Rui Teixeira que em Maio passado tornou pública e na qual esclarecia: «alega este magistrado que as actas não são uma forma do verbo atar», que «os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a língua portuguesa permanece inalterada até  ordem em contrário». Segundo essa informação que pode ler-se no site «Portugal Glorioso» este juiz enviou uma nota à Direcção Geral de Reinserção Social, em Abril último, onde se pode ler que «esta fica advertida que deverá apresentar as peças em Língua Portuguesa não é resultante de um tal acordo ortográfico que o governo quis impor aos seus serviços e sem erros ortográficos decorrentes da aplicação da Resolução do Conselho de Ministros 8/2011, a qual apenas vincula o Governo e não os tribunais». A DGRS pediu um esclarecimento a esse juiz que respondeu: «a Língua Portuguesa não é resultante de um tal «acordo ortográfico» que o governo quis impor aos seus serviços. Pelo menos neste (tribunal)  os factos não são fatos, as actas não são formas do verbo atar e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário».

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Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) no Panteão Nacional

PERFEITO

Perfeito é não quebrar
A imaginária linha

Exacta é a recusa
E puro é o nojo.

Sophia


«Miguel Sousa Tavares, que fazia anos nesse dia – circunstância a que aludiu lembrando os “demasiados anos” que se cumpriam desde a primeira vez que a mãe lhe dissera “Miguel, olha o mundo!” –, foi responsável pela mais prolongada ovação da noite quando garantiu que Sophia, se fosse viva, se oporia ao novo acordo ortográfico.»
Notícia do “Público” de 02.07.14 sobre a trasladação

«O legado de Vasco Graça Moura» [Jorge Colaço, in “blog” Retrovisor, 06.06.14]

Vasco Graça Moura
1942-2014

O legado de Vasco Graça Moura

Agora que a poeira começa a assentar sobre o desaparecimento de Vasco Graça Moura, sobre tudo o que se tem dito e escrito acerca desta personalidade, há duas ou três coisas que apetece remoer.

Ao amplo e merecido consenso público que em volta desta figura maior da cultura portuguesa se suscitou, num primeiro momento justificado pela óbvia proximidade da sua morte, sucederam-se as declarações, os artigos, as crónicas, os comentários de louvor póstumo. E foi aí que começaram a aparecer as frases condicionais e as conjunções adversativas. Os ses e os mas.

Um sortido rico de colunistas encartados tratou de vir a terreiro tirar o chapéu, que decerto não usa, e curvar-se em vénias de amplitude igualmente variada.

Mas, porém, contudo, todavia, no entanto, não obstante.

Uma grande figura apesar de não ser de esquerda. Incompreensível.

E essa incompreensão é já uma reticência, uma sombra, uma prevenção. Uma nódoa na iminência de alastrar.

Pior do que isso, alguns vieram ensinar às crianças e ao povo que o homem foi realmente uma grande figura, muito embora dado ao exagero. Veja-se o que defendeu em política. Veja-se esta coisa do acordo ortográfico. Fúria demasiado grande e sonorosa para assunto tão pouco merecedor. Se era razão para tanto empolamento. Uma vocação de cavaleiro andante perdida em damas de pouca categoria. Mas, claro, isso não tira que foi uma figura importante, então não, poeta e etecetera.

Irra!

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«Parabéns, senhor Ministro da Educação!» [Álvaro Alves de Faria, vídeo]

O senhor ministro da Educação, Fernando Haddad, autorizou que se distribuísse para mais de quatro mil escolas do ensino fundamental e médio um livro que defende erros na Língua Portuguesa. Assim, o Brasil chega ao máximo de sua mediocridade. Somos um país que tem Ministério da Educação que ensina ignorância. Cabe aquela velha pergunta que nos pertence: “Afinal, que país é este?”. Temos um ministro da Educação que defende a deseducação. O ministro da Educação, para completar sua obra, deveria promover uma queima nacional de livros de grandes autores da Língua Portuguesa. E deveria fazer um grande discurso enaltecendo a mediocridade do país. O jornalista e poeta Álvaro Alves de Faria comenta.

«Livro usado pelo MEC ensina aluno a falar errado» (IG, Brasil)

[Transcrição integral de “post” do “blog” Jovem Pan online (Brasil) de 18.05.11.]

[Via comentário no “blog” Bic Laranja.]

Maria João Brito de Sousa subscreveu a ILC

Maria João Brito de Sousa nasceu em Lisboa, Concelho de Oeiras, a 4 de Novembro de 1952.

Neta do poeta António de Sousa e de Alice Brito de Sousa, pintora, teve o privilégio de conviver, durante a infância e adolescência, com alguns dos mais representativos nomes da cultura portuguesa do séc XX, Miguel Torga, Vitorino Nemésio, Natália Correia, Manuel Ribeiro de Pavia, Guilherme Filipe e Julio, eram visitas assíduas da casa onde cresceu.

Foi com Manuel Ribeiro de Pavia e ainda muito pequenina que se lançou à aventura dos pincéis e do carvão esta será uma das razões pelas quais, ainda hoje, gosta de se definir como “pintora precoce de trabalhos adiados”. É com cerca de três anos de idade que se inicia nas quadras em redondilha maior, algumas registadas pela mão de seu avô em pedacinhos de papel que ainda hoje guarda.

A sua pintura define-a numa linha expressionista-simbolista, sempre aberta ao surrealismo. A sua Poesia surge na riqueza do vocabulário, na utilização sistemática da metáfora e na musicalidade da rima.

Casou muito cedo e durante quase trinta anos dedicou-se exclusivamente às tarefas de esposa e mãe, pouco tempo lhe restando para se dedicar às Artes que nunca deixaram de a ir chamando. Em 1999, após um doloroso divórcio, renasceu, imperiosa, a necessidade de criar. Em Janeiro de 2000 inaugurou a sua primeira exposição individual de pintura em Lisboa, na Voz do Operário, à qual se seguiram dezassete exposições colectivas, sempre na qualidade de membro da associação de Artistas Plásticos Paço de Artes, da qual se tornou sócia. Foi também no Salão Nobre desta associação que, em 2007, inaugurou a sua segunda exposição individual; Auto-Retrato. Participou também, em 2007, no leilão “Telas de Esperança”, no Salão Paroquial de Stº. António de Nova Oeiras e em 2010 numa exposição colectiva de pintura promovida pela AMNO – Associação de Moradores de Nova Oeiras, sob o título Nova Oeiras Acontece.

No campo da Poesia, iniciou uma extensa produção de sonetos formalmente clássicos, em Janeiro de 2008, tendo publicado o seu primeiro livro, Poeta Porque Deus Quer, em Janeiro de 2009. Antes da publicação participou no Concurso de Poesia em Rede no Sapo, onde ganhou o primeiro prémio “ex aequo”, com o soneto Territorialidade que dedicou à vila de Oeiras onde terminou o curso complementar dos liceus e onde reside desde 1972.

Enquanto pintora, é membro da Associação de Artistas Plásticos Paço de Artes e é, desde 2005, membro da Associação Portuguesa de Poetas, para a qual entrou pela mão da actual Vice-Presidente, a poetisa Virgínia Branco.

Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990 e tem participado militantemente na recolha de assinaturas para a iniciativa.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da nossa ILC.

Nota: esta publicação foi autorizada pela subscritora, que redigiu e nos enviou, expressamente para o efeito, as respectivas nota biográfica e fotografia.

Maria Teresa Horta subscreveu a ILC

Maria Teresa Horta (Lisboa, 20 de Maio de 1937) é uma escritora e poetisa portuguesa.

Percurso

Maria Teresa Mascarenhas Horta nasceu em Lisboa em 20 de Maio de 1937. Oriunda, pelo lado materno, de uma família da alta aristocracia portuguesa.

Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Dedicou-se ao cine-clubismo, como dirigente do ABC Cine-Clube, ao jornalismo e à questão do feminismo tendo feito parte do Movimento Feminista de Portugal juntamente com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa. Em conjunto lançaram o livro “Novas Cartas Portuguesas”.

Maria Teresa Horta também fez parte do grupo Poesia 61.

Publicou diversos textos em jornais como Diário de Lisboa, A Capital, República, O Século, Diário de Notícias e Jornal de Letras e Artes, tendo sido também chefe de redacção da revista Mulheres.

Já este ano recebeu o prémio D. Dinis, da Fundação Casa de Mateus pelo seu mais recente livro “As Luzes de Leonor”, um romance sobre a vida da Marquesa de Alorna (1750-1839), neta dos marqueses de Távora e sua avó em quinto grau.

É casada com o jornalista Luís de Barros.

Obras

Espelho Inicial (1960) (Poesia)
Tatuagem (1961)
Cidadelas Submersas (1961)
Verão Coincidente (1962)
Amor Habitado (1963)
Candelabro (1964)
Jardim de Inverno (1966)
Cronista Não é Recado (1967)
Minha Senhora de Mim (1967) (poesia)
Ambas as Mãos sobre o Corpo (1970)
Novas Cartas Portuguesas (1971) (obra conjunta))
Ana (1974)
Poesia Completa I e II(1983)
Os Anjos (1983)
O Transfer (1984)
Ema (1984)
Minha Mãe, Meu Amor (1984)
Rosa Sangrenta (1987)
Antologia Política (1994)
A Paixão Segundo Constança H. (1994)
O Destino (1997)
A Mãe na Literatura Portuguesa (1999)
As Luzes de Leonor (2011)

[Transcrição da entrada Wikipedia sobre Maria Teresa Horta. Foto de uma página sobre a autora no Facebook.]

Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da ILC pela revogação do “acordo ortográfico”.

Nota: esta publicação foi autorizada pela subscritora, que nos enviou uma declaração através de Madalena Homem Cardoso, de Lisboa.

Sandra Vinagre subscreveu a ILC

– Nascida em 1975
– Licenciada em Língua e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde criou e dirigiu a “Antologia Poética”, revista de Poesia de divulgação de novos escritores (hoje inexistente).
– Pós-graduada em Gestão de Recursos Humanos na Universidade Católica
– Gestora de Recursos Humanos e Formadora
– Actual Mestranda em Estudos Clássicos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Sou totalmente contra este Acordo por várias razões mas essencialmente por duas: por um lado, porque este acordo não tem nada a ver com a evolução da língua pois não são necessárias convenções para que uma língua evolua, como o provam as alterações que a língua portuguesa teve até ao momento e de que são também bons exemplos as línguas espanhola e inglesa. E, por outro lado, porque este acordo representa apenas uma cedência a interesses políticos e económicos, menosprezando uma das nossas maiores características enquando Povo, enquanto Nação.
Sandra Vinagre

Sandra Vinagre subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Nota: esta publicação foi autorizada pela subscritora, que nos enviou, expressamente para o efeito, a respectiva súmula biográfica, sendo também de sua autoria o texto sobre o AO90 aqui publicado.

Daniel Jonas subscreveu a ILC

Daniel Jonas nasceu no Porto em 1973. Publicou quatro livros de poemas, entre os quais Os Fantasmas Inquilinos (Cotovia, 2005) e Sonótono (Cotovia, 2007 – Prémio PEN Clube de Poesia). Traduziu, entre outros, Milton, Waugh, Huysmans, Pirandello e Shakespeare, nomeadamente O Mercador de Veneza, para a encenação de Ricardo Pais, com quem assinou ainda a dramaturgia e a versão cénica. Tem colaborado regularmente com o Teatro Nacional de São João, tendo co-assinado a leitura de palco da sua tradução da obra de John Milton Paraíso Perdido. Em 2008 estreou-se como dramaturgo com a peça Nenhures (Lisboa: Cotovia, 2008), levada à cena pelo Teatro Bruto, companhia com a qual tem colaborado regularmente, e para a qual escreveu também a peça Reféns, estreada em 2009, bem como o libretto para o concerto encenado Still Frank. Ainda para a mesma companhia escreveu a peça Estocolmo, a ser levada à cena em Outubro de 2011.

Este AO é uma genuflexão linguístico-política deplorável, e, como quase todas as genuflexões, modos de súbditos mais do que prumo de republicanos. Aliás, nem súbditos são assim tão subservientes, se olharmos para os de sua majestade, imaginando o que seria a capitulação perante termos anglo-americanos como o nome color, o particípio passado gotten ou a preposição mais igualitária with em talk with. Esta genuflexão é, em todo o caso, perfeitamente inconsequente se, a contrario daquilo que o acordo de 1990 pretende, ou seja, a unificação de uma ortografia para a língua portuguesa, notarmos que se regista, ao invés, quase 2500 duplas grafias, novinhas em folha e resultantes deste acordo! Verifico, pois, que doravante terei de recorrer ao brasileiro para poder continuar a escrever em português. Uma contracepção não especialmente problemática que me fará linguisticamente miscigenado, uma espécie de United Colo(u)rs da língua portuguesa. E porque não assumir um gosto antigo e, por exemplo, escrever lingüisticamente, brandindo, assim, o trema que, esse sim, de algum jeito serviria e certamente muito mais encanto? Aliás, os meros 0,5% em que o Brasil claudicou perante Portugal são, a esse título, lamentáveis. Então, não é que, tremendo perante a ofensiva das debulhadoras lusas, me vão alijar precisamente o trema nos güs e qüs? Estou decepcionado. Esperava mais prumo do Ipiranga brasileiro. Em todo o caso irei tentar respeitar o novo acordo ortográfico sem prejuízo de escrever de quando em vez em brasileiro de Portugal para poder falar em português do Brasil. Assim, abrasileirarei em coisas como decepção, percepcionar e contracepção, como já fiz, de resto, questão de deixar bem claro acima. O meu contraceptivo contra este AO será, pois, falar em brasileiro do Brasil para parecer Português antigo de Portugal e ainda assim cair no goto dos portugueses de acordo com o Brasil.
Daniel Jonas

Daniel Jonas subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos enviou, expressamente para o efeito, a respectiva súmula biográfica, sendo também de sua autoria o texto sobre o AO90 aqui publicado.