ILC contra o Acordo Ortográfico

(site original, 2010-2015)

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Publicado em 25.05.15 por “Antero” no Facebook.
Ver “Desenhos”.

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À semelhança daquilo que fez há dias Henrique Neto, também António Sampaio da Nóvoa, igualmente candidato às próximas eleições presidenciais, vem a público manifestar a sua posição em relação ao “acordo ortográfico” de 1990.

JN_SNovoa_2015-05-25, às 16.59.17Admitindo que se trata de “um problema complicado”, por causa dos acordos internacionais, mas defende que o AO deve ser reavaliado com muita determinação. “Na qualidade de candidato presidencial digo que esta questão tem de ser recolocada em cima da mesa dos debates com enorme cuidado, esperando que se consiga fazer uma avaliação do que aconteceu até agora e consigamos repor em novos moldes algumas orientações sobre esta matéria. É um problema que, na minha condição de Presidente da República, espero ajudar a resolver. O que está a acontecer não é bom para nada, inclusive para o fortalecimento dos laços entre os povos”, justificou, Nóvoa, já depois de lembrar que na qualidade de reitor e de professor é contra o AO.

(…)

[Transcrição parcial de notícia publicada no “Jornal de Notícias” online de 25.05.15. Texto para Português Europeu.]

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Notizie

Il portoghese si fa ‘più brasiliano’ con l’accordo ortografico

14/05 11:26 CET

Nel 1968 il poeta brasiliano Vinicius de Moraes incontra a Lisbona Amália Rodrigues. Da quell’incontro nasce un album Amália/Vinicius.

Portogallo è entrato in vigore il nuovo accordo ortografico della lingua portoghese. Un evento importante perché a dicembre toccherà anche al Brasile.

La CPLP – Comunità dei Paesi di Lingua Portoghese – ha stabilito la creazione di vocabolari ortografici nazionali e, ulteriormente, un vocabolario ortografico comune che consoliderà tanto il lessico quanto le specificità di ogni Paese di lingua portoghese.

La vittoria delle telenovele brasiliane
In molti parlano della vittoria della telenovela brasiliana. Infatti, già da decenni i portoghesi si sono abituati all’accento dell’ex colonia, sui teleschermi per diverse ore al giorno.

La Comunità dei Paesi di Lingua Portoghese
La CPLP – Comunità dei Paesi di Lingua Portoghese – ha stabilito la creazione di vocabolari ortografici nazionali e, ulteriormente, un vocabolario ortografico comune che consoliderà tanto il lessico quanto le specificità di ogni Paese di lingua portoghese. Oggi sono 8 le nazioni che fanno parte della CPLC: Brasile, Portogallo, Angola, Capo Verde, Guinea Bissau, Mozambico, San Tomè e Principe e Timor Est.

I termini dell’accordo
L’accordo è frutto di un lungo lavoro dell’Accademia Brasiliana di Lettere e dell’Accademia di Scienze di Lisbona. È stato firmato nel 1990 ed è entrato in vigore, non in maniera definitiva, nel 2009 sia in Brasile che in Portogallo.

Entrambi i paesi hanno stabilito insieme un periodo di transizione in cui sarebbero valide le normative anteriore e quelle nuove. Questo periodo avrebbe dovuto essere di 3 anni in Brasile (per il Brasile scaduto nel 2012) e di 6 in Portogallo.

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«O acordo ortográfico é uma violação dos direitos dos portugueses relativo à preservação da sua língua na sua estrutura formal e etimológica, um património inalienável. É uma cedência ao facilitismo, à ignorância e aos interesses pessoais de gente sem mérito ou inteligência. Enquanto tradutora sou obrigada por vários clientes a escrever “com o acordo”, mas sempre que posso e depende só de mim, repudio o acordo. Graças a isso, poderão ler legendas em BOM português no Festival Olhares do Mediterrâneo.»
Sara David Lopes
Programadora do Festival

A 2ª edição do festival ‘Olhares do Mediterrâneo’ decorre de 5 a 7 de Junho, em Lisboa, no Cinema São Jorge, integrando a programação das Festas de Lisboa.

Durante 3 dias, serão exibidos 30 filmes de cineastas de 12 países do Mediterrâneo: Bósnia, Egipto, Espanha, França, Grécia, Israel, Líbano, Malta, Palestina, Portugal, Turquia e Tunísia. A diversidade de temáticas, géneros e olhares da selecção de 2015 será mostrada em quatro sessões de curtas-metragens e oito sessões de longas-metragens, em que a presença portuguesa ocupa um terço do programa.

Os filmes estarão em competição para atribuição de um Prémio do Júri e do Público.

Estreias mundiais e europeias marcam a programação, assim como a presença de realizadoras convidadas, que estarão disponíveis para entrevistas. Maria João Seixas é a embaixadora desta edição de Olhares do Mediterrâneo e está também disponível para ser entrevistada.

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«Published on May 19, 2015– “telefonemas” – no Café da Manhã com Nilton, André Henriques, Joana Cruz e Mariana Alvim. Na RFM das 6 às 9:30.»

[Programa “Café da Manhã”, RFM, emissão de 19.05.15.]

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«PAO: Polícia do Acordo Ortográfico – Pedro Fernandes – 5 Para a Meia-Noite
Published on May 22, 2015
»

[Programa “5 para a Meia-Noite“, RTP1, Emissão de 21.05.15.]

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Publicado em “Facetoons“, 22.05.15 .
Ver mais em “Desenhos”

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Publicado em “Facetoons”, 22.05.15.
Ver mais em “Desenhos”.

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Aborto ortográfico

Mafalda Gonçalves Moutinho

Óptimo. Não isto não é um mero acto de rebeldia, é na realidade um desabafo pela tristeza que sinto com a implementação do acordo ortográfico. Confesso que tenho tido a esperança ao longo destes anos que o bom senso impere e se recue neste tema, sobretudo com a queda do anterior governo socialista.

Não consigo conceber esta mutilação à Língua Portuguesa, não consigo imaginar as histórias que pinto para o papel no meu mundo individual nesta nova língua. Sim porque o Português do AO não é o Português de Portugal e muito menos é o Português do nosso amado Brasil ou de outro país de língua portuguesa.

Não sendo uma entendida na matéria, e tendo procurado a opinião de diversos professores de literatura e língua portuguesa, a opinião geral é uma única: somos contra o acordo ortográfico.

Viajando para a população, o mesmo se verifica. Os cidadãos recusam a mudança. Se assim é, porque nos mutam a língua?

Por interesses económicos? Ou por outro qualquer interesse ausente de compreensão a olho nu?

Que cada país falante de língua portuguesa altere o idioma em virtude da sua cultura, tudo bem. Agora que se tente uniformizar algo único, imaterial, não!

Se pensarmos a língua como um monumento, facilmente percebemos que se alterarmos este mesmo monumento, o produto final, é apenas um reflexo, um rascunho daquilo que fora outrora.

A língua é tudo o que temos de nosso. É parte da nossa história e do nosso império imaterial.

Por favor, não a mutilem.

[Transcrição integral de artigo, da autoria de Mafalda Gonçalves Moutinho, publicado no “ptjornal” em 19.05.15.]

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“Facetoons”, 20.05.15.

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