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“Óoauêaió”? Boa pergunta.

movimento2014

“Óoauêaió!” Para onde vai a língua portuguesa?

João Manuel Rocha

05/05/2015 – 22:02

Se em países africanos o português é factor de “unidade”, em Timor se se falar apenas português os jornalistas “não vão perceber”, foi dito no debate “O futuro da língua portuguesa”.

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“Óoauêaió!” A expressão, sem consoantes, usada por surfistas brasileiros para dizer “Olha o barulho aí ó você!”, foi o exemplo dado por Paulo Motta, editor executivo d’ O Globo, para lançar uma questão sem resposta: “Que português falaremos no futuro?”. O que o debate entre directores e editores de jornais de todos os países lusófonos permitiu, esta terça-feira, em Lisboa, foi antes a discussão sobre problemas de afirmação e potencial da língua comum.

Se a pergunta sobre o português do futuro era meramente retórica e a resposta exigiria dotes de adivinhação, os participantes não se furtaram ao desafio lançado pelo moderador, Nuno Pacheco, director-adjunto do PÚBLICO, e disseram como vêem o presente e “O futuro da língua portuguesa”  – tema do debate organizado pelo Movimento 2014 – 800 anos da língua portuguesa.

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‘Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa’, de Marcelo Moutinho e Jorge Reis Sá

«SINOPSE»
«O livro promove uma celebração ao “desacordo” da língua portuguesa. No ano em que mais se discutiu o acordo ortográfico, o brasileiro Marcelo Moutinho e o português Jorge Reis Sá desafiaram 35 autores de língua portuguesa, em quatro diferentes continentes, a escrever sobre suas 35 palavras favoritas. O resultado, aqui publicado, revela uma amorosa diferença no uso do mesmo idioma.»

COQUELUX

«São autores do Brasil, de Portugal, de Angola, de Moçambique e do Timor Leste, e, em cada um deles, a mesma palavra pode assumir formas e significados diferentes.»

«“Justamente para sublinhar essa distinção que depreende da unidade, tornando‐a mais rica, optamos por não obedecer às regras do novo acordo ortográfico”, afirmam os organizadores.»

«O Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa é “um dicionário de palavras íntimas”, que fala de amor e amores, entre eles aquele que é dirigido ao peculiar e notável idioma que nos foi legado, o português — sempre mutante e encantador.»
www.marcelomoutinho.com.br (“.pdf”)

«Restauração do português europeu» [Resolução do PEN Internacional, 02.10.14]

A Assembleia de Delegados do PEN Internacional, reunida no seu 80º Congresso Mundial em Bishkek, Quirguistão, de 29 de Setembro a 2 de Outubro de 2014:

Referindo-se à Resolução do PEN Internacional de 2012, que expressava um desapontamento pelo facto de as autoridades portuguesas “intentarem uma limitação do português pela imposição de regras artificiais” (pela estandardização da língua portuguesa); Reiterando a resolução do PEN Internacional de 2013, que apelava às autoridades portuguesas para “tomarem medidas imediatas para permitir uma restauração do português europeu na administração pública e nas escolas” e para “ter em conta… as opiniões de especialistas em Linguística… e garantir que os editores cessem de impor condições abusivas e restritivas para a criação literária”;

Preocupado com o facto de, apesar destas objecções, o Parlamento português ter aprovado, em 28 de Fevereiro de 2014, uma resolução apresentada pelos partidos do governo no sentido de formar um grupo de trabalho para monitorizar a implementação do Acordo Ortográfico, O PEN Internacional nota o seguinte: A experiência dos últimos três anos demonstrou a resistência dos países lusófonos ao Acordo Ortográfico. Enquanto o governo brasileiro adiou a implementação desse Acordo até 2016, outros países como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste ou não o ratificaram ou não se vêem em condições para implementá-lo. Apesar disso, as autoridades portuguesas mantiveram a imposição inconstitucional do Acordo. Segundo a Constituição da República Portuguesa (Artigo. 43.º – 2) “o Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”. Para além disso, o Acordo foi implementado apesar do facto de o seu próprio texto prever um período de transição até 2016.

Adicionalmente, o PEN Internacional refuta o argumento segundo o qual esse Acordo conduzirá a uma simplificação da língua com benefícios no plano da educação. A nova relevância dada à ortografia segundo critérios orais e não etimológicos distancia a língua portuguesa das suas raízes gregas e latinas, limitando a capacidade de os estudantes entenderem a evolução da língua e as relações entre as línguas. Entretanto, vários editores impuseram o Acordo a escritores e tradutores, o que viola a liberdade de expressão destes últimos, bem como o Código dos Direitos de Autor da Sociedade Portuguesa de Autores.

Assim, o PEN Internacional reitera as seguintes recomendações às autoridades portuguesas no sentido de:

Tomarem medidas imediatas para permitir a restauração do português europeu na administração pública e nas escolas e instituições educacionais;

Respeitarem a herança cultural comum, bem como a relação entre o português e outras línguas europeias, em concordância com a Constituição da República Portuguesa (Artigo 43.º – 2).

Além disso, o PEN Internacional apela às autoridades portuguesas para que:

• Reconheçam publicamente a existência de problemas significativos na implementação do Acordo Ortográfico, tal como foi acima assinalado;

• Respeitem a liberdade dos escritores e tradutores para escolherem a opção ortográfica mais apropriada para o seu trabalho.

NOTA: A resolução foi aprovada por unanimidade pelos delegados dos 58 Centros presentes no Congresso.

[Transcrição integral de Resolução #22: Língua Portuguesa. Apresentada pelo Comité de Tradução e Direitos Linguísticos do PEN Internacional » Pen Clube Português. Documento publicado em 06.10.14. “Links” e destaques nossos.]

Ensaio sobre a loucura

Governo cria grupo para simplificar língua portuguesa

Depois de ver as novas regras para ortografia da língua portuguesa, adotadas, via decreto, somente pelo Brasil, e de ter sido sinalizado pela sociedade civil sobre a necessidade de maior simplificação em vários pontos, o governo federal não só prorrogou a implementação para 2016 como também, através da Comissão de Educação do Senado criou o Grupo de Trabalho Técnico (GTT) para simplificar e aperfeiçoar a ortografia. O objetivo é de reduzir a quantidade de regras e exceções, tornando-as mais objetivas e de fácil entendimento.

De acordo com o professor Ernani Pimentel, que, ao lado do professor Pasquale Cipro, foi escolhido para coordenar o GTT, professores e estudantes de todos os países que têm como língua oficial o português têm até 20 de julho para sugerir mudanças. Todas as propostas serão avaliadas e apresentadas no Simpósio Internacional Linguístico-Ortográfico da Língua Portuguesa, que será realizado em Brasília, em setembro.

O professor Ernani Pimentel participou do CBN Santos por telefone, onde falou sobre a simplificação da ortografia e possibilidade de não adoção do novo acordo ortográfico.

Reportagem: Guilherme Pradella.

[citações]

– Existe um site chamado “simplificando a ortografia ponto com” [http://simplificandoaortografia.com/]. Não tem “ponto BR” [simplificandoaortografia.BR] porque é para todos os países de língua portuguesa.

– Nós não precisamos do “cê agá” [CH]. O “xis” [X] sozinho já resolve p’ra fazer esse som. P’ra escrever esse som. Então, se elimina o “cê agá”, ninguém vai ter dúvida entre o “xis” e o “cê agá”.

– Como é que você resolve o problema do “gê” [G] e do “jota” [J]? As outras línguas já resolveram isso. Por exemplo, o alemão, as línguas nórdicas, o inglês, a letra “gê” não é “gê”, é “guê” [G]! É “ânguêlá” [Angela], “volquiseváguen” [Volkswagen], não é verdade? “Ai guéte” [I get].

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«Senadores querem nova reforma ortográfica» [notícia do Senado brasileiro, 07.08.14]

Ora aí está de novo o “projeto” mas desta vez de forma não apenas oficial, visto que é o próprio Senado brasileiro quem publica a notícia, como também já temos o dito “projeto” calendarizado, estão nomeados os respectivos intervenientes, estabelecidos os passos a seguir e os “objetivos” a prosseguir: podendo entrar em vigor “já em 2016” nos oito países da CPLP, de que Portugal faz parte, irá ser produzida uma “nova reforma ortográfica” porque o AO90 não foi “suficientemente longe” na “simplificação” da Língua Portuguesa.

Em suma, é isto.

Em que consiste esta “reforma da reforma“, no que à Ortografia diz respeito, é algo que o próprio texto da notícia “esclarece”. Sabendo-se agora que este novo acordo ortográfico (AO16?) será feito “em cima” do anterior acordo ortográfico (AO90) e que será “votado” por tele-conferência (não, não é brincadeira, ou, melhor dizendo, é mas está na notícia), então pelos vistos a sua “aprovação” estará por essa via dada por garantida pelos autores “disto”.

Já quanto ao que significa “isto” para todos nós, portugueses (e angolanos e moçambicanos e cabo-verdianos e guineenses e são-tomenses e timorenses), o que significa “isto” em termos históricos, culturais e identitários para sete das oito nações de Língua oficial portuguesa, bom, digamos que “isto” significa…

Se calhar é melhor não dizer. Toda a gente sabe.

Notícia

Senadores querem nova reforma ortográfica

07/08/2014
Cristiane Britto

Projeto propõe a extinção da letra “h” no início das palavras e a troca de todas as expressões com “ch” pelo “x”

SENADOR CYRO MIRANDA disse que serão realizadas videoconferências com professores de países como Portugal e Angola para depois colocar o projeto em votação.
LEONARDO SUSSUARANA

A Comissão de Educação do Senado está desenvolvendo um projeto que pretende trazer mudanças nas atuais regras da língua portuguesa. Por meio de um grupo técnico de trabalho, os senadores vão propor novas regras para simplificar a ortografia e facilitar o ensino e a aprendizagem da escrita.

De acordo com algumas propostas do projeto, haveria a exclusão do “h” inicial, passando palavras como homem e hoje, por exemplo, a serem escritas omem e oje.

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«Guiné Equatorial membro da CPLP» [rádio “RFI” (França), 23.07.14]

A X Cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estiveram reunidos em Díli para a admissão da Guiné Equatorial como membro da CPLP. Dez anos depois de uma espera movimentada por avanços e recuos.

A Guiné Equatorial, liderada pelo Presidente Teodoro Obiang Nguema, aplicou as exigências para a adesão do país, apesar da oposição de várias organizações da sociedade civil dos países lusófonos acusar o regime de cometer violações dos direitos humanos.

O director da organização EG Justice, Tutu Alicante, radicado nos Estados Unidos da América acusou o presidente da Guiné Equatorial de usar a CPLP para branquear a imagem do país junto da comunidade internacional. O activista guineense lamentou que a CPLP “tenha tacitamente permitido deixar-se usar para lavar a imagem do mais antigo chefe de Estado do mundo, um autocrata que não respeita os direitos humanos e governa uma das corruptas nações do mundo”.

Este foi o primeiro alargamento na história dos 18 anos da organização que passa, a partir de hoje, a incluir um país não lusófono, conta a jornalista da lusa em Díli, Joana Haderer.

A antiga Guiné espanhola teve de materializar uma moratória à aplicação da pena de morte para poder fazer parte da CPLP. A Guiné Equatorial vive num clima de medo que bloqueia qualquer tentativa de derrubar o regime, exemplo disso é a existência de um único partido da oposição, o Convergência para a Democracia Social, cujo líder tem assento parlamentar, num total de cem eleitos.

À saída de encontros que teve em Lisboa, o advogado e crítico do regime da Guiné Equatorial, Ponciano Mbomio Nvó, mostrou-se preocupado pela situação política que vive a Guiné Equatorial.

Segundo o intelectual português, Adriano Moreira, o novo membro permanente da organização muda a concepção do que é a CPLP, nomeadamente, “o trabalho que deu a organizar a CPLP e o conjunto de valores que reúne”. A Guiné Equatorial não corresponde a nenhum destes pressupostos, e por isso mudou a estratégia da CPLP”, acrescentou Adriano Moreira.

À chegada do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, ao salão nobre do Ministério dos Negócios Estrangeiros, foi aplaudido pelos chefes de Estado e de governo presentes. Entre eles fizeram-se ouvir aplausos do primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho, mas o mesmo não aconteceu com o presidente Aníbal Cavaco Silva.

A entrada da Guiné Equatorial já era esperada, contudo a forma como aconteceu era inesperada para os líderes políticos. “Fomos surpreendidos, mas o que nós queríamos acima de tudo era ajudar Timor-Leste para que esta cimeira fosse um sucesso” disse o presidente português, Aníbal Cavaco Silva. 

«Por consenso dos Estados-membros da CPLP, aprovou outorgar à República da Guiné Equatorial o estatuto de país membro de pleno direito no seio da comunidade, integrada até a data por um total de oito nações, cinco delas no continente africano. O nosso país passará a ser o sexto de África e o nono em ordem cronológica de adesão a esta comunidade, criada no ano de 1996», foi desta forma que o governo da Guiné Equatorial anunciou a sua adesão à CPLP no seu sítio oficial na Internet.

[Transcrição integral de colagem de diversos artigos publicados (quatro deles com gravações de emissões áudio, ouvir no “site” da RFI) pela Radio France Internationale (RFI) em 23.07.14. “Links” inseridos por nós. Destaques a “bold” conforme o original. Imagem de Reuters/RFI]

VON? VOC? Também quero uma coisa dessas!

Ainda o pessoal da tradução simultânea não tinha pousado os auscultadores e já o Ciberdúvidas titulava: “Vocabulário Ortográfico Comum aprovado na Cimeira de Díli”.

É certo que o Ciberdúvidas é fonte insuspeita (na medida em as suspeitas já há muito deram lugar às certezas). Mas, ainda assim, é difícil perceber a que se refere o ciber-consultório. Esmiuçada a Declaração Final emitida pelos delegados da CPLP, encontramos, no Ponto 11, depois da referência ao pavilhão da CPLP na Feira do Livro e da marcação de mais conferências internacionais à boleia da Língua Portuguesa, “a integração progressiva dos Vocabulários Ortográficos Nacionais (VONs) [sic] num Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC)”.

O que significa isto? É o Vocabulário Ortográfico Comum a soma dos diversos Vocabulários Nacionais? Deve ser por isso que o Brasil publicou em 2009 o seu próprio VOLP (que não respeita o AO), dizendo ser um documento para aplicar no Brasil e apresentando-o como o seu contributo ou proposta para o VOC — dando o mote, no fundo, para que cada país fizesse o seu. Como costuma dizer-se, também quero! Se toda a gente faz o seu VON, porque havemos nós, portugueses, de ficar com o AO, que mais ninguém usa — E NEM SEQUER ERA O NOSSO VON? Também quero um Vocabulário Ortográfico Nacional que consagre as peculiaridades do Português Europeu. Se depois quiserem integrá-lo num vocabulário mais vasto, que atenda às especificidades do Português das ex-colónias e ao crioulo ‘fá d’ambô‘, tanto melhor.

Entretanto, para lá desta pertinente questão dos VON, o que nos trouxe de substancial a X Cimeira da CPLP? Foi anunciada a ratificação do AO por Angola e Moçambique? Foi apresentado um verdadeiro Vocabulário Ortográfico Comum? Nada disto aconteceu — e ainda bem.

Pelo contrário, no próprio dia em que se encerram os trabalhos o Jornal de Angola, mais uma vez, acusa Portugal de nem sequer ter sabido defender Língua Portuguesa do Acordo Ortográfico.

O Jornal de Angola poderá ter razão mas uma coisa é o país e os seus Governos, outra coisa são os seus cidadãos. Pela parte que nos toca, parece-nos que esta cimeira mais não fez do que legitimar (ainda mais) a nossa luta contra o Acordo Ortográfico. Obviamente, a Iniciativa Legislativa de Cidadãos continua; logicamente, a recolha de assinaturas pela revogação da RAR 35/2008 prossegue.

Façam-se os Acordos Ortográficos que forem precisos, mas com Línguas ou com variantes que realmente existem. Para fazer o AO90 alguém inventou uma Língua que ninguém fala — um absurdo que chega, por si só, para explicar por que razão o AO90, volvidos 24 anos(!) continua sem sair da cepa torta.

«Obiang e o Acordo Ortográfico» [Bagão Félix, “Público”, 25.07.14]

25 de Julho de 2014, 19:04

Por

Durante a Cimeira em Dili da CPLP, o presidente Obiang da Guiné Equatorial terá balbuciado três palavras em português: sim, sim e sim. O país, entretanto, anunciou a sua adesão à Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa, na página oficial do seu Governo na Internet em três línguas: espanhol, inglês e francês. Parece que a ausência da língua portuguesa se deveu a uma dúvida metódica do ditador: a de se deveria ou não utilizar o chamado Acordo Ortográfico. Compreensível, não acham? É que, por exemplo, Obiang queria escrever já em escrita acordista “A partir de agora, ninguém para a Guiné Equatorial!”. Mas alguém lhe terá explicado que em versão não acordista o que ele queria anunciar se escreve “A partir de agora, ninguém pára a Guiné Equatorial!”. Uma mera questão de um acento que muda. Ou será de um assento que, para Teodoro, não muda desde o longínquo ano de 1979?

[Transcrição integral de texto, da autoria de António Bagão Félix, publicado em “blogues” do jornal “PÚBLICO” de 25.07.14.]
[Imagem de Luxemburger Wort.]

A Cimeira da CPLP (Díli, Julho de 2014)

«3. Reafirmaram a plena validade do compromisso histórico consagrado na Declaração Constitutiva da CPLP, com a progressiva afirmação internacional do conjunto dos Estados membros, que constitui um espaço geograficamente descontínuo, mas identificado pelo idioma comum, e pelos primados da paz, da democracia, do Estado de direito, dos direitos humanos e da justiça social.»
[InDeclaração de Díli“, X Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, 23 de Julho de 2014.]

Bartoon (jornal Público)

Composição, imagens originais de:
– semanário Expresso
– “blog” Lao Hamatuk
– “post” de Fernando Ventura (Facebook)
– canal TVI24

«24 jornais escrevem sobre futuro do português» [“Público”, 27.06.14]

O PÚBLICO desafiou jornais dos sete países de língua oficial portuguesa a juntarem-se num debate global sobre o futuro do português, publicando um texto nos seus jornais no dia em que se celebram os 800 anos da língua portuguesa.

27 de Junho de 1214 é simbolicamente considerado o nascimento da nossa língua por ser o dia do documento mais antigo que se conhece escrito em português, o testamento do terceiro rei de Portugal, Dom Afonso II. Vinte e quatro jornais aceitaram a proposta. Os textos são assinados por directores, chefes de redacção e jornalistas especialistas na questão da língua. Sugerimos textos francos, com opinião e uma visão própria sobre a língua. Em breve, no PÚBLICO, publicaremos o conjunto no nosso site. A visão portuguesa é certamente diferente da brasileira, da timorense, da angolana, da moçambicana… O debate vai ser estimulante. Esta é a lista dos jornais que se juntaram à iniciativa: Angola: Jornal de Angola; Jornal da Cultura; Jornal de Economia e Finanças, O País; Semanário Angolense. Brasil: Folha de São Paulo; Zero Hora; Veja. Cabo Verde: A Semana; A Nação; Expresso das Ilhas. Guiné-Bissau: Nô Pintcha; O Democrata; Última Hora. Moçambique: Canal de Moçambique; O País; Jornal Notícias; Savana; A Verdade. São Tomé e Príncipe: Jornal de S. Tomé; Téla Nón. Timor: Independente; Lusa; Suara Timor Loro Sa’e.
A Direcção

[Nota da Direcção Editorial do jornal “Público” de 27.06.14.]

Evidentemente, aqui daremos conta, no “site” da ILC AO, dos textos produzidos no âmbito desta iniciativa do jornal “Público”, desde que se insiram nos nossos próprios critérios de (re-)publicação.