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O que diz respeito a voluntários e voluntariado ILC.

Renascimento

Publico210716_ILC_AR«Os deputados aprovaram por unanimidade o texto de substituição que congregou as propostas de todos os partidos sobre a redução de 35 mil para 20 [mil] o número de assinaturas necessárias para a entrega no Parlamento de Iniciativas Legislativas de Cidadãos e mais algumas medidas que ajudam a reduzir as burocracias deste processo, como a sua entrega electrónica.»
Jornal “Público” (edição em papel), 21.07.16, página 7

1. Atendendo a que a Assembleia da República resolveu, finalmente, reduzir o número de assinaturas necessárias, passar a admitir subscrições por via electrónica e deixar de exigir os dados de eleitor;
2. Verificando-se agora, mais de um ano depois do lançamento da “iniciativa popular de referendo” que precipitou o “fim” da ILC, não ter aquela produzido qualquer espécie de resultado ou existir sequer uma perspectiva mínima de exequibilidade para a mesma;
3. Considerando que, apesar de termos efectuado todas as diligências necessárias para o efeito, o processo de entrega das subscrições “aos serviços competentes da Assembleia da República” arrastou-se ao longo de vários meses e assim acabaram por continuar à minha guarda as referidas subscrições;
4. Tendo o activista Rui Valente, veterano militante da ILC-AO, manifestado a sua disponibilidade para assumir todas as responsabilidades inerentes à liderança desta iniciativa cívica;

A “Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do acordo ortográfico” recomeça, a partir de hoje, sob a coordenação de Rui Valente e com a colaboração de um grupo de voluntários por ele escolhido.

Para o efeito, entreguei ao próprio, em 20 de Julho de 2016, todos os impressos de subscrição em papel e digitalizados recebidos até ao dia 19 de Junho de 2015.

O novo site da iniciativa, cujo titular é também Rui Valente, foi já, por ele mesmo e pela sua equipa, instalado no endereço virtual http://www.ilcao.com.

Naquilo que me diz respeito, aplaudindo com imenso entusiasmo tão extraordinária atitude de militância, apenas devo deplorar o facto de várias questões do foro pessoal me impedirem liminarmente de participar neste glorioso renascimento.

Avante, companheiros!

Até sempre.

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“Mensagem” [do Presidente da “Fundação Lusíada”]

A Fundação Lusíada :: Mensagens

2015 Maio

Neste mês de Maio, mês da Padroeira de Portugal e mês das Flores, alguns “sábios” da Língua Portuguesa, e “sábios” da Comunidade de Países da Língua Portuguesa (C.P.L.P.) pretendem oficializar um (Des)Acordo Ortográfico e isso sem que os Povos que falam a mesma língua tenham sequer sido consultados, ou tenha sequer havido um único “Referendum” em qualquer dos Países Membros da C.P.L.P. que tal permitisse ou impusesse.

AFINAL

– Quem tem medo que a Ortografia da Língua portuguesa se mantenha inalterável? – Quem tem medo da existência da civilização Lusa e da existência da C.P.L.P.?

– Quem é que afinal quer estabelecer e com que intenção, o (Des)Acordo Ortográfico na Língua Portuguesa?

– Quais os “sábios” que fizeram parte da “Comissão” que elaborou tal (Des)Acordo?

– Quem os nomeou? Com que critério? E qual a base legal internacional que tal permitiu?

– Que interesses, que “Lobies”, a que Países é que eles pertencem, e a que Países eles estão a obedecer e a cumprir ordens recebidas?

– Com que finalidades?

– Qual o preço, – e em que moeda – é que alguém pagou aos referidos “sábios” para elaborarem tal (Des)Acordo?

– Que lugares e que cargos político-internacionais é que foram prometidos dar e ocupar a tais “sábios” da língua portuguesa?

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«Sobre o (des)Acordo Ortográfico» [de “Fundação Lusíada”]

“Sobre o (des)Acordo Ortográfico na Língua Portuguesa”

 24 de Abril | 2015

No próximo dia 13 de Maio de 2015, segundo os que estão a favor, ou no próximo ano, a 22 de Setembro de 2016, segundo outros que estão contra, termina o período de transição estabelecido para a implementação do Acordo Ortográfico (AO) de 16 de Dezembro de 1990.

Se a primeira data tem conotações religiosas, dando-se a César o que não é de César, a segunda coincide com a ausência de poluição, onde todos devem «andar a pé e de bicicleta», uma iniciativa tão desajustada, em DIA EUROPEU SEM CARROS, como o Acordo Ortográfico.

A Fundação Lusíada corrobora a convicção de muitos portugueses de que o AO foi um «desaire» diplomático e político, não só a nível da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) bem como internacional face aos objectivos a que se propunha. Se Angola manifesta repnugância em avocar o AO e o Brasil foge dele como o «diabo da cruz» para o aplicar, também não é menos verdade que seria utópico congregarmos a Guiné Equatorial ou impôr grafias a um Moçambique aderente há muito ao Commonwealh, senão mesmo colidirmos com o espírito do Commmon European Framework of Reference for Languages (CEFRL).

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«Palavras Plenas» [por María Oliveira]

Palavras Plenas


O “acordo” acordou morto!
É um boto, torto e tosco.
Coitado, caiu de borco,
mal disposto e mal composto.
Tal um rei-morto-rei-posto,
Aleijão, porco, terçolho,
Malcheiroso peixe de molho
Aguarda, com um só olho
Em terra de cegos, restolho,
Sanguinolento, jack-estripadolho,
Que a turba o aceite,
Ao pimpolho!
Espera sentado, “acordo”
Ó badalhoco, misturado, parolo,
Impúdico lixo, moçoilo,
Estouvado, torpe, bandoleiro.
Escabroso insulto, tachista
acabado em “-eiro”,
Contigo não acordo eu,
Trauliteiro, estouvado,
Inerte fantoche, dom-roberto,
Marioneta, travesteiro,
Malcheiroso e carniceiro,
Tudesco, toscaio, cabaneiro!
Que um Diabo te carregue,
taberneiro, imundo
Sancho Panseiro, fruta podre,
Mornaceiro, entulho e candombleiro!
Que te enterrem e esqueçam, mentideiro,
Filho-duma-Grande-Mãe, abortadeiro.
Tu, “acordo” mil-novecentos-noventeiro,
Mentira, escumalha, tremoceiro,
Vai p’ró Inferno, mau dinheiro!
A tratos de polé nos puseste, gajeiro,
Bode, Bafomé, Carniceiro!
Esgrouviado, crackeiro,
Cadavérico merceeiro, de contas rascunhadeiro,
Vendido, comprado, prostiteiro,
Putrefacto, Babilónia, escroque, cretineiro!

Má’fim tenhas, tortulho,
Babugem, estultícia, entulho!
“Va de retro”, rebotalho,
Meretriz, hálito de alho.
P’rás Profundas da Geena gires.
“Acordo”-aborto, mal parido,
Maldito, antraz, escolho,
Refocilante, mácula, chifrudo.

Odeio-te, abomino-te, nego-te,
Escrita da Besta, quisto da Política,
Filho da Grande Porca, sale con,
venereal peast, gusano, maledetto,
Pestilento, má peça, decadente.

Que os teus ISBN’s se apaguem,
As meninges de quem te pariu chaguem,
E ardas, em mil Fahrenheits
Pelos ares te evoles em cinzas,
Para que nós, se em Mil Vontades te execramos
Livres, enfim, do tumor, em coro feliz digamos:
Ecce, não passa de má memória,
Esmagada, a vil escória,
Em estertores de peçonha
Rabeia, espojando-se, contorcendo-se,
já não campeia.
Apeada da cadeira, manquejante de borotoeja,
Morreu de morte-macaca, esquecida,
Reduzida à estrumeira…

Possa a madre-língua vicejar,
E, morta que foi a peste, engrandecer-se
De novo, camonejar, sem vilipêndios ou tontices,
Consoantes mudas re-debutar
Em baile de roupas brancas, pura, ágil, neo-limpa,
Contar, narrar, poetar, hífens livres de grilhões,
Vogais enchapeladas, seus acentos, pena-fina,
Consoantes presentes, sem mofina,
Repovoar palavras, repor verdades,
revoadas de sons remoçados, reconhecidos termos,
Cês, pês, ressuscitados, rebuçadais sons
Relembrados, caramelos de infância, amendoados,
Algodão-doce, regresso a casa, pipocas plenas,
Palavras queridas, recordação, língua com penas,
Esvoaçantes, reconhecidas, Palavras Plenas!

María Oliveira

daqui

“As passadas dele ainda estão quentes”

Todos nós sabemos que o novo director do CCB, António Lamas, se apressou a repor o AO90 nos seus serviços, sem a mínima consideração pela corajosa atitude de Vasco Graça Moura. Também sabemos que o director do CNC, Guilherme de Oliveira Martins, é um entusiasta do AO90, por incrível que possa parecer. Sei que há textos de VGM que estão a ser publicados em ‘acordês’… Enfim, tudo isto reflecte o grau de abjecção a que este desgraçado país desceu: para usar uma deliciosa expressão que ouvi em tempos a um emigrante, em Paris, “as passadas de VGM ainda estão quentes” e já se procura varrer de vez a poderosa marca da sua intervenção constante, perseverante e lúcida em defesa do Português e contra o famigerado AO90!

Mas ‘é a hora’, não podemos deixá-los manipular a opinião pública de acordo com os seus camuflados interesses…

Maria José Abranches

Não estão à altura

Lemos e ouvimos que hoje, 17 de Maio de 2015, numa iniciativa conjunta, o Centro Nacional de Cultura (CNC) e o Centro Cultural de Belém (CCB) pretendem homenagear Vasco Graça Moura, que ocupou o cargo de director do CCB até ao dia 27 de Abril de 2014, data da sua morte, tendo tomado em Fevereiro de 2012 a corajosa decisão de não cumprir o acordo ortográfico de 90 na instituição que dirigia, argumentando que o mesmo, pelo facto de Angola e Moçambique não terem ratificado o acordo, não «estava nem podia estar em vigor».

Sabemos que homenagear Vasco Graça Moura implica lembrar forçosamente a obra que nos legou enquanto poeta e tradutor, numa sincera afeição e contínua homenagem à Língua Portuguesa que não pode dissociar-se da luta veemente que desencadeou contra a barbaridade do acordo ortográfico de 90 e que desenvolveu até aos seus últimos dias. Esse seu gesto de aturada resistência e de convicta desobediência marcou-nos e influenciou-nos profunda e beneficamente e será uma uma forma de o homenagear não esquecê-lo.

Numa mensagem que me dirigiu, a 13 de Janeiro de 2013, e que ouso tornar pública, porque o momento o exige, desabafava a propósito do AO: «Eu já estou exausto de tanto tratar do assunto…»

Porque sabemos que nem CNC nem CCB estarão à altura do gesto e do sacrifício de Vasco Graça Moura e do trabalho intenso por ele desenvolvido em prol da Língua Portuguesa, caber-nos-á continuar a sua luta, que é também a nossa, e sobre a qual tantas vezes nos fez reflectir, com a mesma resistência e desobediência que lhe conhecemos. Será uma verdadeira forma de o homenagearmos.

Com sinceridade e afeição!

Maria do Carmo Vieira

 

O mágico Luis de Matos, um activista de sempre na luta contra o AO90

Luis de Matos mantém-se firme na luta contra o AO90. Num “post” de hoje, 15.05.15 (às 0:30 h), na rede social Facebook, cita um texto que publicou em 2011 no seu “site” e que se mantém absolutamente actual.

 

Uma ILC é uma figura prevista no regulamento da Assembleia da República mediante a qual um grupo de cidadãos pode submeter um Projecto de Lei à votação em plenário. Por outro lado, AO é, para alguns, a sigla pela qual se conhece o “Acordo Ortográfico” e, para outros, as iniciais de adjectivos como “Anormal” e “Obtuso”, que bem descrevem o referido e suposto acordo.

Na história do nosso país, nunca nenhum grupo de cidadãos alheios a quaisquer partidos, organizações, ordens ou tendências políticas, fez uso da prerrogativa legislativa a que tem direito. No caso presente, esta ILC visa revogar a resolução que implementa o Acordo Ortográfico em Portugal. A suspensão do AO pretende criar condições para que efectivamente se averigúe a necessidade de um acordo ou, no mínimo, para que se corrijam as graves deficiências que unanimemente se lhe reconhecem.

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