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«O abastardamento de uma Língua» [Miguel Sousa Tavares, “SICN”, 13.05.15]

Nesta brevíssima intervenção, num dos serviços noticiosos da SICN do passado dia 13, Miguel Sousa Tavares chama os bois (acordistas) pelos nomes. Sem nunca os referir expressamente, é claro, mas todos nós sabemos quem são os ungulados. E o que estão a tentar fazer.

«É um dia muito deprimente, como são todos os dias em que vemos a estupidez impor pela força o que não consegue impor pela razão. Mas é também um dia de traição à pátria. Porque a nossa Língua é a nossa pátria, como explicou o Pessoa, e ao que hoje assistimos (se é que o “acordo” entra hoje em vigor ou não, completamente), ao que hoje assistimos é o abastardamento de uma Língua que trabalhámos durante oito séculos, que é instrumento de trabalho para muitos portugueses, que é meio de comunicação entre muitas comunidades portuguesas e que, pela vontade de uns quantos loucos, pela arrogância de uns quantos se impôs a todos eles.»
Miguel Sousa Tavares

Nota: a publicidade é inserida no vídeo automaticamente a partir da origem, ou seja, pelo canal de TV “SIC Notícias“.

A “erução” “lançou o reto” à “Cidade Invita” por “contato”

«Erução vulcânica: Prioridades são realojar as vítimas e criar fontes de rendimento diz ONU »

Fogo News


«O festival literário LEV-Literatura em Viagem lançou o reto, os escritores convidados tentaram responder, mas nenhum conseguiu definir a ténue linha que distingue “onde começa a memória e acaba a viagem”.»

SIC Notícias- Lusa

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A imagem de Portugal no estrangeiro ficou com aftas?

A SIC Notícias pergunta-nos: “A imagem de Portugal no estrangeiro ficou afetada[sic] depois do conhecimento público destes casos de justiça?”. Creio que a imagem de Portugal fica de facto bastante ‘afetada’ (ou mesmo *aftada), quando se percebe o estado actual da língua portuguesa escrita.

Se considerarmos padrões grafémicos afins – alfinetar → alfinetado(s)/a(s); fretar→ fretado(s)/a(s); decretar→ decretado(s)/a(s) – verificamos muito rapidamente que a presença da letra consonântica ‘c’, parte do grafema composto <EC>, em ‘afectar’ → afectado(s)/a(s); arquitectar → arquitectado(s)/a(s); detectar → detectado(s)/a(s), não serve para enfeitar determinadas palavras.

Admito que a presença de um ‘vêem’ num texto com ‘afetada’ e ‘direto’ apenas surpreenda quem leu, pelo menos uma vez na vida e com atenção, as 21 bases do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990. Também admito que a presença de um ‘vêem’ num texto com ‘afetada’ e ‘direto’ é muito mais subtil do que uma ‘reacção’ no título e ‘reação’ [sic] no corpo do texto, como acontece na chamada para esta intervenção de Luís Marques Mendes. As duas incongruências comprovam quer a falta de conhecimento acerca do preceituado no texto do AO90, quer o carácter inadequado da base IV do AO90 para a norma ortográfica do português europeu.

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«Para eles é indiferente o destino da Língua» [Pacheco Pereira, SICN, 07.03.14]

«O problema é que não se trata de reformar o Estado. Trata-se de aplicar uma visão empresarial ao funcionamento do Estado. Porque a única lógica que existe em muitas medidas governamentais é uma lógica daquilo que a elite que está no poder, uma, com interesse próprio considera que são as políticas boas para algumas empresas e, outra, também por interesse próprio, porque é lá que eles têm futuro, não é? — porque é evidente que a maioria dos governantes tem futuro assegurado, a começar pelo primeiro-ministro; nunca vão ficar desempregados, nunca vão ter dificuldades económicas, eles têm a circulação garantida a nível nacional e internacional pelos círculos de poder que apoiam hoje — e é evidente que essa ideia empresarial faz com que se corte investimentos na ciência, faz com que se desprezem as humanidades, a História, as Letras, faz com que se aplique um Acordo Ortográfico que ninguém deseja e ninguém quer e por inércia — porque para eles é indiferente o destino da língua e a qualidade do Português e a qualidade do ensino.»

[Transcrição manual, a partir de gravação, de algumas afirmações produzidas por José Pacheco Pereira no programa “Quadratura do Círculo“, do canal de TV “Sic Notícias“, emitido em 07.03.14.]

CSM recusa divulgar decisão sobre o caso do Juiz Rui Teixeira [SIC N, vídeo]

Juiz Rui Teixeira recusa documentos escritos com o acordo ortográfico

Rui Teixeira, o juiz que conduziu a instrução do processo Casa Pia, não reconhece o acordo ortográfico e recusou um relatório social escrito na nova ortografia. O caso deu origem a uma participação no Conselho Superior da Magistratura que já tomou uma decisão mas que, por enquanto, recusa divulgá-la.

[Notícia em vídeo divulgada pelo canal de televisão “SIC Notícias” no noticiário das zero horas do dia 06.11.13. A citação é da sinopse da notícia.]

«O Acordo Ortográfico e a Literatura no Espaço Lusófono, por Vasco Graça Moura»

data e autoria:[19-06-2011] | Vítor Coelho da Silva

Vai ter lugar na próxima quinta-feira, dia 30 de Junho, pelas 18.00 horas, no Centro Nacional de Cultura (Galeria Fernando Pessoa), a conferência “O Acordo Ortográfico e a Literatura no Espaço Lusófono”. O conferencista convidado é Vasco Graça Moura e a iniciativa insere-se no “Balanço Literário da Década no Mundo Lusófono” que o site PNETliteratura e o CNC têm vindo a patrocinar desde o início do Outono do ano passado.

Ler mais em: http://www.cnc.pt/Noticias.aspx?ID=868

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Ainda assim, e apesar de cumpridos, parece-nos, todos os requisitos legais para a presente publicação, retiraremos de imediato este “post” caso alguém autorizado no-lo solicite com a devida fundamentação.

Não é possível citar a autoria e/ou a fonte da foto do conferencista, já que a mesma se encontra reproduzida em dezenas de sites e blogs.

Maria do Carmo Vieira subscreveu a ILC

Maria do Carmo Vieira mora em Lisboa e é Professora de Português, tradutora, formadora, comentadora, activista e autora.

Publicou, entre outros trabalhos, aqueles que serão porventura os seus títulos mais conhecidos: O Ensino do Português (Relógio D’Água Editores) e A Arte, Mestra da Vida (Quimera Editores) .

Dedica-se activamente às questões relacionadas com a defesa da Cultura, da Educação, do Ensino Público e da Língua Portuguesa, intervindo regularmente em debates e entrevistas na televisão, na rádio e nos jornais.

Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Maria do Carmo Vieira nasceu em Lisboa, em 1952. Licenciada em Filologia Românica, é mestre em Literatura de Viagens e professora do Ensino Secundário. Em 1985, ano da comemoração dos 50 anos da morte de Fernando Pessoa, criou, com os seus alunos de Português do 11.º ano, um movimento em defesa da preservação do Café Martinho da Arcada, de que resultou a sua classificação como de interesse público. Ainda com esses alunos e outros apoiantes do movimento, fundou em 1987 a Associação Pessoana dos Amigos do Martinho da Arcada (APAMA), a qual, entre outras iniciativas, promoveu o concurso para o projecto de restauro do velho café (1990). Foi também a APAMA que impediu a destruição do prédio da Rua Coelho da Rocha – última morada do poeta e actual Casa Fernando Pessoa –, alertando em 1988 a Câmara Municipal de Lisboa, que acabaria por classificar o prédio como de interesse concelhio. Como presidente da APAMA, coordenou, com Rui Mário Gonçalves, a publicação de Passo e Fico, como o Universo (Quimera, 1992), um livro de pintura de influência pessoana. É também autora de Sobre Fernando Pessoa – Drama em Gente e Percurso Pessoano por Lisboa (1993). Em jornais diários e semanários, tem publicado inúmeros artigos a propósito do ensino do Português.
[Transcrição do curriculum da autora publicado pela Quimera Editores]

Nota: esta publicação foi autorizada pelo/a subscritor/a.